[Dica da semana] O que não fazer no Dia das Mães

O Dia Das Mães é no domingo (12/5) e eu espero que você já tenha comprado o presente da sua. Senão, boa sorte com os shoppings lotados, as filas enormes e os restolhos das lojas. Não vai ser fácil, ainda mais com aquelas vendedoras se esforçando para te convencer de que o pior é o melhor. Mas nada disso é motivo para aparecer no domingo com as mãos abanando hein!

Minhas dicas para ter um Dia das Mães feliz são:

01) Presentear sua mãe SIM OU SIM. Mesmo que ela seja do tipo que fala “não precisava…”, a verdade é que sempre precisa, senão rola uma decepção encubada. Elas dizem que “dia das mães é todo dia”, e isso só significa uma coisa: querem presentes todos os dias.
02) Não dar presentes que sejam para a cozinha, para a decoração da casa, etc. Isso é golpe baixo!
03) Se você é mulher, nada de dar algo que “se ela não gostar, você usa”. O presente é pra ela! Esforce-se.
04) Nada de esperar que ela faça o “almoço de domingo”. Faça-o você ou saiam para comer fora. Nada de mucama no Dia das Mães!
05) Se for presentear sua avó, tente não dar um presente melhor do que aquele que sua mãe está dando a ela. A mãe é dela. Avós “são mães duas vezes”, mas deixe a filha direta reinar. Nada de roubar a cena.
06) Regra fundamental: não compre o presente no cartão DELA! Se não trabalha, pede para seu pai pagar. Fica escrotíssimo dar dívidas de presente 😉
07) Sem dinheiro, dê abraços, beijos, cartinhas, bilhetinhos. Mães adoram essas coisas que a gente fazia quando era criança. Com certeza ela ainda tem guardados aqueles desenhos de quando você era analfabeto.
08) Tente ser agradável – ainda que isso seja difícil para você (para mim é, muitas vezes). É só um dia especial. Seja paciente para perguntas imbecis e tolerante para comentários invasivos. Mães.
09) Se tem irmãos esquecidos ou desinteressados, lembre-os de comparecerem no domingo. Podem estar dez presentes, a mãe vai focar no 11º que faltou, porque o ser humano é assim.
10) Se sua mãe já morreu ou está viva e é uma vaca, encontre pessoas na mesma situação e passe o domingo com elas. Vá ao cinema, à pracinha, à sorveteria, ao barzinho, ao shopping, a qualquer lugar para esquecer que é Dia das Mães. Só evite restaurantes, porque estarão cheios de famílias em celebração.

Dica: Buenos Aires é fail no verão

Eu porque não venho a turismo, mas caso fosse, não viria. Buenos Aires, no verão, perde tudo o que tem de bom: o clima agradavelmente frio, as pessoas bem vestidas, o glamour, o apetite, a indústria cultural. Ironicamente, é alta temporada. Mas meu conselho é: brasileiros, venham no inverno.

1) Buenos Aires não é uma fuga do calor brasileiro. No verão, aqui faz tanto calor quanto. Ok, um pouco menos insuportável. Agora fazem 31 graus. Mas não tem praia. As pessoas tomam banho de sol nas praças públicas. É meio bizarro.
2) “Pelo menos fujo desses hits brasileiros de verão”. Ledo engano. O “Ai Se Eu Te Pego” talvez faça até mais sucesso aqui.
3) “Vou pra conhecer mesmo assim. Tá mais barato viajar para Buenos Aires que para algumas partes do Brasil”. Errado de novo. A menos que você pegue uma dessas promoções repentinas das companhias aéreas, a passagem nesta época do ano é mais cara. Alta temporada, repito.
4) A cidade fica extremamente pobre culturalmente. As opções teatrais, quase infinitas no resto do ano, são contadas em uma mão no verão.
5) Buenos Aires está vazia. Só está aqui quem não conseguiu tirar férias e viajar para Mar Del Plata, onde tudo está acontecendo. Ou seja, os portenhos fogem daqui. Imagino que o mesmo aconteça com São Paulo.
6) O metrô, melhor transporte para turistas, não tem ar-condicionado aqui. Então, já viu.

Mas eu amo mesmo assim ❤

Foz do Iguaçú dorme cedo

Bem, fui para Foz do Iguaçú nas férias. Sou uma pessoa que só embarca com os mínimos detalhes de uma viagem acertados, mas dessa vez não tive tempo para nada. Escolhi um hotel pelo preço/benefício e, nas vésperas, dei uma olhada no Google Maps para ver o que tinha por perto. Descobri um shopping – com boliche – e fiquei contente. “No restinho do primeiro dia, podemos jogar um pouco”.

Nico e eu chegamos à cidade sedentos pelos pinos e logo descobrimos como chegar ao local. Deixadas as malas no hotel, fomos ao shopping. Na entrada, havia um enorme pino bastante representativo. “Vamos tirar uma foto!” Tiramos e entramos. Rolou uma certa decepção: o lugar era meio caído. Pequeno demais, vazio demais, escuro demais. Tão demais que era de menos. Achei estranho.

Embaixo, notei que todas as lojas estavam fechadas, com cara de falência antiga. O único lugar aberto era um restaurantezinho pouco atraente. Subimos. Ali, um cinema no estilo 80s, que me passava a impressão de ter cheiro de mofo dentro, e nada mais. Não havia sinal de boliche – a não ser o pino na entrada. Fui enganado. Desagradável. “Mas o site era tão bonitinho…”

Bolei. Ainda eram 18h, então continuamos caminhando a Avenida Cataratas (tudo lá se chama assim: padaria, pet-shop, shop, bar, lan house… tudo é “Cataratas”) em busca de algo para se fazer. Não aparecia nada. Nada. E nada. Comecei a desconfiar que se tratava de uma cidade fantasma.

Mas aí eu vi um Mc Donald’s – um lugar com o qual tenho um vínculo afetivo. Quando há um Mc Donald’s na cidade, nem tudo está perdido. Costumo me sentir seguro e abrigado ao vê-lo. Com mais esperanças, perguntei a um militar que estava de bobeira em uma esquina (?):

– Sabe onde tem umas lojas?

– Que loja?

– Qualquer loja. Algum lugar comercial.

– Ah, desce essa rua aí.

Desci. E não é que ele estava certo? Havia um montão de lojas no fim da rua. Eu gosto de gente de cidade pequena por isso: eles dão coordenadas corretas. Não são como os paulistanos, que dizem direções erradas para te sacanear, nem como os portenhos, que fogem de você sem te dar uma resposta.

Feliz, notei que algumas lojas estavam fechando. Entrei em uma Pernambucas – numa vibe de “fazer hora” – e senti os olhares de “sai daqui agora” dos vendedores, doidos para terminar o expediente. “Acho que tudo fecha cedo aqui”. E fechava mesmo. Foz do Iguaçú é que nem vovó: dorme antes da novela.

Sem mais publicações