Carta do Tio Léo #10: reclusão, estudos e estafa

Não vou fingir que o post sobre a troca de olhares foi a carta de outubro. Não foi. Eu confesso: me esqueci totalmente sobre isso tudo de cartas. Estou em estafa, minha gente. Este mês foi de extrema reclusão, voltado 100% para os estudos. Tudo piorou depois que apresentei a monografia da pós-graduação (e fui aprovadíssimo!), e comecei a me dedicar integralmente ao preparo para esse concurso público que virá. Não tenho visto meus amigos, meus filmes, e lido qualquer coisa que não seja didática. Tenho estudado tanto, mas tanto, que escrever as notícias do POPLine, sobre o universo da música pop, se tornou mais lazer do que trabalho. Quando estou muito cansado de estudar, mesmo fora do expediente, procuro uma notinha para escrever. Algo rápido, mas que me faça respirar outros temas.

Sinto-me culpado se faço qualquer outra coisa. Como disse, não fui ao Festival do Rio, e também estou por fora da corrida pelo Oscar dessa vez. Sei que terei MUITOS filmes para ver quanto tudo isso terminar, e também tenho uma pilha de livros de ficção acumulados. Minha única folga, para não dizer que não tenho uma, acontece nas noites de quinta, quando paro para ver o “The Voice Brasil”. “Sangue Bom”, que eu adorava, há muito não assisto… Ouvi dizer que vai terminar essa semana, e estou meio triste com isso, porque perdi todo o desenrolar final. Era uma novela que eu gostava… mas prioridades são prioridades.

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Tenho lembrado muito de um ditado que minha avó pregava quando eu era criança: “primeiro a obrigação, depois a diversão”. Sei que depois que realizar essa prova, vou pirar o cabeção e correr contra o tempo. Sair para ver todo mundo, me atualizar das fofocas, ir ao cinema incessantemente, ler horrores, enfim. Falta pouco. A prova é no próximo domingo (então pode começar a me desejar boa sorte), e vou viajar no fim de semana seguinte. Vou a Búzios, que é um lugar que tenho vergonha de não conhecer ainda. Tirei dois dias para respirar e relaxar mesmo. Preciso disso nesse momento. Sei que vai ser bom.

Agora, tenho que parar de escrever. Antes de dormir, tenho que assistir a uma aula virtual, de correção de exercícios. Pode acreditar que esse tipo de coisa existe. O mercado para os concurseiros é amplo e surreal. Tudo é oferecido e precificado com valores altíssimos. Não quero passar por isso novamente tão cedo. Passando ou não nessa prova, minha ideia é não ter que me submeter a esse ritmo insano de estudos nunca mais.

Vou lá. Enviem boas energias, porque vou precisar.

Abraços,

Tio Léo

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A melhor troca de olhares entre dois desconhecidos

Tudo começou com um esbarrão de olhares, algo totalmente acidental, que poderia acontecer com qualquer um. Mas aconteceu entre eles, e eles escolheram congelar. Conversaram sem palavras por dois, três, quatro, cinco segundos, até se darem conta de que haviam ido longe demais. Fingiram que aquilo não havia acontecido e seguiram suas vidas… por mais 20 minutos, até não resistirem e se olharem de novo, agora de propósito, em busca da confirmação daquela conexão. E ela estava ali. Existia.

Não se aproximaram, mesmo assim. Mantiveram a troca de olhares por um, dois, três, quatro encontros, sem qualquer verbalização. Não ultrapassavam aquele metro de distância, seguros assim. As pessoas ao redor, alheias ao que se passava, se comunicavam, faziam perguntas, se respondiam, debatiam, e eles continuavam imersos um no outro. Limitados aos olhares significativos, sem sorrisos, sem caretas, sem piscadinhas. Atípicos, talvez.

Um dia, se encontraram sozinhos na escada, novamente de maneira acidental. Não estavam preparados para aquilo, cada um correndo para um lado diferente. Um descia, o outro subia. Houve um sorriso e um “oi” de cumprimento, nada além de um coleguismo de classe. Seguiram suas vidas, até outro encontro, na pia do banheiro, outro dia. Mais um sorriso de reconhecimento, dessa vez cúmplice, como quem diz “sei que somos mais íntimos do que isso que aparentamos”, e outro oi. Um sorriso cúmplice, mas também nervoso.

Nervoso, sim. Era difícil atuar com normalidade, quando tudo parecia tão incomum. Pararam de se olhar. Não saía daquilo, e se cansaram, ambos, um com o outro. Aguentaram um, dois dias, e então retomaram o contato visual. Gostavam-se, assim. Nunca haviam conversado, e podiam se odiar se o fizessem. Podiam ser canalhas, idiotas, burros, preconceituosos, e nunca descobririam isso. Os olhares não entregavam essas características, e mesmo assim falavam eram muito profundos.

