Entrevista com o grupo Girls – declarações cortadas da matéria do POPLine

Não sei se você já ouviu falar nelas, mas há um novo grupo feminino brasileiro galgando seu espaço no cenário pop atualmente. A girlband é composta por cinco cantoras, escolhidas por um programa de TV chamado “Fábrica de Estrelas”, idealizado pelo produtor Rick Bonadio (Rouge, Manu Gavassi). Elas atendem pelo nome tão previsível quanto autoexplicativo de Girls, e talvez você já tenha ouvido suas músicas por aí…

Pude fazer uma entrevista muito rica com as meninas para o POPLine, e o resultado repercutiu bastante entre os fãs. Só que tive que cortar muita coisa da publicação final – que nem por isso deixou de ficar enorme, como você pode ver aqui, caso se interesse. Foram duas horas de entrevista, que renderam 17 páginas transcritas no padrão pré-definido do Word. Ou seja, muita coisa mesmo!

Para não desperdiçar esse material, que eu sei que interessa aos fãs, decidi postar aqui as partes cortadas da matéria que está disponível no POPLine. Segue:

Sobre imprimir sua personalidade nesse trabalho.
Natascha – Cada pessoa dá a sua interpretação para uma música, e a canta de forma diferente. Então, eu procurei colocar minha personalidade e mostrar como acredito que a música fica mais bonita em todos os trechos que canto no CD. Tentei colocar a forma como eu gosto de cantar de uma forma muito clara.
Bruna – Tudo estava muito bem planejado na cabeça do Rick [Bonadio, produtor]. O que eu sinto desse trabalho é que ele quis colocar ao máximo as personalidades definidas no reality nesse CD. Eu, por exemplo, fui classificada como a princesa, então fiquei mesmo com as partes mais românticas, que falam de amor, sobre sentimentos. Ele tentou tirar isso de mim.
Ani – O quanto de mim? Até coisa que eu nem sabia que tinha! O Rick gosta muito de feeling, de sentir o feeling quando você está cantando. Botar sentimento em uma coisa que você não está sentindo é muito difícil. Quando gravamos “Acenda a Luz”, eu saí do estúdio chorando desesperadamente, porque não estava gostando de ninguém e ele queria aquela emoção que a música passa. Foi muito difícil, porque tem que ser um pouco atriz e nunca fiz isso na vida. Aprendi bastante isso gravando o CD.

Divisão dos vocais.
Ani– Na verdade, na hora da gravação, rolou tanto de querer cantar uma parte quanto querer que sua amiga cantasse um trecho e ela não cantar. Aconteceu muito isso, mas o resultado saiu o melhor possível. A gente não conhece muito esse lado, e o Rick já tem o ouvido de mestre. A gente obedece, porque sabe que é sucesso.

Sobre encontro com Luciana Andrade, do Rouge, no estúdio.
Carol – Ela chegou a dar uns conselhos para a Ani, conversou com ela… A gente se encontrava na hora de gravação e ela dava a maior força. Conselho, conselho mesmo, de parar para conversar não veio ainda. Foi mais apoio.
Natascha – A gente atacava ela nos corredores para perguntar como é isso tudo, como funciona, como ela lidou com a pressão do dia-a-dia. Ela sempre foi muito receptiva. Ela deu muitos conselhos! Ela falou para aproveitarmos muito o que estamos vivendo agora, porque é uma fase da nossa juventude e da nossa vida artística que não vai voltar mais, e é muito preciosa. A gente aproveitou muito o tempo em que ela estava no estúdio. Ela é uma pessoa muito legal.

