Primeiro livro do ano: De a-ha a U2

Terminei de ler o primeiro livro do ano e quero comentá-lo aqui. De a-ha a U2, de Zeca Camargo, que dispensa apresentações, foi a minha (feliz) estréia de 2010. Venho acompanhando o blog do jornalista há algum tempo, então posso dizer que eu já estava familiarizado com a sua escrita quado comprei o livro. Aliás, foi o blog que me motivou a comprá-lo, porque de vez em sempre ele faz referências a ele nos posts.

O livro se propõe a contar histórias dos bastidores das entrevistas que Zeca fez com grandes nomes da música nacional e internacional. São tantos que é difícil você não ter curiosidade por nenhum. Embora eu tenha lido tudo em uma sequência lógica – a normal, da primeira à última página – o livro é dividido por “capítulos” – cada banda ou cantor tem o seu – e pode ser lido fora de ordem. Aliás, Zeca o tempo todo estimula que isso aconteça, conseguindo passar para o impresso a idéia do hiperlink digital. Ponto pra ele.

As histórias são, em sua maioria, interessantes e as interpretações que ele dá a cada uma delas dão um tempero a mais. Estudantes de Comunicação, leiam. É quase um estudo de caso de como se portar em entrevistas nas situações mais inusitadaas (desde os exagerados atrasos de Kurt Cobain e Courtnay Love até artistas que simplesmente não querem falar com você – e não escondem isso!!!).

Mas o que dá o clima do livro não são esses relatos peculiares, mas os finais dos “capítulos” – ou blocos seriam uma melhor expressão? – quando ele apresenta uma ou duas páginas intituladas “Perdido em música”. Nesse momento, ele conta uma história paralela de como conheceu determinada música, artista ou álbum (e eu fiquei impressionado com as mais diferentes formas disso acontecer). Entre tantas sonoridades exóticas (ok, desconhecidas), há um momento impagável no qual ele defende as qualidades de Kelly Key. É muita coragem – e quase me convenceu (afinal, eu já tive a minha época).

Quando Zeca Camargo – que já foi até VJ da MTV – opina qual a melhor música de cada um desses artistas comentados no livro também contribui para esse clima que estou dizendo. O clima, que senti, é justamente esse: estar perdido em música. Se a proposta oculta era essa, foi exitosa. Se não era, ponto pra ele por ter conseguido esse plus. Quando cheguei à última página, tive, além desse, outro sentimento: o de que tenho muito o que aprender (e escutar). Que comece agora mesmo!

Anúncios

Uma resposta para Primeiro livro do ano: De a-ha a U2

  1. Gabriela - Bibs

    O livro realmente é muito bom. Faz uns 4 anos que eu li. E, realmente, a sensação de mais. De querer ser, saber e conhecer mais.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s