O erro foi querer mais. Um tomou coragem e se aproximou, o outro correspondeu, a princípio. Conversaram e trocaram e-mails, com a desculpa de se enviarem materiais do curso. Sabiam que não era isso. Havia a conversa falada, e a conversa visual. Os olhares reafirmavam todo aquele um mês e meio de interesse mútuo. “Não esquece de me mandar o e-mail!”. Só faltou a piscadinha, mas ela estava ali, implícita. Não se usa mais piscadinha, né?

Um mandou o e-mail e esperou a resposta. Um dia, dois dias, e ela finalmente veio, breve, curta, desinteressada. Mensagem vem, mensagem vai, e a certeza de que não havia mais nada, nada especial. Uma decepção… A melhor troca de olhares entre dois desconhecidos havia se tornado a pior troca de e-mails entre conhecidos. Do visual para o real, do real para o virtual, se perderam. Longe demais do ideal.

Leia também:
Nunca te amarei, mas poderia facilmente me apaixonar por você.

[Dica da semana] “De Graça” – o álbum novo do Marcelo Jeneci

O cantor, compositor e instrumentista Marcelo Jeneci está com um álbum novo – o “De Graça” – e sinto que mais pessoas deveriam conhecê-lo e falar sobre ele. Como o título sugere, o disco está disponível para streaming gratuito na Internet (no site oficial dele, mais precisamente), o que foi possível economicamente graças à parceria com o projeto Natura Musical. Portanto, essa é a oportunidade ideal para quem ainda não é fã ser apresentado ao seu trabalho – que traz vários momentos ótimos. Coloca pra tocar enquanto eu narro:

O primeiro momento especial é logo na abertura, com a faixa “Alento”, que tem co-autoria do Arnaldo Antunes, e é uma delícia para os ouvidos, estabelecendo o clima do CD. Há outras parcerias ao longo do álbum, que tem produção assinada por Kassin (do “Feito Pra Acabar”) e coprodução de Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy). Mas a presença mais recorrente e notável é, de novo, da cantora e compositora Laura Lavieri. Quando ela entoa o verso “o melhor da vida é de graça”, eu sinto que isso pode se tornar um mantra para uma legião de súditos. “Tudo bem, tanto faz”, na qual ela assume o vocal principal, é outra dádiva, na qual ela impõe sua voz no tamanho certo. Chega a ser emocionante ouvi-la cantar.

Essa delicadeza continua sendo o ponto forte do trabalho do Jeneci, tanto nas músicas mais suaves quanto nas mais animadinhas. “Sorriso Madeira”, que traz palminhas e a sanfona, tem uma introdução que lembra “Pense Duas Vezes Antes de Me Esquecer” e é minha aposta para o clímax dos shows que estão por vir. Mas há também as lentinhas “9 Luas”, na qual o cantor explora seu falsete, e “Um de Nós”, que é a personificação da delicadeza como nunca ouvi antes em uma voz masculina.

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Nessa música, chama a atenção a orquestra do Eumir Deodato (conhecido por trabalhos com Aretha Franklin e Frank Sinatra). Uma das inovações no trabalho do Jeneci, as partes orquestradas não destoam no CD, como se pode imaginar no primeiro momento. Acontece o contrário: o casamento perfeito. Em “Um de Nós”, particularmente, ela é a responsável por dar mais rapidez à música, mas sem fazer com que Jeneci perca sua característica marcante. Em tempos tão corridos, suas canções são verdadeiros desaceleradores. Não é exagero dizer que a contemporaneidade precisa do Jeneci, não como um freio, mas como um questionamento a tanta rapidez.

Para quem amou o primeiro álbum, como eu, há músicas que conversam muito com ele – como “Temporal”. O que seriam os versos “É só mais um temporal, chuva lavando o mal (…) Pro alto do céu, olha em paz que a nuvem já se desfaz” senão uma sequência de “Felicidade”? Eu entendi assim. Mas “De Graça” também é outra coisa, é outro barato. O primeiro CD era solar – como indicava a própria capa – e esse talvez seja mais noturno. Afinal, a noite também sua beleza.

Entrevista com o grupo Girls – declarações cortadas da matéria do POPLine

Não sei se você já ouviu falar nelas, mas há um novo grupo feminino brasileiro galgando seu espaço no cenário pop atualmente. A girlband é composta por cinco cantoras, escolhidas por um programa de TV chamado “Fábrica de Estrelas”, idealizado pelo produtor Rick Bonadio (Rouge, Manu Gavassi). Elas atendem pelo nome tão previsível quanto autoexplicativo de Girls, e talvez você já tenha ouvido suas músicas por aí…

Pude fazer uma entrevista muito rica com as meninas para o POPLine, e o resultado repercutiu bastante entre os fãs. Só que tive que cortar muita coisa da publicação final – que nem por isso deixou de ficar enorme, como você pode ver aqui, caso se interesse. Foram duas horas de entrevista, que renderam 17 páginas transcritas no padrão pré-definido do Word. Ou seja, muita coisa mesmo!

