Saí para um encontro com X e peguei Y na frente de X

Estou lendo o terceiro livro da Bridget Jones, aquele que ela é uma mãe viúva, e me lembrei de uma história para contar aqui. Às vezes, acontecem tantos causos interessantes na vida, mas não posso contar na época, por medo de ofender e expor as pessoas. Depois de um tempo, no entanto, é como se eles se tornassem incapazes de machucar alguém e aí chega a hora de gritar para o mundo ouvir. Esse aconteceu há dois ou três anos, e não tem nada a ver com ser mãe ou perder um marido. É sobre primeiro encontro. A Bridget tem uns dois primeiros encontros neste livro, pelo menos até a parte em que li, e estipula uma série de regras para se sair bem nesse tipo de situação, daquele jeitinho cômico-loser-atrapalhado dela.

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Conheci a Ariana Grande e conto tudo: afinal, como ela é?

Muita gente me pergunta como é a Ariana Grande, que eu tive a chance de encontrar no camarim do show dela em São Paulo, no Allianz Parque, no fim de outubro. “Ela é simpática? Baixinha mesmo? Fofa? Cheirosa?”. Consegui narrar aquele dia em detalhes para poucas pessoas, porque a vida é muito corrida e a gente acaba sintetizando tudo em “sim, ela é demais, adorei!”. O show, por exemplo, foi em um domingo, que eu acordei às 12h e saí da casa do meu amigo, onde estava hospedado, às 14h15. Não lembro que horas o show acabou e chegamos em casa, mas fui me deitar muito tarde e acordei cedíssimo para pegar o voo de volta para o Rio. E, mal cheguei na cidade, já tinha que trabalhar, porque era segunda-feira. Então, realmente, foi um corre-corre e mal deu tempo de pensar! Mas vamos lá.

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Você se tornou o adulto que queria?

Estava lendo uma coluna da Martha Medeiros, que tratava de algum outro tema qualquer, quando essa pergunta me veio à mente. É comum que eu me desprenda da leitura de um texto para um devaneio introspectivo, enquanto meus olhos continuam percorrendo as letras e as palavras, frase a frase, sem que eu assimile nada. Sou capaz de ler uma reportagem inteira sobre demissões em massa de operários pensando em um assunto completamente diferente – como, sei lá, “o que vou responder caso ele venha falar comigo?”. Obviamente, chego ao fim da matéria sem saber do que ela se trata, e tenho que voltar para o início, forçando a concentração. Isso é normal? Sempre que me acontece, fico com medo de estar desenvolvendo um analfabetismo funcional, o que é duro de admitir, mas eu admito, porque é assim que a gente consegue ajuda. Mas, nesta leitura específica, isso me valeu. Não lembro sobre o que era a coluna da Martha (desculpa aí!), só me recordo que me despertou essa questão: “você se tornou o adulto que queria?”.

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Não tenho nada melhor para fazer, então vou voltar

Decidi voltar.

Ou estou decidindo.

Não é como se eu tivesse ido embora algum dia, tampouco.

Nunca tomei a decisão de ir.

Uma coisa levou a outra, e quando vi já estava longe.

Ainda não sei como será isso tudo, a volta.

Não vai ser nada como Adele retornando à música.

Nunca fui Adele.

Mas vai ser diferente, eu acho.

Quero descobrir como.

Aceito ideias.

Não prometo acatá-las.

A sorte vista pelo microscópio

Ela engravidou e foi morar com o pai da criança, rejeitada pelo próprio pai, que não aceitou a “gravidez sem casamento”. Ambos pobres, muito pobres. Ela se mudou para o lote da família dele, em Belford Roxo, dividindo o espaço com a sogra, a cunhada e um monte de gatos vira-lata em um barraco improvisado. Um ambiente quente, claustrofóbico, cheio de mosquitos, com o chão de terra batida e o teto repleto de goteiras. Oito anos se passaram, e a situação se agravou. Em vez de um, agora ela tinha três filhos – tidos antes da ligação das trompas. Ela e o marido desempregados, vivendo com R$ 182 do Bolsa Família.

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