Afete-me

A proximidade dos meus 25 anos (embora eu vá tentar emplacar um 21 ou 22 nas rodinhas de amigos) tem me deixado especialmente nostálgico. E eu não sou do tipo de pessoa que tem vergonha de olhar para trás, definitivamente. Não acho menor lembrar, e de certa forma reviver, minha(s) história(s). Não acredito que isso me impeça de olhar para frente, nem de viver o presente. Gosto de recordar bons momentos, sim. Mergulhei em álbuns de fotografias, revi lugares, pessoas, comédias, dramas, e cheguei à conclusão de que o que move nossa vida é mesmo a relação com o outro.

Se não fossem os outros seres humanos, poderíamos traçar uma reta desde a infância e segui-la cegamente. Sem nenhuma curva. São os encontros, e os desencontros, que nos proporcionam os contornos. Não é sobre mudar de caminho que eu digo, embora essa também seja uma possibilidade. Falo sobre permitir-se novas experiências, sair do programado, sem perder o rumo. Saber aonde quer chegar, mas aceitar fazer um caminho diferente, entrar em uma rua desconhecida só para ver como é.

Alguém pode te recomendar um livro que você nunca leria por vontade própria. Ou te convidar para conhecer sua casa, em uma cidade que você não tinha a menor intenção de conhecer. Também te levar ao show de uma banda desconhecida, ou simplesmente de uma banda fora de sua playlist. Ou ainda te encaminhar uma oportunidade de emprego; te sugerir um aplicativo que vai te viciar; fazer uma fofoca que vai te destruir ou te enaltecer; e te apresentar outra pessoa, que trará ainda novas possibilidades à sua vida. Ainda que inerte, o outro te afeta. Apaixonado, você mergulha nos interesses da outra pessoa, para entendê-la, para se aproximar, e conhece novos mundos.

Vendo os álbuns de fotos, entendi isso. Tenho fotos com amigos com quem perdi totalmente o contato (o que contraria meu post anterior), e alguns que me custaram até lembrar o nome. Mas todos me proporcionaram alguma experiência diferente, uma história, uma vivência. Tenho achado que ninguém passa pela vida de ninguém sem deixar um rastro, por menos significativo que seja. E não é como se eu quisesse abraçar o mundo, mas abraço o meu mundo.

Não sou do tipo de gente que conversa com quem tá do lado na fila. Mesmo que a fila dure uma hora ou mais, sou capaz de entrar e sair dela calado. Sou introspectivo. Extrovertido, só quando estou com alguém que conheço. Não posso dizer que estou sempre aberto a novas amizades, porque seria uma mentira. Mas tenho consciência disso: nós que movemos uns aos outros. Gente precisa de gente. E que bom que é assim.

“Estou sem amigos!”

Abri o ano com uma discussão introspectiva muito importante sobre os papeis sociais que somos obrigados a interpretar desde que nascemos. Corresponder ao que esperam da gente, exercer atividades a contragosto por consideração, e cuidar da manutenção de relações frágeis por hábito. Meses e muitas sessões de análise depois, não tenho respostas muito definidas, mas estou me desgastando menos pelo que menos me interessa no momento. Estamos em agosto e a proximidade do meu aniversário me faz pensar, pensar, pensar… ainda mais, sobretudo nesse aspecto. Em algum momento, terei uma lista de convidados a fazer, à espera de uma lista de confirmados, cada vez mais incerta e nebulosa para mim. Quem é importante? Quem é recíproco? Quem desconsidero e me dá valor? Quem é só volume?

Pergunto-me frequentemente se estou no caminho certo. Outro dia, declarei à minha psicóloga: “estou sem amigos”. Era uma declaração forte e mentirosa, mas representativa do que eu sentia naquele momento. Também não pude deixar de notar a ironia da situação – eu me sentia solitário justamente no ano em que conscientemente me afastei de pessoas com as quais não me sentia mais conectado. De amigos, de amigas. Transformei-os em colegas, sem rupturas, sem alarde, talvez sem que eles percebessem, porque poderia querer acioná-los em qualquer momento. Os meses passaram, e eu não quis. Uma esquivada de um convite aqui, uma mensagem sem resposta no Facebook ali, e vida que segue.

2014 tem sido um ano muito meu, de investimento em mim mesmo, de muito trabalho, de muitas atividades e compromissos. Por isso, seleciono cada vez mais – gostaria de dizer, “cada vez melhor”, mas não tenho essa certeza – como e com quem gasto meu tempo. A quem o dedico. Aproximei-me mais de umas pessoas do que outras, por afinidades momentâneas e conexões que fazem mais sentido no contexto atual. Na realidade, é muito ruim fazer parte dessa geração de redes sociais virtuais, porque não temos o direito a perder o contato. Relações que teriam se perdido pelas circunstâncias naturais da vida ficam ali, arrastadas, enferrujadas, maquiadas, mas ali. E eu acho que, às vezes, é preciso perder para encontrar, se encontrar, reencontrar. “Não imagine que te quero mal, apenas não te quero mais”.

