Com altos e baixos, Insensato Coração chega ao último capítulo

“Insensato Coração” chegou ao fim – e os spoilers estragaram toda a emoção. Como anunciado por sites e revistas especializadas, foi a Wanda a assassina da Norma; o Léo morreu; a Natalie virou deputada; Raul e Carol ficaram juntos; André e Leia protagonizaram um relacionamento aberto; e todos os bonzinhos viveram felizes para sempre. Tédio.

Léo e Marina, teoricamente o casal protagonista, vivido por Paola Oliveira e Eriberto Leão, não emplacaram, por falta de carisma e química juntos. O casal 20 da novela foi Bibi e Diogo – Maria Clara Gueiros e Ricardo Tozzi – e, logo atrás, Raul e Carol – Camila Pitanga e Antônio Fagundes, que foram os intérpretes do “casamento final”.

Merecem destaque, embora tenham tido suas tramas finalizadas antes do último capítulo, as atuações de Débora Evelyn (a alpinista social Eunice), Thiago Martins (o mau caráter e homofóbico Vinícius) e Ana Lúcia Torre (a ótima Tia Nenê, uma personagem que deveria ter morrido nos primeiros capítulos). Arrasaram e fizeram suas histórias crescerem na trama.

Já outros nomes consagrados – como Nathalia Timberg, Rosi Campos e Louise Cardoso – foram extremamente mal aproveitados, com personagens mais do que secundários e sem importância alguma na história. Para que servia a Vitória? A Haidê? A Sueli? Nada.

O mesmo sofreram os personagens gays. Quando estreou, o alarde era: a novela terá seis homossexuais. Ok, é um dado relevante – talvez tenha sido a primeira vez que houve uma “mini comunidade LGBT” em uma novela (ao longo dos capítulos, muito mais do que seis apareceram…). Mas uma coisa é incluir, outra é dar espaço.

No último capítulo, Hugo e Eduardo (Marcos Damigo e Rodrigo Andrade) se “casaram” (sem beijo, claro). Mas o telespectador já não tinha mais qualquer envolvimento com eles. Em algum momento da trama, chegaram a brilhar e tiveram cenas sensivelmente interessantes. Mas elas incomodaram e passaram a ser cortadas. Uma pena.  Roni (Leonardo Miggiorin), engraçadinho, fez sombra à Natalie (Deborah Secco). Já os outros personagens gays nem merecem comentários – nunca tiveram histórias.

“Insensato Coração” foi uma boa novela, com um novo ritmo, mais acelerado e contemporâneo, que fez com que o público não quisesse perder nenhum capítulo. Os autores disseram que eles “não gostam de segurar história”. Por isso, os vilões pagaram o que tinham que pagar antes do último capítulo. E os mocinhos? Foram felizes e bobões. Foi uma experiência interessante, como se cada capítulo fosse um episódio de série. Mas era diária.

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