[Dica da semana] No Dia das Crianças, tente resgatar sua essência

A nossa personalidade é moldada, esculpida e aperfeiçoada ao longo da vida, mas nossa essência vem da infância. Ou a minha, ao menos. Tenho mania de falar por “nós” quando deveria falar por mim, apenas. Há algo que conecta este adulto que vos fala à criança de outrora – e não é só a carcaça, que sofreu vários danos no decorrer do trajeto. É algo lá dentro, que eu chamo de essência. É o Leonardo Torres em seu radical. Como todo mundo, adicionei prefixos e sufixos, os retirei, coloquei outros no lugar… me moldei, e também fui moldado. Mas há uma raiz, de onde brotou todo esse caule, algumas folhas, quiçá flores e, algum dia, virão frutos.

Só que a folha se distancia de sua raiz conforme o tronco aumenta, cresce. Ela ainda está ligada à sua origem, de algum jeito, porque é de lá que vem sua alimentação (a água e os sais minerais para a fotossíntese, lembra da aula de Biologia?), mas está… distante. E isso não me parece bom. Não dá para achar que se é mais sufixo do que radical, embora a gente acredite nisso volta e meia (estou falando por nós novamente…). Veja bem, não digo sobre esquecer-se de onde se veio, e sim sobre esquecer-se de quem você realmente é.

O Dia das Crianças é amanhã, e esse tema me veio à cabeça. Chiquititas, como você deve saber, foi um ícone fundamental da minha infância, e trago comigo até hoje muitos dos valores pregados pela trama. Havia uma música que dizia mais ou menos assim: “se encontrar sua chiquitita, não a deixe ir, porque é sua melhor partezinha para entender como se deve viver”. Chiquitita, para quem não sabe, é pequenina em espanhol. Em resumo, os versos dizem para que não nos esqueçamos da criança que fomos, porque ela nos ajuda a entender como encarar a vida. É o que venho tentando explicar há três parágrafos.

Não é sobre ser ingênuo ou infantilizado. Eu diria que é mais sobre não se permitir ser corrompido. Talvez corromper seja uma palavra de cunho muito negativo, mas está bem aplicada mesmo assim. Não me refiro apenas a questões éticas ou morais, mas não permitir que os outros, as circunstâncias, as derrotas e os problemas corrompam sua essência, ou seja, te afastem da sua raiz. Folha é o que aparece para os outros, mas é a última etapa de nossa formação. Se não estamos bem com nossa raiz, não adianta nada: as folhas murcham. E estamos na primavera, então vamos cuidar da planta que nos cabe.

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