Para não desperdiçar esse material, que eu sei que interessa aos fãs, decidi postar aqui as partes cortadas da matéria que está disponível no POPLine. Segue:

Sobre imprimir sua personalidade nesse trabalho.
Natascha – Cada pessoa dá a sua interpretação para uma música, e a canta de forma diferente. Então, eu procurei colocar minha personalidade e mostrar como acredito que a música fica mais bonita em todos os trechos que canto no CD. Tentei colocar a forma como eu gosto de cantar de uma forma muito clara.
Bruna – Tudo estava muito bem planejado na cabeça do Rick [Bonadio, produtor]. O que eu sinto desse trabalho é que ele quis colocar ao máximo as personalidades definidas no reality nesse CD. Eu, por exemplo, fui classificada como a princesa, então fiquei mesmo com as partes mais românticas, que falam de amor, sobre sentimentos. Ele tentou tirar isso de mim.
Ani – O quanto de mim? Até coisa que eu nem sabia que tinha! O Rick gosta muito de feeling, de sentir o feeling quando você está cantando. Botar sentimento em uma coisa que você não está sentindo é muito difícil. Quando gravamos “Acenda a Luz”, eu saí do estúdio chorando desesperadamente, porque não estava gostando de ninguém e ele queria aquela emoção que a música passa. Foi muito difícil, porque tem que ser um pouco atriz e nunca fiz isso na vida. Aprendi bastante isso gravando o CD.

Divisão dos vocais.
Ani– Na verdade, na hora da gravação, rolou tanto de querer cantar uma parte quanto querer que sua amiga cantasse um trecho e ela não cantar. Aconteceu muito isso, mas o resultado saiu o melhor possível. A gente não conhece muito esse lado, e o Rick já tem o ouvido de mestre. A gente obedece, porque sabe que é sucesso.

Sobre encontro com Luciana Andrade, do Rouge, no estúdio.
Carol – Ela chegou a dar uns conselhos para a Ani, conversou com ela… A gente se encontrava na hora de gravação e ela dava a maior força. Conselho, conselho mesmo, de parar para conversar não veio ainda. Foi mais apoio.
Natascha – A gente atacava ela nos corredores para perguntar como é isso tudo, como funciona, como ela lidou com a pressão do dia-a-dia. Ela sempre foi muito receptiva. Ela deu muitos conselhos! Ela falou para aproveitarmos muito o que estamos vivendo agora, porque é uma fase da nossa juventude e da nossa vida artística que não vai voltar mais, e é muito preciosa. A gente aproveitou muito o tempo em que ela estava no estúdio. Ela é uma pessoa muito legal.

Trabalhar e morar juntas.
Carol – Sim, a gente mora no mesmo prédio, só que em dois apartamentos. Estão a Jeniffer, a Nathy e a Bruna em um, e eu e a Ani em outro. É tipo um casamento mesmo, mas é bem tranquilo. A gente está tendo a oportunidade de se conhecer melhor, e damos espaço para a outra quando ela quer ficar mais sozinha. Sabemos respeitar o espaço de cada uma. É tranquila a convivência, graças a Deus. A Jennifer e a Bruna dizem que a Nathy é a mãezona delas…
Natascha – (risos) Não sei se é pelo fato de eu ser mais velha. Não sou tão mãezona assim não! É só pelo fato que eu dirijo, aí quem leva as meninas para os compromissos sou eu…

Brigas.
Natascha –Nenhuma se parece com a outra, e sabemos que a graça da banda é essa. As pessoas se identificam com cada uma por causa de uma qualidade, um motivo. E, apesar das diferenças, a gente se entende muito bem, porque todas vivem exatamente a mesma coisa, no mesmo momento. Todas acordam na mesma hora, dormem na mesma hora, passam pelos mesmos compromissos, pelas mesmas chateações… Cada uma lida com os assuntos de uma forma diferente, mas a gente se entende.
Jeniffer – A casa que a gente mora é como um estúdio, então é o mesmo quarto para todo mundo. Então é uma olhando pra cara da outra o tempo todo. Mas a gente aprendeu bastante a se respeitar. Meu medo era brigar pelo banheiro, porque imagina três mulheres para um banheiro só. Mas deu tudo certo. A gente se acerta super bem nessa questão. E eu tenho o privilégio de voltar para casa quando dá, né? Sempre que posso, que temos folga, eu vou para a casa da mamãe, porque moro em São Paulo mesmo.