Temo ser intolerante demais, inflexível demais, radical demais. Mas estou em uma fase em que realmente não estou disposto a gastar energia com o que me parece cênico. À mesa do jantar ou à mesa do bar, é possível divertir-se e sentir-se em casa, da mesma maneira que há espaço para desconforto e animosidade. Não quero estar em qualquer lugar, com qualquer pessoa, doido para me livrar daquela situação. Não tenho tempo para gastar com isso. Para quê? Para quê? Francamente.

É claro que, da mesma maneira, me conecto com pessoas com as quais acho que não devia, mas elas me entretêm. Amigos que conheço bem os defeitos, que os desaprovo, que os desprezo até, mas dos quais não consigo me afastar. “Já aceitei. Fulano e Sicrana não vão sair da minha vida. Não tem jeito”, eu disse, há alguns meses, para minha psicóloga, que pareceu não gostar do que ouviu. Há relações que fogem ao meu controle, e não me enfadam, então vão ficando. Eu me preocupo, sim, com a qualidade dos relacionamentos que estou levando para o futuro, que não será nada mais do que uma consequência das decisões presentes. Mas minha questão é muito mais interna do que externa. Como posso explicar?

A peneira da minha vida tem refletido menos o que as pessoas são, ou o quanto são merecedoras e admiráveis, e mais como eu me sinto com elas. Há errantes com os quais me sinto bem, e fazer o quê? Há amigos com os quais não vejo mais conexão, sintonia, afinidade; e com os quais a suposta intimidade ultimamente me agride. “Como eu me sinto quando…” estou com Sicrano. É tudo sobre isso. Não é sobre quem Sicrano é. Assim, me entendo melhor, me culpo menos, me aceito mais. “Não é você, sou eu”. Hoje, compreendo o clichê social para rompimentos.

Não é que eu tenha abandonado o blog

De forma alguma. É só que nada do que escrevo merece ser publicado. Tudo perde o sentido quando chego ao ponto final. Deixa de parecer interessante. Soa apenas confuso, como fios embaralhados. Para quê divulgar isso? Não vale a pena.

Eu só queria que você soubesse.

“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” é <3

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Aguardei com curiosidade – e não expectativa ou exaltação – a adaptação do curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho” para o longa Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. O curta era tão bom e completo em si mesmo que eu não via necessidade de qualquer alargamento, ao contrário da maioria das pessoas, pelo que notei. Temi até que algo bom fosse transformado em uma grande bosta (e acho que posso falar bosta aqui nesse espaço que é meu). Mas todos estavam certos: veio mesmo algo bom, confirmado com um troféu no Festival de Berlim.

O filme do Daniel Ribeiro é de uma delicadeza cativante. Para quem andou por Marte nos últimos meses e não viu o buzz nas redes sociais, trata-se do seguinte: a história de um adolescente cego, que descobre sua sexualidade ao se apaixonar pelo aluno novo da escola. Em resumo, é isso. Mas também é mais. O que chamou minha atenção particularmente foi a capacidade de contar a história com clareza sem usar a palavra “gay” ou sinônimos. Se não me engano, “cego” e “cegueira” também não são mencionados. Ambos assuntos – a orientação sexual e a deficiência física – são abordados o tempo todo, são o cerne da trama, mas com uma abordagem diferente do que se vê por aí, e do que se viu antes. Não é sutil, de forma alguma, mas é sensível. Esbanjo esse texto de adjetivos, porque é o que essa produção pede: adjetivos.

Confesso, no entanto, que meu medo de tudo ser uma grande bosta continuou durante a primeira cena. Leonardo (o protagonista, interpretado por Ghilherme Lobo) e Giovana (sua melhor amiga, vivida por Tess Amorim) trocam conversa fiada à beira da piscina, antes do início das aulas. Uma cena boba, e ruim, que eu cortaria. As interpretações são canastronas como a daqueles teatrinhos de crianças no fim do ano no colégio. Deu-me um embrulho no estômago em pensar que aquilo não duraria 15 minutos, mas 1h30. “Como o diretor não mandou refazer isso?” Mas passa.

Os atores estão bem na maior parte do tempo, e essa cena se torna uma exceção – um péssimo abre-alas, mas ainda assim uma exceção. Chega a ser difícil acreditar que, fora de cena, esse menino, o Ghilherme, enxergue de verdade. Ele convence muito. Mas não o ponho em destaque, porque todo o elenco está harmonioso. O diretor conseguiu fazer um bom trabalho, em relativamente pouco tempo.

