“Cilada.com” é filme, mas sem perder a origem televisiva

A comédia Cilada.com, com roteiro de Bruno Mazzeo (Muita Calma Nessa Hora) e direção de José Alvarenga Jr.(A mulher invisível), tem bons momentos, mas não conseguiu se adaptar ao cinema. O filme mais parece uma versão (desnecessariamente) estendida do programa de TV.

Para honrar o título de comédia, o roteiro recorre àquela velha fórmula das sitcoms de fazer o público rir a cada vinte segundos. O resultado é uma metralhadora de piadas (muitas bobas) e precário desenvolvimento da história (mais previsível impossível).

O filme começa com uma festa de casamento na qual Bruno (Mazzeo) trai a namorada, Fernanda (Paes Leme), e é pego no flagra por todos os convidados – inclusive ela. Essa primeira cena é bastante divertida e dá o tom do resto do filme: brincadeiras que conseguem tornar o sexo a coisa menos erótica possível.

Então, Fernanda coloca na Internet um vídeo de uma transa deles que durou apenas 12 segundos para se vingar dele. O vídeo faz o maior sucesso e recebe mais de 300 mil acessos. Com fama de ejaculador precoce, Bruno tenta reerguer sua moral com os amigos e reconquistar a namorada o resto do filme – o que se torna bastante cansativo depois de uma meia hora.

As cenas mais engraçadas não têm a ver com Bruno ou algo que ele faz. São as participações especiais as mais cômicas: Fulvio Stefanini (com um cabelo e um sorriso que despertam o riso fácil), Luis Miranda (um cartomante canastra), Fernando Caruso (com um número de stand up comedy), Dani Calabresa (em uma paródia dos programas de TV sensacionalistas), Rita Elmôr (interpretado uma travesti que leva Bruno para a cama) e Carol Castro (que sofre de mal hálito no filme). Já Fabiula Nascimento foi mal aproveitada.

A melhor esquete (uso a palavra intencionalmente) é uma em que o amigo de Bruno, Marconha (Serjão Loroza), confunde a diarista Augusta (Karla Karenina) com uma garota de programa. O ator chega a ficar nu em cena, o que por si só já é muito engraçado (cheguei a ficar com pena e vergonha de estar rindo da nudez dele).

Outros momentos do filme apelam para palavrões – que desconheço as razões, mas sempre fazem o público rir – e detalhes grotescos – como um pesadelo em que Bruno está em uma clínica de reabilitação para ejaculação precoce e seus companheiros começam, hum, a ejacular enquanto conversam (já vi isso em algum lugar…).

Como já disse, tem um momento em que o filme fica cansativo e você começa a esperar pelo seu fim. As brincadeirinhas começam a se repetir e geram cada vez menos sorrisos. De qualquer forma, Cilada.com faz rir – não o tempo todo, como ele se propõe, mas faz. O problema é que deixa a impressão de ter juntado o roteiro de dois ou três programas para virar filme. Dividido em vários episódios, seria mais fácil de digerir.

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2 respostas para “Cilada.com” é filme, mas sem perder a origem televisiva

  1. Marcelo

    vc é um otário… ja t acomeçando com jornalismo com criticas infundadas

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