“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” é <3

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Aguardei com curiosidade – e não expectativa ou exaltação – a adaptação do curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho” para o longa Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. O curta era tão bom e completo em si mesmo que eu não via necessidade de qualquer alargamento, ao contrário da maioria das pessoas, pelo que notei. Temi até que algo bom fosse transformado em uma grande bosta (e acho que posso falar bosta aqui nesse espaço que é meu). Mas todos estavam certos: veio mesmo algo bom, confirmado com um troféu no Festival de Berlim.

O filme do Daniel Ribeiro é de uma delicadeza cativante. Para quem andou por Marte nos últimos meses e não viu o buzz nas redes sociais, trata-se do seguinte: a história de um adolescente cego, que descobre sua sexualidade ao se apaixonar pelo aluno novo da escola. Em resumo, é isso. Mas também é mais. O que chamou minha atenção particularmente foi a capacidade de contar a história com clareza sem usar a palavra “gay” ou sinônimos. Se não me engano, “cego” e “cegueira” também não são mencionados. Ambos assuntos – a orientação sexual e a deficiência física – são abordados o tempo todo, são o cerne da trama, mas com uma abordagem diferente do que se vê por aí, e do que se viu antes. Não é sutil, de forma alguma, mas é sensível. Esbanjo esse texto de adjetivos, porque é o que essa produção pede: adjetivos.

Confesso, no entanto, que meu medo de tudo ser uma grande bosta continuou durante a primeira cena. Leonardo (o protagonista, interpretado por Ghilherme Lobo) e Giovana (sua melhor amiga, vivida por Tess Amorim) trocam conversa fiada à beira da piscina, antes do início das aulas. Uma cena boba, e ruim, que eu cortaria. As interpretações são canastronas como a daqueles teatrinhos de crianças no fim do ano no colégio. Deu-me um embrulho no estômago em pensar que aquilo não duraria 15 minutos, mas 1h30. “Como o diretor não mandou refazer isso?” Mas passa.

Os atores estão bem na maior parte do tempo, e essa cena se torna uma exceção – um péssimo abre-alas, mas ainda assim uma exceção. Chega a ser difícil acreditar que, fora de cena, esse menino, o Ghilherme, enxergue de verdade. Ele convence muito. Mas não o ponho em destaque, porque todo o elenco está harmonioso. O diretor conseguiu fazer um bom trabalho, em relativamente pouco tempo.

“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” tem que ser visto. Espalha aí.

Ainda não encontrei minha turma

Gostaria de anunciar que não haverá mais dicas da semana, mas não sei se isso é verdade. Tinha decidido manter esse formato em 2014, mas não imaginava que criaria o Teatro em Cena - nem como ele me consumiria física e mentalmente. Não sei se semana que vem terá dica, nem se na próxima. Pode voltar tudo ao normal, ou não. Só quero abrir mão da obrigação que criei para mim mesmo, para me dedicar à outra. É sobre isso esse blog: fazer o que quero, quando quero, se quero. E eu estava esquecendo disso… Recado dado?

Nesta semana, então, escrevi algo diferente, porque um filme me inspirou. Está guardado desde domingo passado esse post e quase pensei em não publicá-lo. Quando reli, achei que passava uma mensagem que não condizia com meu estado de espírito. Mas não tem problema. Foi o que senti naquele dia, naquele momento.


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Assisti ao filme “Entre Nós”, do Paulo Morelli, no fim de semana. Eu não tinha noção do que se tratava até decidir ir ao cinema (infelizmente tenho andado estranhamente alheio a esse universo nesse início de ano). Eu queria apenas “ver o filme da Carolina Dieckmann” e abri um site para dar uma olhada nos horários e nas salas mais próximas de casa. Foi aí que li a sinopse, que dizia algo mais ou menos assim: grupo de amigos desenterra cartas escritas por eles dez anos antes e lidam com sentimentos e ressentimentos anestesiados pelo tempo. Na verdade, eles não usavam a palavra “anestesiados”. Mas achei que ficaria bonito dizer agora. Anestesiados pelo tempo. Soa legal, não? Digo, a sinopse.

Quem gosta da Britney Spears inevitavelmente se lembrou de “Crossroads” e, bem, eu me lembrei também. Minha mãe me levou em um cinema do Largo do Machado para ver “o filme da princesinha do pop” na época e, enquanto ela saía da sala reclamando do quanto aquilo havia sido ruim, eu pensava que queria ter amigos para escrever cartas, enterrar em uma caixa e abrir dez anos depois. Naquela época, eu não tinha nenhum amigo que estivesse comigo há dez anos. Okay, eu só tinha 12 anos, mas mesmo assim. A ideia de uma amizade durar tanto tempo não cabia na minha vida, que já apresentava autorrotatividade (é assim na nova gramática?), e eu sabia disso.

