Trabalho sobre moradores de rua

Eu e minhas idéias. Esse período estamos cheio de trabalhos para fazer. É um ritmo frenético de escreve matéria daqui, escreve pauta acolá, grava vídeo aqui, tira foto de lá. A sorte é que eu gosto. Um dos trabalhos é uma matéria que temos que fazer para o jornal Esquina Grande Tijuca, que circula internamente. Como os temas são limitados ao bairro e adjacências, levei certo tempo para definir a minha pauta. Queria fazer sobre os animais abandonados – porque já tinha muitas fotos para um trabalho de Fotojornalismo – mas não achei informações objetivas sobre o assunto – parece que ninguém tá nem aí – e as pessoas em potencial de entrevista não me convenceram de que iam render muito. Abandonei os bichinhos.

Por fim, me decidi. Vou escrever sobre os moradores de rua do bairro – são bastante. Sobre esse tema, há mais entrevistados potenciais, em termos de qualidade das declarações também. Eu não precisava fazer sobre um tema tão social. Na verdade, o jornal é bem leve e todo mundo está desenvolvendo pautas lights. Mas eu não consigo ser atraído por essa vibe de fazer matérias com um cunho turístico… sobre a Tijuca. Que me desculpem os tijucanos.

Conversei com a professora e ela pareceu gostar da pauta – ela é uma pessoa naturalmente empolgada, o que é ótimo. Me deu algumas idéias de possíveis rumos a serem tomados dentro desse grande tema. E disse que eu tinha que entrevistar um morador de rua. Eu já tinha pensado nisso. Escrever uma matéria sobre eles sem escutá-los seria realmente algo muito elitista e parcial. Mas essa obrigação me deixou nervoso.

Lá fui eu hoje tijuquear, tirando fotos dos moradores de rua – de longe, recomendação dela – e buscar possíveis entrevistados. Curiosamente os mendigos desapareceram hoje. Vi muitos poucos e todos com cara de mucholocos. Evito aproximação com gente mucholoca, seja da rua ou de condomínios fechados. Tentei falar com uma senhora que pedia esmola, mas ela tava um tanto mal humorada. Vi um cara sentado do lado de fora da Casa Pedro com uma marmita e me aproximei. Super receptivo, mas não assumia ser mendigo. Tava muito drogado e me disse que nunca usou droga não. Interessante. Penso em usá-lo, é a figura do maluco. Me deu pena.

No entanto, a minha busca continua por alguém que me fale como é viver nas ruas. Final de semana tô recorrendo lá de novo. Depois, poso aqui o resultado.

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