Amizade depois dos 25

Sabe aquele papo de que, com o amadurecimento, a gente descobre quem é amigo de verdade? Balela. Quem cunhou e disseminou essa teoria apenas envelheceu e viu que os amigos não estavam mais tão disponíveis como antes: como na infância, em que se encontravam para brincar todos os dias, ou como na adolescência, em que qualquer hora era hora de se reunir para brigadeiro na panela e fofocas ao vivo. Se esse cidadão, o mesmo de “amigos de verdade se conta em uma mão”, vivesse na era digital, teria popularizado muitas frases amarguradas mais. Afinal, quem ainda reserva tempo para se encontrar?

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É, foi tudo bem

Ainda estamos no mês do meu aniversário. E ele já passou, o meu aniversário. Escrevi tantos posts sobre meus medos e expectativas com relação a ele, e não voltei aqui para contar como foi. Típico de mim. Típico de todos nós, talvez. Quando está tudo bem, a gente não dá as caras.

É, foi tudo bem.

Foi bem legal, na verdade. Com as pessoas certas com quem eu precisava estar, e nem sabia. Foi, talvez, a noite mais feliz do ano. Ou, ao menos, dos últimos meses. Minha memória não anda lá essas coisas para eu dar afirmações desse tipo. Mas foi uma noite boa, na qual eu me senti bem como há muito não me sentia. Essas relações de carinho… como a gente se afeta, né? Uns aos outros. Pode ser para o bem, ou para o mal. Cerquei-me de positividade.

Mas parece que já faz um tempão, não vou mentir. Meu aniversário. Depois que passa, passa. No momento, estou fazendo aquela maratona para ver vários filmes no Festival do Rio. Filmes também me afetam, para o bem ou para o mal. Dia desses, voltando para casa, entendi que preciso de outras histórias para viver. Cinema, teatro, literatura, música e, também, jornalismo são maneiras que encontrei para me manter são. Eu me conheço, me monto, me desenvolvo e me reconstruo melhor a partir do olhar do outro. Do outro sobre mim, também, mas do outro sobre a vida, principalmente. Preciso de outras histórias para pausar a minha própria. Preciso de pausas, senão eu não aguento. E acho que sempre foi assim. Só que agora de maneira racionalizada.

Eu acredito que todo mundo tenha pelo menos uma boa história para contar. Às vezes, a pessoa não sabe, mas tem. A vida de cada indivíduo tem algo que a torna interessante aos olhos do outro. Às vezes, é mais aparente, às vezes, não. Mas eu realmente acho que todos temos algo a dizer. Como dizer, nem todo mundo sabe. Poucos sabem, aliás. Muita gente não consegue se expressar. Ou busca a maneira errada de fazer isso.

Como eu cheguei a esse ponto, não sei. Mas tenho pensado nisso ultimamente. Fui convidado para voltar ao meu colégio e conversar com os alunos atuais sobre meu livro, “Condenáveis – Uma História de Filho e Pai”. Algo descontraído, pelo que eu entendi, se eles estiverem interessados em mim, se eu tiver algo para contar, se tudo fluir bem. O quão insano é isso? É a escola na qual estudei minha vida inteira – da alfabetização até o último ano. É estranho pensar que fazem sete anos que saí de lá. Eu me sinto tão próximo e tão distante ao mesmo tempo daquele Leonardo Torres. Quando penso nesse convite, ainda consigo me ver sentado entre os alunos, pensando: “vamos aplaudir para ele calar a boca logo!”. Eu ainda consigo me ver de uniforme, mas tenho que pensar na roupa que vou usar nesse dia. Não tenho ideia de como vai ser esse encontro, mas sempre que penso no assunto, me vem isso à cabeça: todo mundo tem pelo menos uma história para contar. Se conseguir passar isso para alguém, já vou estar no lucro.

Afete-me

A proximidade dos meus 25 anos (embora eu vá tentar emplacar um 21 ou 22 nas rodinhas de amigos) tem me deixado especialmente nostálgico. E eu não sou do tipo de pessoa que tem vergonha de olhar para trás, definitivamente. Não acho menor lembrar, e de certa forma reviver, minha(s) história(s). Não acredito que isso me impeça de olhar para frente, nem de viver o presente. Gosto de recordar bons momentos, sim. Mergulhei em álbuns de fotografias, revi lugares, pessoas, comédias, dramas, e cheguei à conclusão de que o que move nossa vida é mesmo a relação com o outro.