“Entre Nós” despertou sentimentos similares. Hoje em dia, tenho amigos que estão há dez anos comigo. Muito mais do que pensei que teria algum dia. Mas eu não me sinto parte de nenhum grupo, como o filme apresenta. Minhas amizades são aleatórias, individuais e retas, se é que posso dizer assim. Retas, porque realmente não fazem curvas. São relações diretas one-to-one. E isso não é ruim. Gosto dos meus amigos. Mas, com esse filme, senti falta de “ter a minha turma”. Eu não tenho a minha turma. EU NÃO TENHO A MINHA TURMA!!!

Já fiz parte de diversos grupos, na adolescência principalmente, mas todos se dissolveram, de forma mais ou menos traumática. Desses grupos, mantenho muitos amigos, mas todos individualmente. De qualquer maneira, sou capaz de reconhecer que há algo diferente na sensação de fazer parte de um time, em vez de ter uma amizade one-to-one. Geralmente, há uma força motora que une aquelas pessoas. Geralmente, são todos diferentes, mas iguais em algum ponto, e é aquele ponto que prevalece. No filme, são jovens aspirantes a escritores.

Eu, o que sou? Digo, para encontrar minha turma. Não sei. Sou tantos em um. Amo cinema, mas não como a turma dos cinéfilos; porque também amo teatro, mas não como a turma do teatro; porque também quero escrever um livro, mas não como a turma dos escritores; porque também amo o jornalismo, mas não como a turma dos jornalistas. Nada consome tanto minha vida em relação de detrimento com outras coisas. Acho que a única época que tive minha turma, porque aquilo estava acima do céu e da terra para mim, foi quando era fã de Sandy & Junior. Aquela era a minha turma – o pessoal que me entendia e era incompreendido igual a mim. Depois disso, nunca mais encontrei um grupo forte na minha vida. E gostaria de encontrar. Fazer parte de algo maior, com a certeza de poder escrever uma carta e reunir todo mundo para ler dez anos depois.

No filme, o grupo de seis amigos (eram sete, mas um morreu) se afasta e mantém pouco contato durante os dez anos. Mas, na hora de abrir a caixa com as cartas, como combinado, todos comparecem. Acho que essa cumplicidade e esse comprometimento que me impressionam. Que eu invejo, talvez. Sei lá, talvez eu tenha sim minha turma, e não tenha percebido. Talvez esteja em um momento que não me sinta conectado com nenhum grupo ao qual por ventura componha. Talvez se tivesse escrito cartas há dez anos poderia estar abrindo-as agora, com pessoas que não teriam mais nenhuma relação com minha rotina. Talvez, talvez, talvez. Por hora, acho que ainda não descobri minha turma. Até quando dá tempo de encontrá-la?

[Dica da semana] Show da Sandy (grávida!)

Sábado é dia de show da Sandy aqui no Rio de Janeiro, e eu não poderia ser mais óbvio nessa minha dica da semana, né? A turnê é a mesma do ano passado – a do álbum “Sim” – mas agora ela está grávida, o que faz toda a diferença. Sandy nunca fez shows grávida, porque, obviamente, nunca esteve grávida. Mas, especialmente para os fãs, isso tem um quê de WOW.

Ainda me arrisco a dizer que esses shows de 2014 podem ser os últimos antes de um hiato. Não é nada oficial, mas acredito que Sandy dará um tempo para cuidar do filho. Ela sempre disse que não queria ser mãe que entrega a responsabilidade nas mãos das babás, então acho que, pelo menos nesse primeiro ano de vida, ela dará uma ausentada.

Portanto, fique ligado na agenda:

29 de março – Vivo Rio, Rio de Janeiro.
12 de abril – Theatro Municipal de Paulínia, Paulínia.
27 de abril – Teatro Positivo, Curitiba.
09 de maio – Vila Rica Eventos, São José do Rio Preto.
2 de maio – HSBC Brasil, São Paulo.

Depois, vai saber quando terá mais.

Para quem não for, deixo este vídeo, que escolhi para ser o vídeo da semana:

[Dica da semana] O Duelo, peça com Camila Pitanga no elenco

De vez em quando, a gente esbarra em pessoas, livros, lugares, filmes, músicas, cenas, situações, cores, aromas, sabores, conversas, pinturas, desenhos, fotografias, peças de teatro… especiais. Ultimamente, tenho tido essa sorte. Hoje quero falar sobre algo que me tocou particularmente: o espetáculo “O Duelo”, que fica em cartaz até o dia 30 no Espaço Tom Jobim, com sessões de quarta a domingo. O texto é do russo Anton Tchekhov, com direção do Georgette Fadel.

