Trabalho sobre moradores de rua – Parte 2

Nunca conversei com um personagem tão interessante. E eu já bati papo com alguns bastante peculiares. Sentada ali na calçada da Conde de Bonfim, com um menininho de dois anos no colo, me pareceu que ela não sabia bem o que precisava. Mais do que as moedas de 25 centavos que ela pedia a todos os traseuntes, aquela mulher precisava falar. E eu escutei.

Também sentado no chão, com caderninho numa mão e caneta na outra, fiz algumas perguntas, mas a conversa se desenrolou por si só. Depois, até notei que deixei de perguntar algumas coisas importantes. Mas preferi do jeito que foi.

Não vou contar aqui detalhes da conversa, porque quero tentar transcevê-los na minha matéria (que eu vou postar aqui depois, então uma vibe de surpresa), mas algumas declarações não saem da minha cabeça. Como quando ela me disse: “Eu tenho vergonha de pedir dinheiro”. Depois disso, como eu podia tirar uma foto dela? Não podia. Não tirei.

Aliás, é extremamente desagradável isso de tirar fotos das pessoas em situações desgraçadas. Me sinto muito incômodo. Palmas para os fotógrafos e seu sangue frio. Sério mesmo. Depois da entrevista com essa mulher, fiquei um pouco mal. “Você não conhece a realidade da vida”, minha mãe sempre me disse.

3 respostas para Trabalho sobre moradores de rua – Parte 2

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s