Primeiro capítulo do meu livro novo, Rumor

Porque, sim, eu tenho um livro novo :O

Continue lendo

Anúncios

Conheci a Ariana Grande e conto tudo: afinal, como ela é?

Muita gente me pergunta como é a Ariana Grande, que eu tive a chance de encontrar no camarim do show dela em São Paulo, no Allianz Parque, no fim de outubro. “Ela é simpática? Baixinha mesmo? Fofa? Cheirosa?”. Consegui narrar aquele dia em detalhes para poucas pessoas, porque a vida é muito corrida e a gente acaba sintetizando tudo em “sim, ela é demais, adorei!”. O show, por exemplo, foi em um domingo, que eu acordei às 12h e saí da casa do meu amigo, onde estava hospedado, às 14h15. Não lembro que horas o show acabou e chegamos em casa, mas fui me deitar muito tarde e acordei cedíssimo para pegar o voo de volta para o Rio. E, mal cheguei na cidade, já tinha que trabalhar, porque era segunda-feira. Então, realmente, foi um corre-corre e mal deu tempo de pensar! Mas vamos lá.

Continue lendo

O valor de um sorriso (e de dois, de três e de quatro também)

Quando a gente viaja, fica aberto ao novo, ao diferente, ao inusitado. A gente para e ouve o artista de rua na praça histórica. Compra artesanato, que quase sempre é igual ao que tem perto da sua casa. Compra pinturas que jamais compraria em território conhecido. Solta dinheiro com agrado. Acha tudo lindo. É mais generoso e feliz, com a moeda internacional. A gente enxerga o mundo, e não apenas olha com automatismo. Esse pensamento tinha me vindo à cabeça durante uma caminhada pela orla de Copacabana, há sete dias, quando vi esculturas de areia, hippies com seus artefatos e músicos em quiosques. Com inveja dos turistas, parei e apreciei. Porque feliz é o turista.

Continue lendo

[Dica da semana] Show da Sandy (grávida!)

Sábado é dia de show da Sandy aqui no Rio de Janeiro, e eu não poderia ser mais óbvio nessa minha dica da semana, né? A turnê é a mesma do ano passado – a do álbum “Sim” – mas agora ela está grávida, o que faz toda a diferença. Sandy nunca fez shows grávida, porque, obviamente, nunca esteve grávida. Mas, especialmente para os fãs, isso tem um quê de WOW.

Ainda me arrisco a dizer que esses shows de 2014 podem ser os últimos antes de um hiato. Não é nada oficial, mas acredito que Sandy dará um tempo para cuidar do filho. Ela sempre disse que não queria ser mãe que entrega a responsabilidade nas mãos das babás, então acho que, pelo menos nesse primeiro ano de vida, ela dará uma ausentada.

Portanto, fique ligado na agenda:

29 de março – Vivo Rio, Rio de Janeiro.
12 de abril – Theatro Municipal de Paulínia, Paulínia.
27 de abril – Teatro Positivo, Curitiba.
09 de maio – Vila Rica Eventos, São José do Rio Preto.
2 de maio – HSBC Brasil, São Paulo.

Depois, vai saber quando terá mais.

Para quem não for, deixo este vídeo, que escolhi para ser o vídeo da semana:

[Dica da semana] Tempo em Movimento – Lulu Santos e Luiza Possi

Nós já não somos
Como um dia nós sonhamos
Somos o que a vida fez de nós
Que fizemos de nós mesmos
Viver é escolher
Entre o instinto e a razão
Entre a cabeça e o coração
Os caminhos da alegria e da dor
E do bem-querer
Da solidão
E nada é por acaso

Os versos são do Lulu Santos (que eu amo de coração) e do Nelson Motta (que quem ama o Lulu de coração gosta dele por tabela). Caíram no meu colo ontem, quando assisti ao clipe da música, que se chama Tempo em Movimento e é um dueto entre Lulu e Luiza Possi. Sabe quando você está ouvindo algo despretensiosamente e algo te faz prestar atenção? Foi assim. Compartilhem desse momento comigo:

Viver é aceitar
Nossos bons e maus momentos
Entre razões e sentimentos
Entre o medo e o desejo de amar
Amanhecer, anoitecer
Tempo em movimento

Lulu e Nelson sempre cativam pela simplicidade das palavras e pela força da mensagem. E eles, os dois, têm essa capacidade de me tocar com o que escrevem. Sempre que vou aos shows do Lulu, me identifico com cada palavra que sai de sua boca. Há músicas para o presente, para os medos do futuro, para as histórias do passado – e, a cada vez, me dou conta de uma nova associação.