“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” tem que ser visto. Espalha aí.

Ainda não encontrei minha turma

Gostaria de anunciar que não haverá mais dicas da semana, mas não sei se isso é verdade. Tinha decidido manter esse formato em 2014, mas não imaginava que criaria o Teatro em Cena - nem como ele me consumiria física e mentalmente. Não sei se semana que vem terá dica, nem se na próxima. Pode voltar tudo ao normal, ou não. Só quero abrir mão da obrigação que criei para mim mesmo, para me dedicar à outra. É sobre isso esse blog: fazer o que quero, quando quero, se quero. E eu estava esquecendo disso… Recado dado?

Nesta semana, então, escrevi algo diferente, porque um filme me inspirou. Está guardado desde domingo passado esse post e quase pensei em não publicá-lo. Quando reli, achei que passava uma mensagem que não condizia com meu estado de espírito. Mas não tem problema. Foi o que senti naquele dia, naquele momento.


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Assisti ao filme “Entre Nós”, do Paulo Morelli, no fim de semana. Eu não tinha noção do que se tratava até decidir ir ao cinema (infelizmente tenho andado estranhamente alheio a esse universo nesse início de ano). Eu queria apenas “ver o filme da Carolina Dieckmann” e abri um site para dar uma olhada nos horários e nas salas mais próximas de casa. Foi aí que li a sinopse, que dizia algo mais ou menos assim: grupo de amigos desenterra cartas escritas por eles dez anos antes e lidam com sentimentos e ressentimentos anestesiados pelo tempo. Na verdade, eles não usavam a palavra “anestesiados”. Mas achei que ficaria bonito dizer agora. Anestesiados pelo tempo. Soa legal, não? Digo, a sinopse.

Quem gosta da Britney Spears inevitavelmente se lembrou de “Crossroads” e, bem, eu me lembrei também. Minha mãe me levou em um cinema do Largo do Machado para ver “o filme da princesinha do pop” na época e, enquanto ela saía da sala reclamando do quanto aquilo havia sido ruim, eu pensava que queria ter amigos para escrever cartas, enterrar em uma caixa e abrir dez anos depois. Naquela época, eu não tinha nenhum amigo que estivesse comigo há dez anos. Okay, eu só tinha 12 anos, mas mesmo assim. A ideia de uma amizade durar tanto tempo não cabia na minha vida, que já apresentava autorrotatividade (é assim na nova gramática?), e eu sabia disso.

“Entre Nós” despertou sentimentos similares. Hoje em dia, tenho amigos que estão há dez anos comigo. Muito mais do que pensei que teria algum dia. Mas eu não me sinto parte de nenhum grupo, como o filme apresenta. Minhas amizades são aleatórias, individuais e retas, se é que posso dizer assim. Retas, porque realmente não fazem curvas. São relações diretas one-to-one. E isso não é ruim. Gosto dos meus amigos. Mas, com esse filme, senti falta de “ter a minha turma”. Eu não tenho a minha turma. EU NÃO TENHO A MINHA TURMA!!!

Já fiz parte de diversos grupos, na adolescência principalmente, mas todos se dissolveram, de forma mais ou menos traumática. Desses grupos, mantenho muitos amigos, mas todos individualmente. De qualquer maneira, sou capaz de reconhecer que há algo diferente na sensação de fazer parte de um time, em vez de ter uma amizade one-to-one. Geralmente, há uma força motora que une aquelas pessoas. Geralmente, são todos diferentes, mas iguais em algum ponto, e é aquele ponto que prevalece. No filme, são jovens aspirantes a escritores.

Eu, o que sou? Digo, para encontrar minha turma. Não sei. Sou tantos em um. Amo cinema, mas não como a turma dos cinéfilos; porque também amo teatro, mas não como a turma do teatro; porque também quero escrever um livro, mas não como a turma dos escritores; porque também amo o jornalismo, mas não como a turma dos jornalistas. Nada consome tanto minha vida em relação de detrimento com outras coisas. Acho que a única época que tive minha turma, porque aquilo estava acima do céu e da terra para mim, foi quando era fã de Sandy & Junior. Aquela era a minha turma – o pessoal que me entendia e era incompreendido igual a mim. Depois disso, nunca mais encontrei um grupo forte na minha vida. E gostaria de encontrar. Fazer parte de algo maior, com a certeza de poder escrever uma carta e reunir todo mundo para ler dez anos depois.