Ani sobre Carol.
Ani – (…) Eu tô doente e a Carol faz comida pra mim. Tô de TPM e ela vem conversar. Tô triste, também. A gente se ajuda muito. No apartamento das outras meninas, tenho certeza que é igual. A gente passa o dia todo sendo Girls e, quando passa pela porta, só quer ser a Rafaela, a Caroline…
Sensação de estar no palco.
Carol – É muita boa, é maravilhosa. Temos pouco tempo de banda, mas já contamos com muitos fãs. Fizemos três shows e um showzinho na FNAC, e tinha tanta gente! Eram 600 sentados e muitos que não conhecíamos ainda, porque tem uns que estão acompanhando a gente e vão a todos lugares em que estamos, mas esses não tínhamos visto. A cada vez a gente se surpreende mais. Eles cantam todas as músicas com a gente, tudinho, tudinho. Estamos adorando e ansiosas para a turnê. Espero ir logo para o Rio!
Ani – No começo, eu achava a coisa mais extraordinária do mundo, não que agora não seja. Eu achava que era tão impossível pra mim, que não acreditava. Agora que tá caindo a ficha, acho que está mais gostoso do que antes. Não fico tão nervosa e consigo interagir mais com os fãs. Está ficando mais legal, menos automático. É maravilhoso, porque lembro quando eu estava na frente do palco. É a melhor energia que um artista pode sentir é essa troca de energia com o fã.

Mico.
Ani – Já. Se você vir 30 minutos de qualquer show, vai ver que eu quase tropeço, quase caio, minha roupa sai do lugar, minha calça fica baixando.

Momento favorito dos shows.
Natascha – A minha música preferida é “O Mundo Dá Voltas”. A gente gravou com a participação do Mika, que era dos Rebeldes. É uma música especial pra mim, porque amo a letra, a melodia e o rap que ele fez, que ficou incrível. Sou fã dele, tanto como artista quanto como pessoa. No show, dividimos o palco e, como ele é ator, fazemos uma ceninha baseada na letra da música. Não sou atriz, mas acabo aprendendo com ele, graças a essa troca. Acabo descobrindo algo que não sabia que tinha em mim, que é essa atuação, essa coisa da cena apaixonada. Cantar essa música é um momento incrível pra mim!
Jeniffer – A que eu mais gosto de cantar é “Acenda a Luz”. É também o xodó dos fãs. Todo mundo canta muito forte e eu sempre, sempre, sempre me emociono. Não teve um show ainda em que eu não tenha me emocionado. Em alguns, não consigo cantar uma parte da música, por causa da emoção.

Sobre a dieta da Bruna.
Natascha – A Bruna quer emagrecer, e eu fiz aquela dieta em que perdi bastante peso em pouco tempo. Falei que podia fazê-la perder três quilos em uma semana e ela não acreditou. (risos) Aí fico a torturando, tadinha! ‘Você não pode comer isso, não pode comer aquilo’. E ela fica pensando no pão de queijo que vai ter no camarim. (risos) Mas ela é muito magrinha, nem precisa emagrecer. Só que eu sou assim: se falar que vou fazer um negócio, vou fazer. Falei que vou fazê-la perder três quilos em uma semana, então vou fazer. Não a deixo comer! Proíbo! (risos)

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Rotina atual.
Jeniffer – Agora que o show está pronto, os ensaios são mais para manutenção. Os ensaios de coreografia, por exemplo, não são mais todos os dias. São duas ou três vezes na semana. Mas vamos à academia todo dia e temos aula de canto toda semana. Fora quando aparece TV, rádio… Agora, graças a Deus, está bem movimentado, então temos que levar tudo na bolsa: comida, roupa da academia, tudo, porque você não volta mais pra casa.

Relação com os fãs.
Carol – No momento, estamos nos afastando das nossas contas pessoais para concentrar no @GirlsOficial, por ordens superiores. (risos) A ideia é unir os fãs de cada uma, sem rivalidade, porque temos que mostrar que agora somos um grupo, que as cinco são uma só. Mas, respondendo à sua pergunta, falamos sempre com os fãs. Fazemos chats e eles ajudam a gente a subir as hashtags sempre que pedimos. Desde o início do programa, já tinha um grupo no Facebook, o “Fábrica de Estrelas”, e a gente participava dele. Tinha gente que torcia por mim, outros que não… (risos) Isso começou lá e não deixamos de falar com eles só porque ficamos famosas. Temos um carinho imenso.
Natascha – Quando estamos perto das pessoas que estamos acostumados, temos para onde correr quando acontece alguma coisa. Longe, não. Então, o fã se torna esse apoio que você não tem, pelo menos para mim. Às vezes estou triste, mas recebo um tweet, uma cartinha, uma mensagem em uma rede social, e isso significa a melhora do meu dia. É difícil largar tudo e correr atrás de um sonho. Tem muita gente boa que não consegue fazer sucesso e trilhar uma carreira como cantor. É difícil lutar por isso. As pessoas acham que é só glamour, que é só felicidade, mas é muito difícil. Por isso, os fãs são tudo. Faço questão de saber quem são, quais os nomes, porque gostam tanto. Claro que é difícil saber de todo mundo, mas se tenho tempo para conversar, faço questão de fazer isso, porque eles fazem por mim. É uma troca.
Ani – O que mais me chama atenção é essa entrega, esse carinho. Se eles soubessem como eu sou em casa, de chinelão… O engraçado é que eu era assim. Não chegava a esse ponto de fazer uma tatuagem, porque era bem pequenininha. Fico impressionada, mas eles podem ter certeza que esse amor todo vai ser devolvido. É devolvido todo santo dia. A gente faz um trabalho por amor, mas continua porque tem eles apoiando. De que adianta fazer um trabalho com todo amor e todo carinho, e ninguém ouvir?