Se não fossem os outros seres humanos, poderíamos traçar uma reta desde a infância e segui-la cegamente. Sem nenhuma curva. São os encontros, e os desencontros, que nos proporcionam os contornos. Não é sobre mudar de caminho que eu digo, embora essa também seja uma possibilidade. Falo sobre permitir-se novas experiências, sair do programado, sem perder o rumo. Saber aonde quer chegar, mas aceitar fazer um caminho diferente, entrar em uma rua desconhecida só para ver como é.

Alguém pode te recomendar um livro que você nunca leria por vontade própria. Ou te convidar para conhecer sua casa, em uma cidade que você não tinha a menor intenção de conhecer. Também te levar ao show de uma banda desconhecida, ou simplesmente de uma banda fora de sua playlist. Ou ainda te encaminhar uma oportunidade de emprego; te sugerir um aplicativo que vai te viciar; fazer uma fofoca que vai te destruir ou te enaltecer; e te apresentar outra pessoa, que trará ainda novas possibilidades à sua vida. Ainda que inerte, o outro te afeta. Apaixonado, você mergulha nos interesses da outra pessoa, para entendê-la, para se aproximar, e conhece novos mundos.

Vendo os álbuns de fotos, entendi isso. Tenho fotos com amigos com quem perdi totalmente o contato (o que contraria meu post anterior), e alguns que me custaram até lembrar o nome. Mas todos me proporcionaram alguma experiência diferente, uma história, uma vivência. Tenho achado que ninguém passa pela vida de ninguém sem deixar um rastro, por menos significativo que seja. E não é como se eu quisesse abraçar o mundo, mas abraço o meu mundo.

Não sou do tipo de gente que conversa com quem tá do lado na fila. Mesmo que a fila dure uma hora ou mais, sou capaz de entrar e sair dela calado. Sou introspectivo. Extrovertido, só quando estou com alguém que conheço. Não posso dizer que estou sempre aberto a novas amizades, porque seria uma mentira. Mas tenho consciência disso: nós que movemos uns aos outros. Gente precisa de gente. E que bom que é assim.

“Estou sem amigos!”

Abri o ano com uma discussão introspectiva muito importante sobre os papeis sociais que somos obrigados a interpretar desde que nascemos. Corresponder ao que esperam da gente, exercer atividades a contragosto por consideração, e cuidar da manutenção de relações frágeis por hábito. Meses e muitas sessões de análise depois, não tenho respostas muito definidas, mas estou me desgastando menos pelo que menos me interessa no momento. Estamos em agosto e a proximidade do meu aniversário me faz pensar, pensar, pensar… ainda mais, sobretudo nesse aspecto. Em algum momento, terei uma lista de convidados a fazer, à espera de uma lista de confirmados, cada vez mais incerta e nebulosa para mim. Quem é importante? Quem é recíproco? Quem desconsidero e me dá valor? Quem é só volume?

Pergunto-me frequentemente se estou no caminho certo. Outro dia, declarei à minha psicóloga: “estou sem amigos”. Era uma declaração forte e mentirosa, mas representativa do que eu sentia naquele momento. Também não pude deixar de notar a ironia da situação – eu me sentia solitário justamente no ano em que conscientemente me afastei de pessoas com as quais não me sentia mais conectado. De amigos, de amigas. Transformei-os em colegas, sem rupturas, sem alarde, talvez sem que eles percebessem, porque poderia querer acioná-los em qualquer momento. Os meses passaram, e eu não quis. Uma esquivada de um convite aqui, uma mensagem sem resposta no Facebook ali, e vida que segue.

2014 tem sido um ano muito meu, de investimento em mim mesmo, de muito trabalho, de muitas atividades e compromissos. Por isso, seleciono cada vez mais – gostaria de dizer, “cada vez melhor”, mas não tenho essa certeza – como e com quem gasto meu tempo. A quem o dedico. Aproximei-me mais de umas pessoas do que outras, por afinidades momentâneas e conexões que fazem mais sentido no contexto atual. Na realidade, é muito ruim fazer parte dessa geração de redes sociais virtuais, porque não temos o direito a perder o contato. Relações que teriam se perdido pelas circunstâncias naturais da vida ficam ali, arrastadas, enferrujadas, maquiadas, mas ali. E eu acho que, às vezes, é preciso perder para encontrar, se encontrar, reencontrar. “Não imagine que te quero mal, apenas não te quero mais”.

