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Magia de Carnaval

Eu sei que não é todo mundo que entende o poder de comoção de uma escola de samba. E lamento. É pura arte. O maior espetáculo do planeta, realmente. Quem me conhece sabe que eu amo. Desde criança, o que eu mais gostava no Carnaval era ir à concentração das escolas ver os carros alegóricos na rua. Eu ficava absolutamente encantado com aquilo tudo. Na época, apenas sonhava em um dia assistir aos desfiles lá dentro da Sapucaí. E foi um passo após o outro até que isso acontecesse. A primeira vez que fui, minha mãe não tinha as informações e ficamos na arquibancada popular, já na dispersão – muito ruim. Depois, fui ao desfile das escolas mirins, em outro ano entrei para o desfile do grupo de acesso… Já era grande quando vi pessoalmente minha Beija-Flor, que eu sempre assistia só pela TV. Foi uma emoção inexplicável, e sempre que vou à Sapucaí sou tocado de alguma maneira, seja desfilando ou curtindo.

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amizade depois dos 25

Amizade depois dos 25

Sabe aquele papo de que, com o amadurecimento, a gente descobre quem é amigo de verdade? Balela. Quem cunhou e disseminou essa teoria apenas envelheceu e viu que os amigos não estavam mais tão disponíveis como antes: como na infância, em que se encontravam para brincar todos os dias, ou como na adolescência, em que qualquer hora era hora de se reunir para brigadeiro na panela e fofocas ao vivo. Se esse cidadão, o mesmo de “amigos de verdade se conta em uma mão”, vivesse na era digital, teria popularizado muitas frases amarguradas mais. Afinal, quem ainda reserva tempo para se encontrar?

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Quando eu tinha 9 anos e me perdi da minha mãe no Réveillon de Copacabana

Adoro Réveillon. Ai, como eu adoro Réveillon! Todo mundo em comunhão, com pensamento positivo, aquela multidão vestida de branco, bebendo espumante barato, distribuindo sorrisos felizes com a chance de recomeçar do zero (poderiam ter uma perspectiva diferente e pensar “mais um ano perdido e nada aconteceu”, mas os depressivos ficam em casa e a positividade impera). Sempre preferi o Réveillon ao Natal. Não que você tenha que comparar as duas festas, absolutamente. Mas eu prefiro. Os Natais tendem a ser repetições de si mesmos, enquanto o Réveillon é sempre diferente. Você se cerca de pessoas diferentes, em lugares diferentes, pede ao universo coisas diferentes, reza por inquietações diferentes, joga flor pra Iemanjá por desejos diferentes… e, o melhor de tudo, não tem ninguém para te lembrar “do verdadeiro significado da data”. O verdadeiro significado do Ano Novo é ser o Ano Novo mesmo. Fim de papo.

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Saí para um encontro com X e peguei Y na frente de X

Estou lendo o terceiro livro da Bridget Jones, aquele que ela é uma mãe viúva, e me lembrei de uma história para contar aqui. Às vezes, acontecem tantos causos interessantes na vida, mas não posso contar na época, por medo de ofender e expor as pessoas. Depois de um tempo, no entanto, é como se eles se tornassem incapazes de machucar alguém e aí chega a hora de gritar para o mundo ouvir. Esse aconteceu há dois ou três anos, e não tem nada a ver com ser mãe ou perder um marido. É sobre primeiro encontro. A Bridget tem uns dois primeiros encontros neste livro, pelo menos até a parte em que li, e estipula uma série de regras para se sair bem nesse tipo de situação, daquele jeitinho cômico-loser-atrapalhado dela.

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