“Tempo em Movimento” casou com uma história que estou escrevendo. Quando a ouvi pela primeira vez, voltei a barrinha do Youtube para ter certeza de que os versos diziam “somos o que a vida fez de nós / que fizemos de nós mesmos”. É o tema da minha personagem, com certeza. Já virou. Se tudo der certo, e espero que dê, essa citação abrirá meu próximo livro. Sim, haverá um próximo 😉

[Dica da semana] Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical

Cazuza realmente não poderia ficar de fora dessa tendência de musicais-tributos. A vida dele é o roteiro perfeito, com todos os ingredientes necessários para uma boa história. Afinal, foi escrita pelo poeta do rock, o mesmo daquelas canções tão belas. Por isso, não deve ter sido sido tão difícil transformar sua biografia, que já ganhou as telas dos cinemas (com Daniel de Oliveira no papel principal), em peça de teatro. “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical”, em cartaz no Theatro Net Rio, não tem como deixar ninguém insatisfeito.

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.

O roteiro, escrito por Aloisio de Abreu (de “Subversões 21”), te faz rir, chorar e querer levantar da poltrona para dançar ao som daquela banda ao vivo cheia de energia. São 150 minutos de duração, divididos em dois atos: o primeiro dedicado à ascensão do artista; e o segundo focado no definhamento do ser humano. A história, todo mundo já conhece, mas vê-la acontecer diante dos seus olhos proporciona um turbilhão de emoções. Você sai do teatro com a cabeça meio zonza, mas de uma maneira positiva. É Cazuza, né? Ele dá uma sacolejada na gente.

O ator que o interpreta – Emílio Dantas (de várias novelas da Record, como “Máscaras” e “Dona Xepa”)– não é nada menos do que impressionante. Ele incorporou todos os trejeitos do cantor, nos melhores e nos piores momentos, e em todas as suas variações de humor. Sua atuação é muito crível, e até seu timbre se iguala ao do Cazuza, de maneira completamente surpreendente. Seu trabalho está impecável, com direito a elogio público de Lucinha Araújo, que declarou ter visto seu filho renascer no palco. A única reclamação que pode ser feita é quanto ao seu descuido ao tomar sol. Emílio passa a maior parte do espetáculo de camiseta, exibindo marcas brancas de camisa de meia manga, em contraste com o restante do braço avermelhado. Isso irrita principalmente quando há muitos holofotes em sua direção – quase sempre.

_EOA1922

Também vale destacar a atuação da Susana Ribeiro no papel de Lucinha e do André Dias como o produtor musical Ezequiel Neves. Ela, por fazer com que toda a plateia se compadeça da dor de uma mãe. Ele, por proporcionar as cenas mais engraçadas da peça. André dá o tom de humor perfeito para contar essa trama, que também conta com a boa voz de Yasmin Gomlevsky (como Bebel Gilberto) e grande elenco, dirigido por João Fonseca (o mesmo de “Vale Tudo, o Musical”, sobre Tim Maia).

Os números musicais, em muitos momentos, parecem um show de rock contagiante, tornando difícil para o espectador se manter sentado – principalmente quando o Barão está em cena. Aliás, muito tempo da peça é dedicado à fase do Barão, que lançou três álbuns no período de dois anos. Os dois primeiros álbuns do Cazuza – “Exagerado” (1985) e “Só Se For a Dois” (1987) – são relegados a uma breve narração, saltando para a descoberta da AIDS e, depois, para o “Ideologia” (1988). Felizmente, as músicas dos discos excluídos da trama são usadas em outras cenas. Não há uma preocupação cronológica com a ordem de apresentação das canções – e isso não é um demérito de forma alguma. Seria inaceitável ficar sem “Codinome Beija-Flor”, para ficar em um exemplo.