Temo ser intolerante demais, inflexível demais, radical demais. Mas estou em uma fase em que realmente não estou disposto a gastar energia com o que me parece cênico. À mesa do jantar ou à mesa do bar, é possível divertir-se e sentir-se em casa, da mesma maneira que há espaço para desconforto e animosidade. Não quero estar em qualquer lugar, com qualquer pessoa, doido para me livrar daquela situação. Não tenho tempo para gastar com isso. Para quê? Para quê? Francamente.

É claro que, da mesma maneira, me conecto com pessoas com as quais acho que não devia, mas elas me entretêm. Amigos que conheço bem os defeitos, que os desaprovo, que os desprezo até, mas dos quais não consigo me afastar. “Já aceitei. Fulano e Sicrana não vão sair da minha vida. Não tem jeito”, eu disse, há alguns meses, para minha psicóloga, que pareceu não gostar do que ouviu. Há relações que fogem ao meu controle, e não me enfadam, então vão ficando. Eu me preocupo, sim, com a qualidade dos relacionamentos que estou levando para o futuro, que não será nada mais do que uma consequência das decisões presentes. Mas minha questão é muito mais interna do que externa. Como posso explicar?

A peneira da minha vida tem refletido menos o que as pessoas são, ou o quanto são merecedoras e admiráveis, e mais como eu me sinto com elas. Há errantes com os quais me sinto bem, e fazer o quê? Há amigos com os quais não vejo mais conexão, sintonia, afinidade; e com os quais a suposta intimidade ultimamente me agride. “Como eu me sinto quando…” estou com Sicrano. É tudo sobre isso. Não é sobre quem Sicrano é. Assim, me entendo melhor, me culpo menos, me aceito mais. “Não é você, sou eu”. Hoje, compreendo o clichê social para rompimentos.

Ainda não encontrei minha turma

Gostaria de anunciar que não haverá mais dicas da semana, mas não sei se isso é verdade. Tinha decidido manter esse formato em 2014, mas não imaginava que criaria o Teatro em Cena – nem como ele me consumiria física e mentalmente. Não sei se semana que vem terá dica, nem se na próxima. Pode voltar tudo ao normal, ou não. Só quero abrir mão da obrigação que criei para mim mesmo, para me dedicar à outra. É sobre isso esse blog: fazer o que quero, quando quero, se quero. E eu estava esquecendo disso… Recado dado?

Nesta semana, então, escrevi algo diferente, porque um filme me inspirou. Está guardado desde domingo passado esse post e quase pensei em não publicá-lo. Quando reli, achei que passava uma mensagem que não condizia com meu estado de espírito. Mas não tem problema. Foi o que senti naquele dia, naquele momento.


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Assisti ao filme “Entre Nós”, do Paulo Morelli, no fim de semana. Eu não tinha noção do que se tratava até decidir ir ao cinema (infelizmente tenho andado estranhamente alheio a esse universo nesse início de ano). Eu queria apenas “ver o filme da Carolina Dieckmann” e abri um site para dar uma olhada nos horários e nas salas mais próximas de casa. Foi aí que li a sinopse, que dizia algo mais ou menos assim: grupo de amigos desenterra cartas escritas por eles dez anos antes e lidam com sentimentos e ressentimentos anestesiados pelo tempo. Na verdade, eles não usavam a palavra “anestesiados”. Mas achei que ficaria bonito dizer agora. Anestesiados pelo tempo. Soa legal, não? Digo, a sinopse.

Quem gosta da Britney Spears inevitavelmente se lembrou de “Crossroads” e, bem, eu me lembrei também. Minha mãe me levou em um cinema do Largo do Machado para ver “o filme da princesinha do pop” na época e, enquanto ela saía da sala reclamando do quanto aquilo havia sido ruim, eu pensava que queria ter amigos para escrever cartas, enterrar em uma caixa e abrir dez anos depois. Naquela época, eu não tinha nenhum amigo que estivesse comigo há dez anos. Okay, eu só tinha 12 anos, mas mesmo assim. A ideia de uma amizade durar tanto tempo não cabia na minha vida, que já apresentava autorrotatividade (é assim na nova gramática?), e eu sabia disso.

“Entre Nós” despertou sentimentos similares. Hoje em dia, tenho amigos que estão há dez anos comigo. Muito mais do que pensei que teria algum dia. Mas eu não me sinto parte de nenhum grupo, como o filme apresenta. Minhas amizades são aleatórias, individuais e retas, se é que posso dizer assim. Retas, porque realmente não fazem curvas. São relações diretas one-to-one. E isso não é ruim. Gosto dos meus amigos. Mas, com esse filme, senti falta de “ter a minha turma”. Eu não tenho a minha turma. EU NÃO TENHO A MINHA TURMA!!!

