[Dica da semana] A quê ficar atento no Oscar

Como todo ano, tentei ver o máximo possível de filmes indicados ao Oscar. Só não compartilhei a maratona aqui, porque estou atolado com os preparativos para o Carnaval e para o site Teatro em Cena (que preciso abordar melhor aqui). Mas vou usar esse post para chamar a atenção para o que mais gostei neste ano. Vamos por categorias.

A premiação é domingo (2/3), em pleno Carnaval. Para quem não curte a folia, é uma boa desculpa para correr contra o tempo e encarar uma maratona de cinema. Eu vou pra folia, porque sou desses.

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Melhor Filme
“12 anos de escravidão”
“Gravidade”
“Trapaça”
“Capitão Phillips”
“Clube de compras Dallas”
“Ela”
“Nebraska”
“Philomena”
“O lobo de Wall Street”

“Ela” (Her), do Spike Jonze, não tem a menor chance de levar o prêmio, mas é o meu queridinho do ano. O filme acompanha a paixão do Theodore (Joaquin Phoenix) por um sistema operacional com a voz da Scarlett Johansson. É material suficiente para uma semana inteira de reflexões. A trama mostra como somos uma geração de solitários vivendo um autoengano. Fiquei particularmente tocado.

Diretor
Alfonso Cuarón, de “Gravidade”
Martin Scorsese, de “O lobo de Wall Street”
Steve McQueen, de “12 anos de escravidão”
Alexander Payne, de “Nebraska”
David O. Russell, de “Trapaça”

Deve dar Cuarón nesse ano, como nas premiações anteriores. Merecidamente. “Gravidade” soube explorar a tecnologia de uma maneira inovadora. Uniu o que há de mais high-tech com boas interpretações (Sandra Bullock está indicada por este filme). Geralmente, os filmes muito futuristas abusam dos efeitos em detrimento do trabalho de atuação. Aqui, não. Difícil sair do cinema não impressionado.

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Ator
Christian Bale, de “Trapaça”
Bruce Dern, de “Nebraska”
Leonardo DiCaprio, de “O lobo de Wall Street”
Chiwetel Ejiofor, de “12 anos de escravidão”
Matthew McConaughey, de “Clube de compras Dallas”

Desculpe-me Leonardo DiCaprio, mas Matthew McConaughey, está brilhante em “Clube de Compras Dallas”. Não é só seu emagrecimento para o personagem, um portador da AIDS, que chama a atenção no trabalho. McConaughey está convincente, de uma maneira que você acredita que aquele cara realmente existe. Impecável. A história é muito rica, e ele soube dar o seu melhor para contá-la, e se apropriar do melhor dela para fazer seu trabalho. É bonito de se ver. Perto desse filme, DiCaprio e “O Lobo de Wall Street” são apenas engraçadinhos – e me refiro a ele particularmente por ser o favorito.

Atriz
Cate Blanchett, de “Blue Jasmine”
Sandra Bullock, de “Gravidade”
Judi Dench, de “Philomena”
Amy Adams, de “Trapaça”
Meryl Streep, de “Álbum de família”

Briga de gente grande, mas não consigo ver a estatueta nas mãos de outra que não a Cate Blanchett. Faltam-me até os argumentos, porque, para mim, é uma escolha óbvia. A louca Jasmine, criação do Woody Allen, é tão boa que eu quis ver o filme duas vezes. E eu não vejo um filme mais de uma vez há muitoooo tempo. Cate fez um trabalho tão sensível, tão delicado, tão na medida certa. Apaixonante.

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Ator coadjuvante
Barkhad Abdi, de “Capitão Phillips”
Bradley Cooper, de “Trapaça”
Michael Fassbender, de “12 anos de escravidão”
Jared Leto, de “Clube de compras Dallas”
Jonah Hill, de “O lobo de Wall Street”

Eu realmente acho que Barkhad Abdi também merecia o prêmio, mas Jared Leto… que delícia de atuação! A transformação foi tanta que não vi sombra do vocalista do 30 Seconds to Mars em cena. Além do mais, seria formidável que um ator ganhasse o Oscar por um personagem transgênero.

Atriz coadjuvante
Sally Hawkins, de “Blue Jasmine”
Jennifer Lawrence, de “Trapaça”
Lupita Nyong’o, de “12 anos de escravidão”
Julia Roberts, de “Álbum de família”
June Squibb, de “Nebraska”

Se a escolha de ator coadjuvante me é penosa, a de atriz nem tanto. Não fico com Jennifer Lawrence dessa vez. Sério. A cena de June Squibb brigando com os golpistas oportunistas da família já é melhor do que todo “Trapaça”. E Lupita Nyong’o que te faz esquecer que é uma atriz em “12 Anos de Escravidão?”. Senti-me diante de uma verdadeira escrava sofrida assistindo ao filme. E isso merece prêmio.

Filme estrangeiro
“Alabama Monroe” (Bélgica)
“A grande beleza” (Itália)
“A caça” (Dinamarca)
“The missing picture” (Camboja)
“Omar” (Palestina)

Prefiro não emitir opinião, porque só assisti a “Alabama Monroe”, “A Grande Beleza” e “A Caça”.

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Roteiro original
Eric Warren Singer e David O. Russell, de “Trapaça”
Woody Allen, de “Blue Jasmine”
Craig Borten e Melisa Wallack, de “Clube de compras Dallas”
Spike Jonze, de “Ela”
Bob Nelson, de “Nebraska”

Porque no meu mundo é presunção de quem acha que barra Woody Allen.

Roteiro adaptado
Billy Ray, de “Capitão Phillips”
Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke, de “Antes da meia-noite”
Steve Coogan e Jeff Pope, de “Philomena”
John Ridley, de “12 anos de escravidão”
Terence Winter, de “O lobo de Wall Street”

Só não amei “O Lobo de Wall Street”, do qual também gostei. Disputa complicada. Chamaria a atenção para “Philomena” pela denúncia da história, mas acho que, desses, o que mais me impressionou foi mesmo “12 Anos”. Você termina o filme meio que anestesiado. A história te prende do início ao fim, e choca, e provoca, e incomoda, e surpreende.

Categorias técnicas, não comentarei.

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