No filme, o grupo de seis amigos (eram sete, mas um morreu) se afasta e mantém pouco contato durante os dez anos. Mas, na hora de abrir a caixa com as cartas, como combinado, todos comparecem. Acho que essa cumplicidade e esse comprometimento que me impressionam. Que eu invejo, talvez. Sei lá, talvez eu tenha sim minha turma, e não tenha percebido. Talvez esteja em um momento que não me sinta conectado com nenhum grupo ao qual por ventura componha. Talvez se tivesse escrito cartas há dez anos poderia estar abrindo-as agora, com pessoas que não teriam mais nenhuma relação com minha rotina. Talvez, talvez, talvez. Por hora, acho que ainda não descobri minha turma. Até quando dá tempo de encontrá-la?

[Dica da semana] Show da Sandy (grávida!)

Sábado é dia de show da Sandy aqui no Rio de Janeiro, e eu não poderia ser mais óbvio nessa minha dica da semana, né? A turnê é a mesma do ano passado – a do álbum “Sim” – mas agora ela está grávida, o que faz toda a diferença. Sandy nunca fez shows grávida, porque, obviamente, nunca esteve grávida. Mas, especialmente para os fãs, isso tem um quê de WOW.

Ainda me arrisco a dizer que esses shows de 2014 podem ser os últimos antes de um hiato. Não é nada oficial, mas acredito que Sandy dará um tempo para cuidar do filho. Ela sempre disse que não queria ser mãe que entrega a responsabilidade nas mãos das babás, então acho que, pelo menos nesse primeiro ano de vida, ela dará uma ausentada.

Portanto, fique ligado na agenda:

29 de março – Vivo Rio, Rio de Janeiro.
12 de abril – Theatro Municipal de Paulínia, Paulínia.
27 de abril – Teatro Positivo, Curitiba.
09 de maio – Vila Rica Eventos, São José do Rio Preto.
2 de maio – HSBC Brasil, São Paulo.

Depois, vai saber quando terá mais.

Para quem não for, deixo este vídeo, que escolhi para ser o vídeo da semana:

[Dica da semana] O Duelo, peça com Camila Pitanga no elenco

De vez em quando, a gente esbarra em pessoas, livros, lugares, filmes, músicas, cenas, situações, cores, aromas, sabores, conversas, pinturas, desenhos, fotografias, peças de teatro… especiais. Ultimamente, tenho tido essa sorte. Hoje quero falar sobre algo que me tocou particularmente: o espetáculo “O Duelo”, que fica em cartaz até o dia 30 no Espaço Tom Jobim, com sessões de quarta a domingo. O texto é do russo Anton Tchekhov, com direção do Georgette Fadel.

Quando a coisa é boa a gente que falar para todo mundo, né? Só que eu fui assistir com um pé meio atrás. São três horas de encenação, e não se trata de um musical de uma grande produtora. Nunca vi uma peça não-musical durar tanto tempo! Fiquei ressabiado, mas o espetáculo espantou meu medo logo na primeira cena, e me encantou totalmente. Respira-se teatro da melhor qualidade por três horas. Não dá para reclamar – só da cadeira, que é meio desconfortável.

A história é ambientada no litoral do Mar Negro, no Cáucaso, região para a qual o casal de protagonistas fugiu depois que ela traiu o marido e teve que deixar São Petersburgo na Rússia. De cara, estabelece-se o clima do local, descrito como muito quente. Iluminação e interpretação dão show nesse aspecto. Dá para sentir como se estivesse lá de verdade, sentindo calor, apesar do ar condicionado confortável. Mas o que mais chamou minha atenção – não vou mentir – foi a cenografia impecável. A reprodução que é feita do mar, logo na primeira cena, é de uma simplicidade encantadoramente bela. Ali, sorri.

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Camila Pitanga e Aury Porto são os protagonistas: o casal Nadiejda e Laiévski. Os dois são cultos e instruídos, e sentem-se infelizes naquele povoado monótono. Ela vive sofrendo de malária e dos problemas que arruma com amantes apaixonados. Já ele parte para a vagabundagem com álcool, e planeja fugir do Cáucaso sozinho, deixando-a para trás. Ambos insatisfeitos com a vida que livremente escolheram ter. Mas, mais do que isso, o interessante são os diálogos e as perspectivas apresentadas pelos personagens. É muito bem abordado como o mesmo fato pode ter diferentes leituras, dependendo de quem a faz, e de quando. Isso me impressionou muito, mas eu não estaria escrevendo esse post apenas por isso.

O que tocou minha alma foi toda a encenação. Os objetos cênicos, a poesia dos movimentos e das marcações. Tudo muito lúdico. Uma coisa linda, gente. Uma coisa linda, que eu não esperava ver. Quando saí do teatro – um lugar que eu adoro, o Espaço Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico (o que já vale a pena a ida) – estava anestesiado. E pensei, repassei tudo que havia visto, interpretei… Tão bom. E Camila Pitanga fica nua, para os taradinhos de plantão.

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