Fãs seguidores em São Paulo.
Ani – Sim, aqueles mesmos, que a gente já sabe até o nome. Juro que nunca imaginei que isso aconteceria. Eu fico besta. Eles dão presentes… Me deram uma pulseira linda, pela qual me apaixonei. Uso todo dia. Até maquiagem dão para a gente. É um carinho como se a gente fosse melhores amigos.

Críticas.
Jennifer – Tem gente que me odiava e hoje é meu amigo. Uma vez eu vi a Bruna Marquezine falando que brasileiro é um pouco de tudo: figurinista, professor de canto… Palpitam em tudo. Os fãs se sentem no direito de cobrar que o artista faça exatamente o que ele quer. Agora já acostumei. Tento filtrar as críticas e o que é superficial.
Bruna – Eu gosto, sim, de ler sempre os comentários na Internet, mas sem ficar louca com isso. Se você focar muito no que as pessoas dizem, você vai pirar. Às vezes a visão dos fãs é diferente da nossa. Há coisas que eles não gostam por ser novas, e daqui a dois meses vão achar legal. Acontece muitas vezes…

Escolha de “Acenda a Luz” como single: resposta ao pedido dos fãs ou coincidência?
Natascha – Eu acredito que foi coincidência, porque “Acenda a Luz” mostra muito da nossa qualidade vocal. Mostra que foram escolhidas meninas que cantam bem, e não porque são bonitinhas, fofinhas ou qualquer outra coisa. Essa música é difícil de cantar, e também é muito bonita. Acho que foi mais ou menos esses o motivo pelo qual ela foi escolhida.

Cobrança.
Jeniffer – Eu acho que as pessoas esperavam bastante de mim, sim. Até minha família e meus amigos, por saberem que me preparo para isso desde os cinco anos de idade. Era a oportunidade da minha vida. Rolava uma pressão muito grande, mas era para o meu bem. Todo mundo não via a hora disso tudo acontecer, assim como eu.
Ouvindo você falar, a impressão é que você se cobra muito.
Jeniffer – Eu sou! Leonina é muito perfeccionista, né? Eu sou extremamente perfeccionista, tanto que só aprendi a me assistir durante o programa. Nunca gostei de me assistir, de me ouvir, em absolutamente nada. Eu sempre via e achava que podia fazer melhor. Até hoje me cobro muito. No programa, por exemplo, eu tinha um medinho, mesmo sabendo que estava preparada. Já levei muito não, muita pancada na cara. Estava sempre preparada para se não desse certo. Vim mais na humildade. Estava totalmente insegura.
Você não conseguia ver que já estava dentro, que era a favorita?
Jeniffer – Não. Juro pra você que não. Sabe por quê? Vou te explicar. O sonho da minha vida era fazer a Nala de “O Rei Leão”. Todo mundo falava “quando o musical vier para o Brasil, você vai ser a Nala”. Só que, nas audições do ano passado, passei por nove fases, fui para a final, e escolheram uma menina apenas pelo fato de ser mais alta. A menina não era atriz, não dançava e cantava num barzinho. Não era uma coisa do tipo “ela canta mil vezes melhor, tudo bem”. Era uma coisa que ninguém entendeu o porquê. Fiquei muito desconsolada, tão mal que cheguei a pensar que outras coisas poderia fazer na minha vida. Entrei no programa assim – totalmente insegura, muito chateada, porque não entendia porque a Nala não tinha acontecido pra mim. Hoje, entendo: estavam preparando algo melhor para mim.

Figurinos.
Bruna – (Quem escolhe) É a produção. A gente tem toda uma produção. Agora quem está vestindo a gente é a Bruna, e também a Paulinha Peixoto.
E a roupa do pocket show, que foi superelogiada?
Bruna – Exatamente! Foi a Bruna! Um beijo, Bruna! (risos)

Jeniffer sobre a relação com os amigos e a família.
São as pessoas que estão comigo desde o começo. É uma outra energia, né? Essa coisa de você trabalhar com muita gente às vezes te deixa meio carregado, porque você fica cercado, mas longe da família e dos amigos. Sempre gosto de encontra-los para renovar minhas energias. Minha família e meu namorado sempre vão aos shows também. Meu namorado fica ‘amor, você viu o que saiu?’. Ele é quase meu assessor. Participa muito! Eu achei que ele não gostaria muito da ideia por não ser da profissão, mas ele super me apoia. Meus pais também. Sempre que eles podem ir nos programas de TV e de rádio, eles vão para a plateia. Minha família inteira me acompanha sempre.

Ani sobre Miley Cyrus.
Eu gostava quando eu era teen. Gostei até acabar “Hannah Montana”. Meu negócio era aquilo mesmo – o teen. Continuo ouvindo as mesmas músicas de antes. Tenho “Hannah Montana” no meu celular.

