Amizade depois dos 25

Sabe aquele papo de que, com o amadurecimento, a gente descobre quem é amigo de verdade? Balela. Quem cunhou e disseminou essa teoria apenas envelheceu e viu que os amigos não estavam mais tão disponíveis como antes: como na infância, em que se encontravam para brincar todos os dias, ou como na adolescência, em que qualquer hora era hora de se reunir para brigadeiro na panela e fofocas ao vivo. Se esse cidadão, o mesmo de “amigos de verdade se conta em uma mão”, vivesse na era digital, teria popularizado muitas frases amarguradas mais. Afinal, quem ainda reserva tempo para se encontrar?

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Ponto de vista, evolução e passado condenável

Tudo é questão de ponto de vista. Antes, rotina. Hoje, insanidade. Antes, prioridade. Hoje, sem importância. Quer dizer, sem importância não. Nada muda da água para o vinho. Não vamos exagerar. Mas é possível a transformação da água para a água com gás – o que é quase um similar do refrigerante. Hoje, importância mínima, vamos definir assim.

É de se desconfiar de quem é obcecado por algo e, um tempo depois, não guarda mais nenhum sentimento com relação àquilo. Guarda, sim. Só não admite. É normal sentir vergonha de quem fomos no passado, por mais que isso seja uma besteira. Quem fomos construiu quem somos. Fez sentido na época. A evolução exige um subdesenvolvimento anterior.

Nosso mundo adolescente não deixa de existir quando chegamos à vida adulta. Apenas mudamos a maneira de lidar com determinados pontos. Há outra postura, um discernimento maior, que surge a partir de novas perspectivas. O mundo se expande, aumentam os problemas e as obrigações. Quer dizer, normalmente…

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