Trabalhar e morar juntas.
Carol – Sim, a gente mora no mesmo prédio, só que em dois apartamentos. Estão a Jeniffer, a Nathy e a Bruna em um, e eu e a Ani em outro. É tipo um casamento mesmo, mas é bem tranquilo. A gente está tendo a oportunidade de se conhecer melhor, e damos espaço para a outra quando ela quer ficar mais sozinha. Sabemos respeitar o espaço de cada uma. É tranquila a convivência, graças a Deus. A Jennifer e a Bruna dizem que a Nathy é a mãezona delas…
Natascha – (risos) Não sei se é pelo fato de eu ser mais velha. Não sou tão mãezona assim não! É só pelo fato que eu dirijo, aí quem leva as meninas para os compromissos sou eu…

Brigas.
Natascha –Nenhuma se parece com a outra, e sabemos que a graça da banda é essa. As pessoas se identificam com cada uma por causa de uma qualidade, um motivo. E, apesar das diferenças, a gente se entende muito bem, porque todas vivem exatamente a mesma coisa, no mesmo momento. Todas acordam na mesma hora, dormem na mesma hora, passam pelos mesmos compromissos, pelas mesmas chateações… Cada uma lida com os assuntos de uma forma diferente, mas a gente se entende.
Jeniffer – A casa que a gente mora é como um estúdio, então é o mesmo quarto para todo mundo. Então é uma olhando pra cara da outra o tempo todo. Mas a gente aprendeu bastante a se respeitar. Meu medo era brigar pelo banheiro, porque imagina três mulheres para um banheiro só. Mas deu tudo certo. A gente se acerta super bem nessa questão. E eu tenho o privilégio de voltar para casa quando dá, né? Sempre que posso, que temos folga, eu vou para a casa da mamãe, porque moro em São Paulo mesmo.

Ani sobre Carol.
Ani – (…) Eu tô doente e a Carol faz comida pra mim. Tô de TPM e ela vem conversar. Tô triste, também. A gente se ajuda muito. No apartamento das outras meninas, tenho certeza que é igual. A gente passa o dia todo sendo Girls e, quando passa pela porta, só quer ser a Rafaela, a Caroline…
Sensação de estar no palco.
Carol – É muita boa, é maravilhosa. Temos pouco tempo de banda, mas já contamos com muitos fãs. Fizemos três shows e um showzinho na FNAC, e tinha tanta gente! Eram 600 sentados e muitos que não conhecíamos ainda, porque tem uns que estão acompanhando a gente e vão a todos lugares em que estamos, mas esses não tínhamos visto. A cada vez a gente se surpreende mais. Eles cantam todas as músicas com a gente, tudinho, tudinho. Estamos adorando e ansiosas para a turnê. Espero ir logo para o Rio!
Ani – No começo, eu achava a coisa mais extraordinária do mundo, não que agora não seja. Eu achava que era tão impossível pra mim, que não acreditava. Agora que tá caindo a ficha, acho que está mais gostoso do que antes. Não fico tão nervosa e consigo interagir mais com os fãs. Está ficando mais legal, menos automático. É maravilhoso, porque lembro quando eu estava na frente do palco. É a melhor energia que um artista pode sentir é essa troca de energia com o fã.

Mico.
Ani – Já. Se você vir 30 minutos de qualquer show, vai ver que eu quase tropeço, quase caio, minha roupa sai do lugar, minha calça fica baixando.

Momento favorito dos shows.
Natascha – A minha música preferida é “O Mundo Dá Voltas”. A gente gravou com a participação do Mika, que era dos Rebeldes. É uma música especial pra mim, porque amo a letra, a melodia e o rap que ele fez, que ficou incrível. Sou fã dele, tanto como artista quanto como pessoa. No show, dividimos o palco e, como ele é ator, fazemos uma ceninha baseada na letra da música. Não sou atriz, mas acabo aprendendo com ele, graças a essa troca. Acabo descobrindo algo que não sabia que tinha em mim, que é essa atuação, essa coisa da cena apaixonada. Cantar essa música é um momento incrível pra mim!
Jeniffer – A que eu mais gosto de cantar é “Acenda a Luz”. É também o xodó dos fãs. Todo mundo canta muito forte e eu sempre, sempre, sempre me emociono. Não teve um show ainda em que eu não tenha me emocionado. Em alguns, não consigo cantar uma parte da música, por causa da emoção.

