Rock in Rio: Ivete Sangalo rouba a cena e mostra cacife para ser atração principal da noite

Não resisti e fui ao Rock in Rio ontem (30/9), a noite mais diversificada do festival. Sem dúvida e curiosamente, o show que mais empolgou as 100 mil pessoas que estavam lá foi o de Ivete Sangalo – aliás, a única que acredito ter atraído a atenção do público total do evento.

A noite começou com um show de rap fraco do Marcelo D2, que não conseguiu empolgar as pessoas – a maioria fãs de Ivete e Shakira – embora todo mundo estivesse bastante receptivo a novas sonoridades. Eu mesmo tentei gesticular como um mano, pouco convincente. Ele perdeu a chance de conquistar um novo público e continuará restrito aos becos da Lapa. Além do mais, foi bastante infeliz fazendo apologia à maconha em um evento que tem como lema “Eu vou sem droga nenhuma”.

15 minutos depois subiu ao palco a banda Jota Quest, que eu estava particularmente ansioso para assistir. Sempre quis ir ao show deles e nunca consegui – não por falta de oportunidades, mas sabe como são os percalços da vida (foi uma felicidade ver aquelas lampadazinhas amarelas no palco!). O grupo só tem hits (é incrível como todo mundo sabe cantar todas as músicas), mas começou com uma música nova – “A Última Parada” – que não se encaixa nessa categoria. Foi uma entrada fria, mas que esquentou ao longo da apresentação e fez a galera vibrar. Um momento especial foi quando a Cidade do Rock inteira cantou “Só Hoje” e Flausino teve que rebolar pra segurar a emoção.

Depois, começou o show da Ivete Sangalo, que acertou na estratégia de não posar de diva, exaltar as outras atrações da noite, dizer que se sentia honrada por participar de um festival “de rock” e contar sua tietagem no camarim do Stevie Wonder. Com a tática de “gente como a gente”, ela escapou de possíveis vaias e colocou todo mundo para dançar. Posso dizer com convicção: parecia que todo mundo estava lá para vê-la. Ela fez o show mais animado e empolgante da noite, extrapolando o tempo previsto e saindo do palco com gritos de bis. Só achei dispensável o momento “More than words” – mas era uma realização pessoal da cantora que, naquela altura do campeonato, já tinha direito a isso.

Na sequência, veio Lenny Kravitz – o que foi um erro. Ele deveria ter se apresentado antes da Ivete. A primeira metade de seu show foi muito morna e grande parte do público preferiu ir para a tenda eletrônica do evento. Foi a apresentação mais vazia do Palco Mundo, coitado. Ele e sua banda são inegavelmente bons e fazem um som do caralho, mas faltou carisma – o que ele quase conseguiu no fim do show, tocando músicas mais famosas. Mas aí ele já tinha perdido muito público.

As pessoas voltaram em massa para ver a colombiana Shakira, que demorou bastante para começar o show. A primeira música foi “Estoy Aquí”, uma concessão da artista, que não canta essa música em sua turnê. Ponto pra ela por ter essa percepção de como lidar com um festival desse porte. Bastante animada, ela convidou meninas para subirem ao palco e desceu para o meio do público – a exemplo dos artistas anteriores – o que não foi suficiente para impedir invasões de fãs no palco (inclusive um homem com credencial da produção). Os pontos altos foram “Loca” e “País Tropical”, cantada com a Ivete, que conseguiu dar uma ofuscada na atração principal.

Mas foi uma noite divertida, do bem, sem maiores problemas. Todo mundo se divertiu. Adorei.

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