Quando a coisa é boa a gente que falar para todo mundo, né? Só que eu fui assistir com um pé meio atrás. São três horas de encenação, e não se trata de um musical de uma grande produtora. Nunca vi uma peça não-musical durar tanto tempo! Fiquei ressabiado, mas o espetáculo espantou meu medo logo na primeira cena, e me encantou totalmente. Respira-se teatro da melhor qualidade por três horas. Não dá para reclamar – só da cadeira, que é meio desconfortável.

A história é ambientada no litoral do Mar Negro, no Cáucaso, região para a qual o casal de protagonistas fugiu depois que ela traiu o marido e teve que deixar São Petersburgo na Rússia. De cara, estabelece-se o clima do local, descrito como muito quente. Iluminação e interpretação dão show nesse aspecto. Dá para sentir como se estivesse lá de verdade, sentindo calor, apesar do ar condicionado confortável. Mas o que mais chamou minha atenção – não vou mentir – foi a cenografia impecável. A reprodução que é feita do mar, logo na primeira cena, é de uma simplicidade encantadoramente bela. Ali, sorri.

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Camila Pitanga e Aury Porto são os protagonistas: o casal Nadiejda e Laiévski. Os dois são cultos e instruídos, e sentem-se infelizes naquele povoado monótono. Ela vive sofrendo de malária e dos problemas que arruma com amantes apaixonados. Já ele parte para a vagabundagem com álcool, e planeja fugir do Cáucaso sozinho, deixando-a para trás. Ambos insatisfeitos com a vida que livremente escolheram ter. Mas, mais do que isso, o interessante são os diálogos e as perspectivas apresentadas pelos personagens. É muito bem abordado como o mesmo fato pode ter diferentes leituras, dependendo de quem a faz, e de quando. Isso me impressionou muito, mas eu não estaria escrevendo esse post apenas por isso.

O que tocou minha alma foi toda a encenação. Os objetos cênicos, a poesia dos movimentos e das marcações. Tudo muito lúdico. Uma coisa linda, gente. Uma coisa linda, que eu não esperava ver. Quando saí do teatro – um lugar que eu adoro, o Espaço Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico (o que já vale a pena a ida) – estava anestesiado. E pensei, repassei tudo que havia visto, interpretei… Tão bom. E Camila Pitanga fica nua, para os taradinhos de plantão.

[Dica da semana] O Clube do Livro do Fim da Vida

Os dias têm voado e eu quase sempre me encontro sem saber o que falar na Dica da Semana. Não por falta de sugestões, mas por falta de tempo para racionalizar. Como anunciei na semana passada, o site Teatro em Cena estava para estrear e, no momento em que você lê esse post, ele já está no ar. Então, clique aqui para dar uma olhada.

Minha vida tem sido teatro ultimamente. Faz tempo que não vou ao cinema ou a um show, por exemplo. Também são coisas que gosto muito, mas o momento agora é de investir e dar toda a atenção para esse projeto. Quero ver “Ninfomaníaca 2” no cinema, pelo menos. Acho que vou no fim de semana. Mas, para não indicar uma peça aqui, depois de ter indicado o site, vou falar de um livro que me pegou de jeito.

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Estou lendo três ao mesmo tempo – o que significa pegar cada um aleatoriamente, quando me dá vontade. Não tenho um método, mas faz uma semana mais ou menos que deixei os outros dois de lado em prol de “O Clube do Livro do Fim da Vida”. Eu o comprei na última Bienal do Livro do Rio, mas só comecei a lê-lo recentemente. Minha mãe já tinha lido, e adorado. Agora entendo.

O livro é narrado por um filho, que acompanha o câncer terminal da mãe, uma mulher engajada em ativismo social e muito mais preocupada com os outros do que com si mesma. Com a doença, que é um veredito de que a morte está próxima, eles se aproximam ainda mais e passam a ler os mesmos livros quase que simultaneamente, o que serve de suporte para as conversas durante as horas de quimioterapia, por exemplo. É uma história real, vivida pelo autor Will Schuralbe.

Ainda não terminei a leitura, mas estou na reta final. É muito inspiradora a narrativa, e não tem nada de mórbida, pela maneira como eles encaram as circunstâncias. São tantos livros citados e discutidos com afinco, que dá vontade de sublinhar o título de vários para comprar depois. Vez ou outra, foi exatamente o que fiz: marquei a página com citação de alguma obra que me interessou.