Já fiz parte de diversos grupos, na adolescência principalmente, mas todos se dissolveram, de forma mais ou menos traumática. Desses grupos, mantenho muitos amigos, mas todos individualmente. De qualquer maneira, sou capaz de reconhecer que há algo diferente na sensação de fazer parte de um time, em vez de ter uma amizade one-to-one. Geralmente, há uma força motora que une aquelas pessoas. Geralmente, são todos diferentes, mas iguais em algum ponto, e é aquele ponto que prevalece. No filme, são jovens aspirantes a escritores.

Eu, o que sou? Digo, para encontrar minha turma. Não sei. Sou tantos em um. Amo cinema, mas não como a turma dos cinéfilos; porque também amo teatro, mas não como a turma do teatro; porque também quero escrever um livro, mas não como a turma dos escritores; porque também amo o jornalismo, mas não como a turma dos jornalistas. Nada consome tanto minha vida em relação de detrimento com outras coisas. Acho que a única época que tive minha turma, porque aquilo estava acima do céu e da terra para mim, foi quando era fã de Sandy & Junior. Aquela era a minha turma – o pessoal que me entendia e era incompreendido igual a mim. Depois disso, nunca mais encontrei um grupo forte na minha vida. E gostaria de encontrar. Fazer parte de algo maior, com a certeza de poder escrever uma carta e reunir todo mundo para ler dez anos depois.

No filme, o grupo de seis amigos (eram sete, mas um morreu) se afasta e mantém pouco contato durante os dez anos. Mas, na hora de abrir a caixa com as cartas, como combinado, todos comparecem. Acho que essa cumplicidade e esse comprometimento que me impressionam. Que eu invejo, talvez. Sei lá, talvez eu tenha sim minha turma, e não tenha percebido. Talvez esteja em um momento que não me sinta conectado com nenhum grupo ao qual por ventura componha. Talvez se tivesse escrito cartas há dez anos poderia estar abrindo-as agora, com pessoas que não teriam mais nenhuma relação com minha rotina. Talvez, talvez, talvez. Por hora, acho que ainda não descobri minha turma. Até quando dá tempo de encontrá-la?

Carta do Tio Léo #5: monografia, desespero e São Paulo

Meus dias tem se dividido entre os que não estou nem aí para a monografia e os que estou desesperado por causa dela. Como já disse, a apresentação está prevista para outubro e, na teoria, sei que ainda tenho alguns meses pela frente. Mas, na prática, parece que outubro é amanhã! Junho, julho, agosto, setembro… outubro! Assim, de repente. E só tenho um capítulo pronto – com revisão do orientador pendente. Por isso, às vezes, prefiro não pensar no assunto e me distrair – o que, claro, é seguido de culpa depois. É um ciclo vicioso, que espero que tenha final feliz.

Quando desenvolvi a monografia da graduação, o tempo só se tornou desesperador nas semanas finais, quando basicamente só me faltavam os retoques! Eu, na verdade, entreguei o texto pronto para a banca antes do previsto. Agora, na pós, que tenho muito mais tempo para me dedicar, falta… interesse, talvez? Estou gostando, sim, de ler e conhecer mais sobre meu tema, mas não estou apaixonado como da outra vez. Talvez seja natural isso. Todos reclamam de monografia, né? Por mais que gostem do tema, reclamam. É o que estou fazendo aqui – sendo normal, eu acho. Antes eu não era.

Em um desses momentos em que opto pela distração em vez da obrigação, fui à São Paulo ver um amigo – o Filipe, que esteve no Rio em janeiro. Eu não sabia, mas estava precisando muito passear. Fomos ao show da Sandy (e eu pude entrevistá-la novamente – algo bem rápido, na verdade, porque foi só uma troca de palavras simpáticas) e da banda The Vaccines, como escrevi aqui anteriormente. Dormimos de manhã e acordamos de noite. Foi muito divertido. Eu adoro o Filipe e ele sabe disso. É como um irmão mais velho que a vida me deu, e encontrá-lo pessoalmente é sempre um prazer.

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Voltei para o Rio com outro astral. No dia da minha consulta com a psicóloga, senti que não tinha nada para abordar. Não queria falar de coisas que me incomodavam, mas não estavam me incomodando naquele momento. Ela mesma disse que eu estava com outra cara depois da viagem, que durou só o fim de semana! Muita gente diz que não adianta viajar, porque os problemas te acompanham, mas comigo nunca foi assim. Quando entro no avião, deixo tudo para trás e permito-me viver dias diferentes. Quebrar a rotina é ‘revitalizador’.