Ani fazendo fofoca.
Vou contar um segredo da Natascha… Com aquela carinha de anjo, ela adora o Projota! Ela falou? Ela fica cantando aquilo o dia inteiro! (risos)

[Dica da semana] Ocupar-se

Você já deve ter notado que estou me abstendo de dar dicas sobre cinema, música, televisão, literatura ou teatro. É porque não tenho consumido nada disso, já que estou focadíssimo, em regime militar, nos estudos para o concurso que vou prestar. Tenho extraído minhas dicas do meu estilo de vida atual e das poucas conversas com os amigos que me procuram. Sinto falta de me dedicar mais à absorção artística, mas não reclamo. Cada fase é uma fase. Na atual, estou EXTREMAMENTE ocupado. E quero que você se ocupe também.

Não precisa ser igual a mim, que só trabalha e estuda, estuda e trabalha, estuda trabalha estuda, trabalha estuda trabalha. As variações têm sido essas haha Mas ocupe-se! Ocupe seu dia, ocupe sua mente. Invista em você mesmo, dedique tempo ao seu desenvolvimento como ser humano. Converse, sim. Saia com os amigos, sim. Veja filmes, sim. Ouça música. Vá jogar futebol. Vá ao salão de beleza. Ocupe-se. Faça o que gosta, ou o que precisa fazer. Não deixe-se cair no ócio. Como diria o filósofo, “you better work bitch”.

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Quem está ocupado não tem tempo para um monte de coisa que não presta! Não há espaço para depressão, para fofoca, para veneno, para angústia, para inveja, para ______ (insira aqui algo negativo). E não há espaço mesmo. Refiro-me às horas do dia. Quando você vê, seu dia acabou e é hora de se preparar para o seguinte. Sabia que em alguns asilos há uma coisa chamada terapia ocupacional? Trata-se justamente disso: atividades para ocupar a cabeça dos idosos, que tendem a ficar deprimidos longe da família e sem nada para fazer. Busque a sua terapia ocupacional. Você vai ver o resultado.

Separe horas diárias para ler aquele livro que você não abriu até hoje, para ir à academia (ainda vai ganhar um corpão!), para aprender receitas de culinária, para fazer aulas, para limpar a casa, para jogar videogame (se você for desse tipo…), enfim. Você certamente encontrará a atividade ideal para ocupar suas horas do dia. A vida é curta. Por que perdê-la entediado?

Entrevista Exclusiva: Girls contam tudo sobre os primeiros passos da girlband e revelam sua opinião sobre Miley Cyrus e Britney Spears

Ani Monjardim, Bruna Rocha, Caroline Ferreira, Jeniffer Nascimento e Natascha Piva têm personalidades e trajetórias muito específicas, mas se encontraram no grupo Girls. Selecionadas por um reality show, elas criaram um vínculo muito próximo com os fãs, e agora trabalharam para corresponder às expectativas. Com o single “Acenda a Luz” nas rádios, o álbum nas lojas e a turnê na estrada, elas estão divulgando massivamente o trabalho, encabeçado pelo produtor Rick Bonadio (Rouge, Manu Gavassi).

Foi durante essa maratona que elas conversaram com o POPLine por telefone, em uma entrevista que rendeu duas horas de gravação. Falamos sobre tudo: o desenvolvimento do álbum, o encontro com a Luciana Andrade do Rouge, as críticas pesadas que recebem na Internet, e a aposta em um trabalho tão diferente do que está bombando nas rádios brasileiras atualmente.

Para conhecer ainda mais as cinco cantoras, propomos uma brincadeira. Jogamos alguns assuntos no ar para saber a opinião delas e as meninas foram extremamente sinceras! O grupo falou francamente sobre Miley Cyrus, Britney Spears e muito mais. Você não vai ler nada disso em outro lugar.

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Vocês foram escolhidas em um programa de TV e gravaram músicas que já estavam previamente desenvolvidas. O quanto de vocês é possível imprimir nesse trabalho que estão fazendo?
Carol – É, as músicas já estavam todas prontas, mas foram uma surpresa para gente. Imaginávamos que seria até uma coisa mais infantil, mais Rouge, e não é. Conseguimos colocar a personalidade de cada uma, que foi bem especificada no programa.
Jeniffer – Na verdade, eu consegui colocar muito de mim nesse projeto. É algo que sempre quis participar: um projeto de música pop, com referências internacionais. Eu até já tinha sido apresentada para outros produtores, mas eles diziam que não havia muito mercado para eu cantar músicas internacionais, que isso não fazia sucesso no Brasil. Como eu sempre fiz teatro musical, me emprestava para os personagens, totalmente dirigida, até mesmo com direção vocal. Com nosso CD, descobri a minha voz, como é a Jeniffer cantora.

