Eu conheci a biebermania de perto: o fenômeno no meu canal no Youtube

Está todo mundo falando – mal, principalmente – do Justin Bieber nesta semana. Eu tenho minha parcela de culpa nisso, por noticiar no POPLine todos os bafos no qual ele se envolveu durante sua estadia no Brasil (veja aqui). A cobertura dele bombou mais do que a de qualquer diva em turnê pelo país, e isso é um mérito totalmente dele. Justin Bieber tem essa capacidade de atrair a atenção de quem o ama e de quem o odeia, no mesmo grau de intensidade. Ele apaixona e incomoda. Resultado: o dobro de acessos.

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Muitos fãs acreditaram que eu estava perseguindo-o, e recebi algumas mensagens ofensivas por causa disso, mas não tem nada a ver. Se o Justin Bieber conquistou alguém durante sua passagem pelo Brasil, esse alguém fui eu. Falei para todo mundo: virei boylieber, com todo o constrangimento que isso é para alguém de 24 anos. Só que sou imparcial na hora de cobrir os passos do astro canadense (que, cá entre nós, aprontou bastante sim, o que me faz defender a teoria de “rockstar da nossa geração”). Eu assisti ao show, e apesar de toda minha análise técnica racional, iria de novo, caso ele voltasse amanhã. E depois de amanhã também.

O moleque compartilhou no Twitter dois vídeos que eu gravei na apresentação da Apotese, no domingo (3/11). Foi uma surpresa para mim, e fiquei muito feliz. O primeiro vídeo que ele postou foi o do fã invadindo o palco – que eu sabia que era um trunfo no momento em que gravei. Fiz questão de correr imediatamente para casa e postar o vídeo no Youtube o mais rápido possível. Sabia que aquilo ia repercutir, e repercutiu mesmo. Em 12 horas, o vídeo já registrava 127 mil acessos – o que superava o número de visualizações de qualquer outra postagem minha no Youtube. Até então, meu vídeo mais assistido era um do show da Demi Lovato, com 101 mil acessos desde 19 de abril de 2012.

Para mim, estava tudo bom demais, e podia parar por aí. Segui a minha vida, sem imaginar que um desses milhares de acessos era do próprio cantor. No dia seguinte ao show, ele falou sobre o menino que invadiu o palco no Twitter, e postou o link do meu vídeo. E aí eu conheci o efeito da biebermania. Em resumo, este vídeo já conta com 942 mil visualizações (com a certeza de que chegará a um milhão facilmente), mais de cinco mil curtidas, e 1,1 mil comentários. Vários sites internacionais e nacionais, a partir disso, reproduziram o vídeo também. O que posso dizer? Obrigado, Bieber. Como não adorá-lo?

Os dias se passaram e a cobertura continuou – o que significa que li mais alguns desaforos das beliebers. É uma paixão fundamentalista, mas relevável. Não me incomoda. Novamente, segui minha vida, e novamente Justin Bieber me surpreendeu. Antes de deixar o país, nesta quarta (6/11), ele twittou mais um vídeo meu – a gravação que fiz de sua apresentação de “All That Matters” na Apoteose. O vídeo, postado na madrugada de domingo para segunda, estava com cerca de 15 mil acessos até seu tweet. Agora, no momento em que escrevo esse post, 14 horas após a divulgação que ele fez, lá se vão 75 mil visualizações, 3,7 mil curtidas e 201 comentários. Obrigado, Bieber!

Eu conheci de perto o poder que esse cara tem para mover multidões. Vi isso no show – com 30 mil pessoas na Apoteose (número divulgado pela produtora Time For Fun) – e até postei no Instagram. Antes mesmo disso tudo no Twitter, eu escrevi: “Justin Bieber movendo multidões. #believetour #apoteose #tour #show #concert #justinbieber #nãoébagunçanão”. E, depois, vi isso virtualmente. É natural que seus clipes batam recordes de visualizações sempre, com toda a divulgação pesada. Se um vídeo extra-oficial, postado por um brasileiro, fez quase um milhão de acessos em menos de três dias… Ele tem seu valor, e isso é indiscutível. Os dois shows que ele fez no país lotaram sem que fosse necessário apelar para parcerias com sites de compra coletiva, descontões e promoções. Todas as grandes popstars femininas que passaram por aqui tiveram que explorar esses artifícios para escoar os ingressos. Justin Bieber, por tudo isso, certamente merece nossa atenção – que não pode ficar limitada apenas às polêmicas nas quais ele se mete. Não é possível que tantas crianças e adolescentes estejam enganadas. E, se estiverem, mais um motivo para ficar de olho.

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3 respostas para Eu conheci a biebermania de perto: o fenômeno no meu canal no Youtube

  1. Adri Marques

    É Leonardo acompanho seus posts, e seus vídeos tb, e é inegável a tal “biebermania”, comecei a te acompanhar depois que postou um video e post do show do Hanson no Rio, e tenho noção do que “….mania” são capazes, o Justin tem seu valor, e se não tivesse não seria capaz de mover multidões como vc mesmo colocou, porém, só acho que ele acaba ele mesmo tirando o próprio mérito com coisas tolas, não sei se de repente até para atrair mais mídia ou sei lá o quê, mas, de tudo acho que a maior polêmica dessa “biebermania” toda aqui no Brasil foi mesmo “EXPLORAR” o M&G, já ganhei o M&G do Hanson (tá que já não estavam mais no auge) mas, foram honestos, nos deram oportunidade conversar com eles, tirar fotos, saíram sorridentes e enfim… foi mesmo o que o nome propõem, e o mais justo de tudo, não cobraram, foi algo via Fã Club oficial da banda (claro, que há um valor para ser sócio, mas, isso é algo precificado para o mundo todo e contempla outros itens), enfim .. o que quero dizer é que um carinha que se hospeda no Copacabana Palace, depois vai para “saunas”, paga van para 30 outras mulheres, aluga mansão e enfim … não precisaria ter cobrado R$3.000,00 praticamente de cada fã para 3 segundos – segundo relatos – de permanência no camarim… que o “biebermania” possa ser um pouco mais justo com seus fãs para que quanto o tempo passar e a “ficha” deles cair de que o, eles possam estar ao lado dele e não o acharem apenas um “explorador” de fãs e mídia, se é que ele se importa com algo. E pra vc, parabéns pela cobertura, pelo reconhecimento e pelas views em teus videos, no lugar certo, na hora certa e pronto a cobrir o que muitos torceriam o nariz.

    • Leonardo Torres – Autor

      Obrigado pelos comentários, Adri! Vamos lá…

      Sobre o Meet & Greet – Essa é uma prática que eu concordo em 100% com tudo o que o Tico Santa Cruz diz. Acho horrível comercializar o sonho do fã, a troca de carinho. Eu jamais pagaria para ir ao camarim de ninguém, por mais que admirasse muito a pessoa. Justin Bieber, infelizmente, é só um dos vários artistas que fazem isso.

      Sobre o lifestyle dele – Eu acho que é fase, sinceramente. E discordo quando você diz que tira os méritos dele. Não tira! Os Beatles tinham uma vida muito louca e o talento deles como músicos e letristas é inquestionável. Não preciso nem ir tão lá atrás… O que é Amy Winehouse? Eu a amo incondicionalmente. Seu trabalho é incrível, mas sua vida era muito mais polêmica. Até bater em fã ela batia! hahaha Acho que uma vida desregrada não anula um talento artístico. É claro que fica muito mais bonito quando a pessoa é legal em todos os aspectos da vida, mas nem sempre é assim 😉

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