[Dica da semana] Quando Eu Era Vivo, o filme de horror com a Sandy

Quando Eu Era Vivo não é um filme para todos, e não me refiro ao número singelo de 22 salas nas quais ele estreia nesta sexta (31/1). Falo quanto à sua recepção, à sua compreensão, à sua adesão. Para começar, é um thriller psicológico brasileiro, com elementos de ocultismo. Você tem um minuto para citar o nome da última produção nacional deste gênero. Eu não lembro, talvez porque não exista nada assim na história recente. Nessas situações, sou favorável a dar toda a minha atenção. É como “Cine Holliúdy”: nunca temos um filme cearense, então, quando temos a oportunidade de ver um, devemos assisti-lo. Com esse pensamento, sugiro que procurem onde o filme novo do Marco Dutra (do elogiado “Trabalhar Cansa”) está em cartaz.

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A história é meio bizarra, é verdade. Ambientada no apartamento de Sênior (Antônio Fagundes), a trama acompanha o reencontro do pai com o filho (Marat Descartes), que volta ao lar após um divórcio. Assim que retorna, ele descobre que não possui mais seu quarto, que agora é alugado para uma estudante de música (Sandy Leah – sim, a Sandy!). Fotos, objetos e toda e qualquer lembrança do passado da família também não estão mais lá: o pai encaixotou tudo e escondeu em um quartinho. É aí que começa o mistério. O filho começa a remexer nessas coisas, supostamente conduzido pela alma penada da mãe. “Possuído” e “endemoniado” são adjetivos facilmente atrelados ao personagem.

“Quando Eu Era Vivo” é uma produção de baixo orçamento, indie, apesar de ter uma popstar no elenco. Na pele de Bruna, a estudante de música, Sandy consegue se redimensionar e convencer no papel. Fagundes, como sempre, no tom exato do personagem. Mas a cena é toda do Marat Descartes, esse ator que eu não conhecia, e consegue passar seu transtorno e loucura só no olhar. É perturbador.

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Vi o filme duas vezes no mesmo dia – uma na cabine de imprensa de manhã, outra na pré-estreia de noite – e confesso que me foram necessárias as duas sessões para uma absorção melhor. Na primeira vez, eu gostei e até os elementos trash me divertiram, mas não sabia se tinha entendido. Na segunda, tudo se encaixou perfeitamente.

Notei algumas pessoas saindo antes da hora na sessão noturna, a da pré-estreia. Uma falta de elegância terrível, na minha opinião. Ainda mais que os convites foram disputados a tapa e, quando o filme começou, não havia lugar para todos os presentes se sentarem. Mas, apesar dos deselegantes, também notei muitas risadas – em ambas sessões. O filme tem um humor muito pontual, de não se levar tão a sério, e isso é ótimo ao tratar do sobrenatural. As pessoas acham graça em vários momentos, e não é de deboche ao horror almejado. Riem quando têm que rir. Riem com o diretor, ao meu ver. E não dele.

Como experiência, “Quando Eu Era Vivo” merece a atenção. Está em cartaz em São Paulo; Rio de Janeiro; Brasilia; Campinas; Ribeirão Preto; Porto Alegre; Curitiba; Recife; e Fortaleza.

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