Na hora de gravar, como era decidido quem ia cantar quais partes das músicas?
Carol – A gente decidia tudo na hora. Ficava todo mundo em volta de uma mesa, com a letra, e víamos quem encaixava melhor. Eu, por exemplo, faço os raps. A Bruna e a Naty fazem as músicas mais românticas, a Ani fala umas frases em inglês, uma coisa mais sensual… Foi tudo decidido na hora.
Vocês participaram dessa escolha então?
Carol – Participamos.
Natascha – Na verdade, os vocais de cada música foram decididos pelo Rick [Bonadio, produtor]. Então tinha partes que uma queria cantar e não cantou, por exemplo. Mas ele tem uma visão que é melhor do que a nossa, porque está há muitos anos nisso e sabe reconhecer onde nossa voz se encaixa de uma forma mais precisa. Ele nos dava as partes que achava que encaixa melhor com a nossa personalidade e com a nossa voz. A gente acredita nele.

A Luciana Andrade, ex-integrante do Rouge, estava gravando o EP solo dela no mesmo estúdio em que vocês gravaram o CD do grupo. Como ela já trilhou todo esse caminho pelo qual vocês estão passando, rolou algum conselho?
Natascha – A gente atacava ela nos corredores para perguntar como é isso tudo, como funciona, como ela lidou com a pressão do dia-a-dia. Ela sempre foi muito receptiva.
Bruna – Eu já admirava muito a Luciana, antes de conhecê-la. Depois, passei a admirar mais ainda, porque ela tem um coração enorme. Ela deu várias dicas, e chamou sim a gente pra conversar. Poxa, ninguém melhor do que elas do Rouge para dar uma dica pra gente, né?
Jeniffer – Com certeza, ela já passou por tudo que a gente está passando. Eu, inclusive, reencontrei a Luciana, porque gravei o comercial da sandália do Rouge quando tinha nove anos. Ela deu vários conselhos. Disse que somos um grupo, e temos que ficar unidas, porque não adianta pensar individualmente. Ela disse também que o que uma faz, todas têm que fazer, em termos de dedicação e profissionalismo.
Ani – Ela é um amor! Na época do reality show, ela disse que não poderia dar conselhos, porque querendo ou não ela abandonou o Rouge. Mas conversou bastante com as vencedoras, depois que ganhamos. Eu, por exemplo, vivo muito intensamente o agora. É difícil eu pensar no depois, e achava que isso era um problema. Ela me ensinou que isso não é errado, e me mostrou que viver tudo intensamente te ajuda muito no futuro. Então não me culpo mais.

Aproveitando que citei o Rouge, quais as outras referências de girlbands para vocês?
Carol – O Rouge é a que a mais falamos, porque imitávamos elas quando éramos crianças. Eu era a Karin… Brinco que quando estava de cabelo liso eu era a Aline, e quando estava de cabelo enrolado era a Karin. A gente até sofre algumas comparações com elas, mas se conseguirmos ter pelo menos um pouco do sucesso que elas tiveram vai ser uma realização. Além delas, também gostava das Spice Girs e do Destiny’s Child.
Bruna – Eu gosto muito do Little Mix, porque tem uma história parecida com a nossa, já que também saiu de um reality show, o “X-Factor”. Também gosto do Fifth Harmony, da temporada passada. E boyband… eu amo o One Direction! Sei que você está perguntando de girlband, mas eu amo eles. (risos)
Natascha – Eu gosto de escutar o Destiny’s Child. Dos novos, eu gosto das músicas e do jeito que o Little Mix se veste. Acho bem interessante. Na infância, ouvia as Spice Girls e me identificava mais com a Victoria [Beckham] e com a Ginger [Geri Halliwell]. E, claro, o Rouge, que eu tinha até um grupo cover na escola. Eu era a Patrícia no meu grupo! (risos)
Ani – Minha infância e adolescência, depois do Rouge, foi só “Hannah Montana”. Não prestava muita atenção nas outras coisas. Gostava dos hits das Pussycat Dolls, mas a gente sabe que a Nicole [Scherzinger] já era meio que solo ali, né? Hoje em dia, não escuto muito, mas admiro o Little Mix. Elas são supertalentosas. A voz de cada uma é brilhante. Quando começamos a fazer a cappella, demos uma pesquisada e o Litte Mix foi um ponto muito forte. A gente viu como elas se olhavam e interagiam para fazer a cappella. Elas são uma ótima referência.
Jeniffer – Eu sou novinha, mas eu amava as Spice Girls. Também gostava muito das Pussycat Dolls, que era uma girlband com mais atitude, mais sexy. Eu gosto muito das novas também – o Fifth Harmony, o Little Mix. As acho bem legais. Mas as principais eram as Spice e as Pussycat.
E as Destiny’s Child [Jeniffer é fã declarada da Beyoncé]?
Jeniffer – Gente, pelo amor de Deus! Elas sem dúvida, né? É que elas eram trio, então fico um pouco confusa! (risos) Eu comecei a acompanhar as Destiny’s quando elas eram um trio já. Tenho todos os DVDs. É que, pra mim, o Destiny’s Child se resumia em Beyoncé, né? Eu ficava olhando para copiá-la. Eu adoro! Cantava as músicas. Ficava na frente da TV cantando “Survivor”, “Emotion”…