Sobre a dieta da Bruna.
Natascha – A Bruna quer emagrecer, e eu fiz aquela dieta em que perdi bastante peso em pouco tempo. Falei que podia fazê-la perder três quilos em uma semana e ela não acreditou. (risos) Aí fico a torturando, tadinha! ‘Você não pode comer isso, não pode comer aquilo’. E ela fica pensando no pão de queijo que vai ter no camarim. (risos) Mas ela é muito magrinha, nem precisa emagrecer. Só que eu sou assim: se falar que vou fazer um negócio, vou fazer. Falei que vou fazê-la perder três quilos em uma semana, então vou fazer. Não a deixo comer! Proíbo! (risos)

girls topo

Rotina atual.
Jeniffer – Agora que o show está pronto, os ensaios são mais para manutenção. Os ensaios de coreografia, por exemplo, não são mais todos os dias. São duas ou três vezes na semana. Mas vamos à academia todo dia e temos aula de canto toda semana. Fora quando aparece TV, rádio… Agora, graças a Deus, está bem movimentado, então temos que levar tudo na bolsa: comida, roupa da academia, tudo, porque você não volta mais pra casa.

Relação com os fãs.
Carol – No momento, estamos nos afastando das nossas contas pessoais para concentrar no @GirlsOficial, por ordens superiores. (risos) A ideia é unir os fãs de cada uma, sem rivalidade, porque temos que mostrar que agora somos um grupo, que as cinco são uma só. Mas, respondendo à sua pergunta, falamos sempre com os fãs. Fazemos chats e eles ajudam a gente a subir as hashtags sempre que pedimos. Desde o início do programa, já tinha um grupo no Facebook, o “Fábrica de Estrelas”, e a gente participava dele. Tinha gente que torcia por mim, outros que não… (risos) Isso começou lá e não deixamos de falar com eles só porque ficamos famosas. Temos um carinho imenso.
Natascha – Quando estamos perto das pessoas que estamos acostumados, temos para onde correr quando acontece alguma coisa. Longe, não. Então, o fã se torna esse apoio que você não tem, pelo menos para mim. Às vezes estou triste, mas recebo um tweet, uma cartinha, uma mensagem em uma rede social, e isso significa a melhora do meu dia. É difícil largar tudo e correr atrás de um sonho. Tem muita gente boa que não consegue fazer sucesso e trilhar uma carreira como cantor. É difícil lutar por isso. As pessoas acham que é só glamour, que é só felicidade, mas é muito difícil. Por isso, os fãs são tudo. Faço questão de saber quem são, quais os nomes, porque gostam tanto. Claro que é difícil saber de todo mundo, mas se tenho tempo para conversar, faço questão de fazer isso, porque eles fazem por mim. É uma troca.
Ani – O que mais me chama atenção é essa entrega, esse carinho. Se eles soubessem como eu sou em casa, de chinelão… O engraçado é que eu era assim. Não chegava a esse ponto de fazer uma tatuagem, porque era bem pequenininha. Fico impressionada, mas eles podem ter certeza que esse amor todo vai ser devolvido. É devolvido todo santo dia. A gente faz um trabalho por amor, mas continua porque tem eles apoiando. De que adianta fazer um trabalho com todo amor e todo carinho, e ninguém ouvir?

Fãs seguidores em São Paulo.
Ani – Sim, aqueles mesmos, que a gente já sabe até o nome. Juro que nunca imaginei que isso aconteceria. Eu fico besta. Eles dão presentes… Me deram uma pulseira linda, pela qual me apaixonei. Uso todo dia. Até maquiagem dão para a gente. É um carinho como se a gente fosse melhores amigos.