Quanto ao cenário, ele é simples, mas prático e útil. Há elevados de madeira à esquerda e à direita, o que dá movimento aos atores e às performances. Cazuza sobe, desce, salta, se joga, e você entende o quanto aquilo pode não ser exatamente belo, mas é funcional. Na parte superior da boca de cena, tapando a banda, também há um telão, mas esse é quase inútil, porque as imagens e poesias que exibe pouco chamam a atenção, quando tanto acontece abaixo.

O espetáculo é muito feliz em sua missão. Não apenas contam a história do Cazuza, como contam à sua maneira. São 150 minutos de uma montanha russa, com altos e baixos emocionais. O público também vira um pouco Cazuza, experimentando tantas sensações diferentes em um intervalo de tempo tão curto. É a sacolejada anteriormente mencionada, da qual ninguém é poupado, nem os caretas nem os inconsequentes.

SERVIÇO
Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical
Theatro Net Rio – Rua Siqueira Campos, 143, 2º Piso. Tel: (21) 2147-8060
Temporada até 23 de fevereiro
Qui e sex às 21h; sáb às 18h e 21h30; dom às 20h
Plateia e frisas: R$ 150 | Balcão: R$ 100

[Dica da Semana] Cirque du Soleil: “Corteo”

noticia_207756_img1_corteo11

Assisti ao espetáculo “Corteo”, do Cirque du Soleil, aqui no Rio de Janeiro, hoje. Nunca havia visto nenhuma montagem do Cirque, e estou babando até agora. As palavras não me alcançam para definir o que vi. É magnífico. Tudo. É como se desse um novo significado para a palavra espetáculo – e para um espetáculo maravilhoso, também. Nenhum trecho exibido na televisão faz jus ao que se vê ao vivo no picadeiro. Sempre soube que as peças do Cirque eram grandiosas, em parte por essas imagens aleatórias com as quais havia tido contato, mas só pessoalmente se tem a dimensão do trabalho de cada pessoa envolvida. Não há espaço para erros. Eles são perfeitos no que se propõe, e se propõe a elevar o nível do que conhecemos.

“Corteo” conta a história de um palhaço que acorda no próprio funeral, em um ambiente entre o terrestre e o celeste, no que parece ser um sonho. A descrição soa macabra, eu sei, mas o clima é festivo e não fúnebre. Tudo é muito lúdico, agradável para todas as idades. São 41 artistas no palco giratório, incluindo atores, acrobatas, trapezistas, malabaristas, equilibristas, cantores e uma banda ao vivo. O grande barato é que o espetáculo, dividido em dois atos e distribuído em 150 minutos de duração, mescla diversas manifestações artísticas: teatro, música, dança, pintura e circo. Sem falar em todos os figurinos e adereços cênicos, que são ricos em detalhes e esteticamente impressionantes.

cirque-du-soleil-corteo-promo-photo-23novembro2012-01

Quem assina o roteiro e a direção disso tudo é o suíço Daniele Finzi Pasca, que trabalhou em várias montagens de óperas, como “Requiem” e “Aida”, e também em espetáculos do Cirque Eloize. Ele merece os aplausos, porque tudo está impecável. “Corteo” existe desde 2005 e, no Brasil, passou por São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba em 2013. Neste ano, é a vez do Rio de Janeiro e de Porto Alegre. Depois, a trupe seguirá de viagem pela América Latina.

O melhor é que os ingressos estão em promoção: R$ 240 (com direito à meia-entrada), independente do setor. Quando comprei, não estava nesse precinho camarada, e paguei bem mais caro. Então, aproveite, porque “Corteo” vale cada centavo investido. Quem tem esse dinheiro, não se arrependerá de investir nessa experiência. Eu garanto.

Link oficial: www.cirquedusoleil.com/pt/shows/corteo

Sem mais publicações