O Rio de Janeiro é meu lar, mas gosto muito de sair para outros lugares. Houve uma época em que estava insatisfeito com as perspectivas jornalísticas e cogitei ser comissário de bordo. Imagina: viajar todo dia! Seria divertido. Ou não. Tudo é muito legal enquanto não vira obrigação. É melhor viajar por prazer, de vez em quando, e valorizar esses momentos, do que ter isso como vida cotidiana. Eu acho. A gente sempre valoriza o que não tem.

Só sei que esse bate-e-volta foi muito bom para mim. Foi tudo muito de repente, e quase achei que não embarcaria (o aeroporto Santos Dumont ficou dez horas fechado por causa da chuva, mas consegui transferência da minha passagem para o Galeão), mas só me fez bem quando aconteceu. Agora, preciso me dedicar seriamente à monografia e escrever o segundo capítulo logo, porque sei que o terceiro dará um trabalhão. Torça por mim.

Abraço,
Tio Léo

Carta do Tio Léo #1: Parapente, amizade à distância e livro

Oi queridos, tudo bem?

Hoje é o último domingo do mês e, como prometido, é dia “da carta do tio Léo” – a primeira de muitas, eu espero. Janeiro também passou incrivelmente rápido para vocês? Para mim, voou, infelizmente. Preferia que tivesse dado uma arrastada para que eu pudesse fazer tudo que tinha planejado (não fiz quase nada). Ainda choveu o mês inteiro, o que fez com que eu passasse a maior parte do tempo em casa.

Comprei um voo de parapente no fim do ano passado e não tive a chance de usá-lo. Choveu sempre que liguei para marcar. Incrível. O tempo parecia melhorar, eu telefonava e começava a chover de novo. Fiquei até com medo de que fosse uma espécie de aviso do destino para eu não me arriscar. Mas… eu quero voar! E voarei, possivelmente, no mês que vem. Ansioso.

Enquanto isso não acontece, desfruto de outras alegrias. Um superamigo de São Paulo está aqui no Rio, e eu me divirto muito sempre que nos encontramos. Além disso, também planejo ir à Curitiba conhecer pessoalmente um amigo de anos pela internet (já tô de passagens compradas!). Não gosto do termo “amigo virtual”, porque ninguém é virtual. Somos reais, com sentimentos de verdade. A convivência que pode ser virtual. Só isso. Não vejo nenhum demérito, aliás. Sou muito mais próximo de amigos geograficamente distantes, com quem mantenho contato pela internet, do que outros que vivem perto de mim. Qualquer desmerecimento nesse sentido é uma grande bobagem. O que importa é a vontade das pessoas de estarem perto.

Eu e Filipe, de Sampa, aqui no Rio

Eu e Filipe, de Sampa, aqui no Rio

Quando era novinho, tive a chance de conhecer uma garota chamada Rúbia, com quem tive uma amizade intensa e efêmera. O pouco tempo que passamos juntos foi o suficiente para que ela me passasse um ensinamento: o mundo é grande demais para ficarmos presos em um único lugar. A gente tem que circular, conhecer pessoas. Há muita gente incrível por aí. Eu que não vou deixar de manter amizades verdadeiras e sinceras com pessoas encantadoras só porque estão distantes geograficamente. Bobeira! Contra isso, a gente dá um jeito 😉

Mudando de assunto, também há novidades sobre “Condenáveis”. Saíram mais quatro resenhas: no Palavras ao vento (“Foi triste observar os momentos constrangedores que o Leonardo vivenciou”), no Ponto Livro (“…o autor tem talento para narrativa”), no Enquanto Escrevo um Livro (“Me fez pensar tanto esta leitura. Ficou um pedaço da história aqui comigo”) e no Magia Literária (“Posso dizer que o livro mexeu muito comigo. Me identifiquei muito com os pensamentos de Leonardo”). O interessante é que os blogueiros também passaram por conflitos com os pais, então pudemos ter ótimas conversas via e-mail. É bom que, ao compartilharmos nossas experiências, nos ajudamos. Esse livro está me fazendo conhecer muita gente fofa!

Há mais resenhas para sair neste ano. Muitos blogueiros estão com o e-book para ler e já fiz uma pressão neles para que não se esqueçam. De qualquer forma, o ano está só começando! 2013 será ano de monografia da pós, de esboço do livro novo, de muita coisa boa. Vamos torcer 😉

Abraço,

Tio Léo

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