A relação do filho com a mãe também é muito bonita. A maneira como eles se dedicam tempo um ao outro, e como isso é prazeroso, e não uma obrigação, consideração ou qualquer outra praxe. Recomendo.

[Dica da semana] Teatro em Cena

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Tenho um medo enorme do fracasso. Às vezes, isso me atrapalha, porque me impede de fazer tentativas. Mas não sempre. Geralmente só levo mais tempo do que o normal para tentar, amadurecendo a ideia, avaliando as consequências. Em muitos casos, claro, a demora me faz perder as oportunidades. Mas em outros, não. Foi assim que surgiu o Teatro em Cena, o site que elaborei e está com estreia marcada para quarta-feira (12/3).

Tive um insight há mais de um ano, durante uma entrevista de emprego. Discutia minhas preferências, as vertentes sobre as quais sou capaz de escrever, e percebi que há muito pouco espaço para teatro na imprensa. Há sites, revistas e programas de rádio e TV voltados para cinema, música, literatura, novelas… mas são muito pontuais os especializados em teatro. “Está aí uma oportunidade”. Naquele dia mesmo, cheguei em casa e dei uma pesquisada para ver o que encontrava. Foi muito pouco, e menos ainda com material de qualidade. Eu sabia que era capaz de fazer melhor, e não tenho essa sensação muitas vezes.

Guardei aquilo comigo, e remoí por noites e noites, meses e meses, na hora de dormir. Em segredo. Encostava a cabeça no travesseiro e pensava, pensava, pensava. O conceito do site estava muito definido na minha cabeça (um hard news sobre o circuito teatral carioca), e eu precisava colocá-lo em prática. Sim, aquilo se tornou uma necessidade. Eu ainda tinha medo que não desse certo – ainda tenho! – mas sabia que valia a pena tentar.

O site estreará no próximo dia 12, aniversário da Liza Minelli, e por isso haverá uma reportagem especial sobre ela e sua relação com o Brasil. Posso dizer que comecei a trabalhar no site e nessas matérias especiais da estreia há um mês e meio, um pouco mais, um pouco menos. Tomei coragem, espalhei a notícia e fui bem recebido por assessores, atores, produtores. Todos que tomaram conhecimento estão apoiando o projeto. E está sendo um prazer enorme dar conta disso. Enorme. Escrever a matéria sobre a Liza, por exemplo, me fez conhecer histórias inimagináveis. Sentia falta disso. Escolhi o jornalismo com esse objetivo: conhecer e contar histórias.

Dia 12, dê uma passada lá de noitinha. É uma dica para quem gosta de teatro, mas também um pedido de amigo: www.teatroemcena.com.br

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O que eu vou lembrar do Carnaval de 2014

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Meus primeiros desfiles na Sapucaí. Assim, no plural: na Caprichosos de Pilares e na Vila Isabel.
Os ensaios da Vila duas vezes por semana. O suor. A comunidade pulando e cantando.
Meu amor platônico. Nossa troca de olhares. Nossa incapacidade de aproximação.
O monstro.
O Mosquito.
A Thati, óbvio.
O ensaio técnico da Caprichosos de Pilares e a emoção de pisar na avenida pela primeira vez, com as arquibancadas lotadas.
Os sambas, que ficam na minha cabeça por dias.
O estresse na quadra da Vila para pegar a camisa para o ensaio técnico.
A surpresa de esbarrar no Spike Lee.
A Sabrina Sato. A Aline Riscado.
O Marquinhos. O aparente ódio dele por minha existência.
As fugas.
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Os compromissos que descartei por causa dos ensaios.
Pela TV, minha Beija-Flor. O orgulho do desfile impecável. A alegria de ver Laíla satisfeito.
O sonho adiado de desfilar na escola que escolhi ainda criança. A escola que sempre quero ver campeã.
O medo e a certeza da queda da Vila Isabel para o acesso.
Pé frio?
A fantasia quente e pesada. O sapato amarrado para não sair do pé. A ombreira desconfortável.
O medo da Marcella desfalecer do meu lado.
A tensão por quem não recebeu a fantasia. O minuto a minuto no Facebook. O atraso. A pena.
As pessoas se ajudando. Os remendos.
“Quer fantasia leve vai para bloco”.
A fantasia leve da Caprichosos. Uma benção.
A diversão do desfile da Caprichosos. A vontade de emendar outro desfile em seguida.
A camisa encharcada após o desfile da Vila. O desespero para tirar a fantasia logo na dispersão.
A bateria. Sempre a bateria.
Os sorrisos. A alegria. O clima de festa. O carnaval.
O Carnaval de 2015, que já é assunto, que já quero.

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