Questionamento sobre Wellignton Menezes e Escola Tasso de Oliveira

De repente, uma situação que parecia muito distante e fora da nossa realidade nos alcançou. Ontem, dia 7, Wellington Menezes de Oliveira entrou na Escola Tasso de Oliveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e atirou contra uma série de crianças. Matou 12 e feriu tantas outras. E deixou todas em estado de pânico. Todos.

A estudante Jade Ramos, que escapou da chacina e deu uma entrevista chocante à televisão, disse que “ele pedia para virarem de costas para a parede e falava que ia matar todo mundo. Fiquei muito nervosa, mas consegui fugir. Vi muito sangue nas escadas, crianças desmaiadas”.

As comparações com os casos americanos são inevitáveis. É a segunda coisa que vem a cabeça de todo mundo (a primeira é: por que?). Como o assassino em série se suicidou em seguida e deixou uma carta falando de, entre outras coisas, Deus, não é descartável o adjetivo terrorista (não vamos colocar um adjetivo religioso – não entremos nessa discussão).

Mas isso é muito pouco para elucidar a primeira pergunta. Por quê? Eu gostaria de ter a chance de conversar com um cara assim, se ele não tivesse fugido da raia. O que leva uma pessoa a uma barbárie dessas? Eram só crianças… O governador Sérgio Cabral twittou: “Devemos acreditar que um ser humano como esse é exceção das exceções na humanidade”.

Devemos? A gente deseja que sim, mas será mesmo que são exceções? Tenho medo que a proximidade de um caso assim influencie tantos outros potenciais desequilibrados. É aquele clichê super válido: não temos segurança nem dentro de casa (quem dirá, portanto, na escola…). Tenso, na falta de uma palavra melhor.

Quando escolhi ser jornalista, pesou a falta de rotina da profissão (trabalhos burocráticos me levam ao tédio depois de um mês) e a minha, na época, frieza. Ao ver os vídeos das crianças fugindo da escola, desesperadas, e do relato de Jade, entre outras, segurei o choro.

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