Críticas.
Jennifer – Tem gente que me odiava e hoje é meu amigo. Uma vez eu vi a Bruna Marquezine falando que brasileiro é um pouco de tudo: figurinista, professor de canto… Palpitam em tudo. Os fãs se sentem no direito de cobrar que o artista faça exatamente o que ele quer. Agora já acostumei. Tento filtrar as críticas e o que é superficial.
Bruna – Eu gosto, sim, de ler sempre os comentários na Internet, mas sem ficar louca com isso. Se você focar muito no que as pessoas dizem, você vai pirar. Às vezes a visão dos fãs é diferente da nossa. Há coisas que eles não gostam por ser novas, e daqui a dois meses vão achar legal. Acontece muitas vezes…

Escolha de “Acenda a Luz” como single: resposta ao pedido dos fãs ou coincidência?
Natascha – Eu acredito que foi coincidência, porque “Acenda a Luz” mostra muito da nossa qualidade vocal. Mostra que foram escolhidas meninas que cantam bem, e não porque são bonitinhas, fofinhas ou qualquer outra coisa. Essa música é difícil de cantar, e também é muito bonita. Acho que foi mais ou menos esses o motivo pelo qual ela foi escolhida.

Cobrança.
Jeniffer – Eu acho que as pessoas esperavam bastante de mim, sim. Até minha família e meus amigos, por saberem que me preparo para isso desde os cinco anos de idade. Era a oportunidade da minha vida. Rolava uma pressão muito grande, mas era para o meu bem. Todo mundo não via a hora disso tudo acontecer, assim como eu.
Ouvindo você falar, a impressão é que você se cobra muito.
Jeniffer – Eu sou! Leonina é muito perfeccionista, né? Eu sou extremamente perfeccionista, tanto que só aprendi a me assistir durante o programa. Nunca gostei de me assistir, de me ouvir, em absolutamente nada. Eu sempre via e achava que podia fazer melhor. Até hoje me cobro muito. No programa, por exemplo, eu tinha um medinho, mesmo sabendo que estava preparada. Já levei muito não, muita pancada na cara. Estava sempre preparada para se não desse certo. Vim mais na humildade. Estava totalmente insegura.
Você não conseguia ver que já estava dentro, que era a favorita?
Jeniffer – Não. Juro pra você que não. Sabe por quê? Vou te explicar. O sonho da minha vida era fazer a Nala de “O Rei Leão”. Todo mundo falava “quando o musical vier para o Brasil, você vai ser a Nala”. Só que, nas audições do ano passado, passei por nove fases, fui para a final, e escolheram uma menina apenas pelo fato de ser mais alta. A menina não era atriz, não dançava e cantava num barzinho. Não era uma coisa do tipo “ela canta mil vezes melhor, tudo bem”. Era uma coisa que ninguém entendeu o porquê. Fiquei muito desconsolada, tão mal que cheguei a pensar que outras coisas poderia fazer na minha vida. Entrei no programa assim – totalmente insegura, muito chateada, porque não entendia porque a Nala não tinha acontecido pra mim. Hoje, entendo: estavam preparando algo melhor para mim.

Figurinos.
Bruna – (Quem escolhe) É a produção. A gente tem toda uma produção. Agora quem está vestindo a gente é a Bruna, e também a Paulinha Peixoto.
E a roupa do pocket show, que foi superelogiada?
Bruna – Exatamente! Foi a Bruna! Um beijo, Bruna! (risos)

Jeniffer sobre a relação com os amigos e a família.
São as pessoas que estão comigo desde o começo. É uma outra energia, né? Essa coisa de você trabalhar com muita gente às vezes te deixa meio carregado, porque você fica cercado, mas longe da família e dos amigos. Sempre gosto de encontra-los para renovar minhas energias. Minha família e meu namorado sempre vão aos shows também. Meu namorado fica ‘amor, você viu o que saiu?’. Ele é quase meu assessor. Participa muito! Eu achei que ele não gostaria muito da ideia por não ser da profissão, mas ele super me apoia. Meus pais também. Sempre que eles podem ir nos programas de TV e de rádio, eles vão para a plateia. Minha família inteira me acompanha sempre.

Ani sobre Miley Cyrus.
Eu gostava quando eu era teen. Gostei até acabar “Hannah Montana”. Meu negócio era aquilo mesmo – o teen. Continuo ouvindo as mesmas músicas de antes. Tenho “Hannah Montana” no meu celular.

Ani fazendo fofoca.
Vou contar um segredo da Natascha… Com aquela carinha de anjo, ela adora o Projota! Ela falou? Ela fica cantando aquilo o dia inteiro! (risos)

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