Vocês moram juntas em São Paulo, não é? Tá pior que um casamento isso: trabalham e dormem juntas. 24 horas coladas. Já rolou a primeira briga?
Jeniffer – TPM tudo junto!
Ani – TPM! Uma fica estressada e acaba dando um coice, mas a gente entende. Só tem mulher e a gente sabe que mulher não é muito certa da cabeça. (risos) Principalmente eu, que sou pirada naturalmente. Imagina de TPM. Estamos aprendendo a respeitar o espaço de cada uma. O legal é que divido quarto com a Carol e ela é tão, tão, tão calma! A gente se encaixa muito bem. Não sei se as outras me entenderiam tanto. Dou graças a Deus que a Carol me entende, porque não é todo mundo que entende.
Natascha – Ah, sempre tem uma coisinha ou outra, mas acho que é normal. A gente discute com a família, com o namorado, com alguém do trabalho, é normal isso no dia-a-dia. Conviver é uma coisa muito difícil. Relações são muito delicadas. A gente entende que, na banda, nós temos personalidades completamente diferentes.
Jeniffer – A gente aprendeu bastante a se respeitar. Meu medo era brigar pelo banheiro, porque imagina três mulheres para um banheiro só. Mas deu tudo certo. A gente se acerta super bem nessa questão. No começo, os estranhamentos vinham mais por causa das entrevistas. Todas afobadas, querendo falar tudo, e às vezes rolava um ‘ah, você podia ter falado isso!’. Mas nada de superbriga. Isso não tem não.

Agora, uma brincadeira. Quero que cada uma defina as outras integrantes com uma única palavra. Vamos lá?
Natascha – Uma palavra é difícil, porque eu falo muito! (risos) A Ani é maluca, a Bruna é amiga, a Carol é batalhadora e a Jeniffer é talento.
Carol – Naty é guerreira, porque briga pelos pensamentos e ideias dela nas reuniões. A Jeniffer é determinada, a Ani é a energia, e a Bruna é… ai, Bruna, me ajuda! (risos) A Bruna também é muito determinada, mas vou dizer brilho. Ela surpreende muito no show.
Bruna – A Carol é muito humana, porque olho nos olhos dela e vejo uma verdade, sabe? A Natascha é muito determinada, uma das pessoas mais determinadas que já conheci em toda a minha vida. A Jeniffer é muito madura, porque a vida fez com que ela fosse assim, começando a trabalhar no mundo artístico muito pequena. Ela é muito pé no chão. E a Ani é a Ani! Ela é mesmo a energia do grupo.
Jeniffer – Eu diria que a Ani é 220 volts, mas o engraçado é que em casa ela é outra pessoa. Acho que a bateria descarrega. A Carol é esforçada e dedicada, por nunca ter feito nada nesse ritmo. Ela corre muito atrás para acompanhar. A Bruna é muito engraçada. Dou muita risada com ela. É aquela amiga legal que todo mundo quer ter, sabe? E a Natascha é demais. Ela canta muito. Tem uma voz incrível. Eu estudei muito para cantar. O dela é dom, nasceu com isso. E ela também é muito focada, e extremamente dedicada.
Ani – Jeniffer é a artista, porque ela tem só 20 anos e começou a trabalhar no mundo artístico com cinco. Ela é quem tem mais experiência, e sempre que tenho alguma dúvida recorro a ela. Nesta fase que estou aprendendo, ela me ajuda muito. A Natascha é democrática. Ela que divide quem vai falar o que, quem vai cantar o que nas vinhetas. A gente sabe que ela é justa! A Bruna… acho que ela está no mesmo nível que eu, mesmo já tendo trabalhado com música antes e eu não. Artisticamente, estamos na mesma vibe, aprendendo. O que posso dizer? Ela é engraçadinha, sabe? Tem coisas que só a Bruna te proporciona. Ela solta umas coisas que você fica rindo três horas. A Carol é minha irmãzinha. Já até viajou comigo para visitar minha irmã e meus sobrinhos. Ela virou uma irmã mesmo. Na verdade, todas somos. Mas como moro com a Carol, sei mais dela. Na hora de dormir, rolam aqueles desabafos, e a outra que está no outro apartamento não ouve.

Vocês logo começaram a fazer shows, que devia ser o momento mais esperado. Como é esse sensação?
Natascha – Cada show é diferente. A gente sempre fica muito nervosa, porque vive pra isso. O show acaba sendo onde toda a preparação se desenvolve. É onde você vai mostrar tudo que treinou, que se esforçou, que se dedicou para ter aquele momento com o fã. Todos os shows são muito especiais. Sempre dá aquele frio na barriga. É sempre muito emocionante. No palco, eu não consigo pensar em mais nada: se há algum problema, se estou muito cansada, se estou com saudade de alguém, se estou triste… Quando estou no palco, vivo aquilo intensamente.
Jeniffer – Pra mim, o meu lugar é o palco. Gosto de TV também, mas nada é como o palco. O que eu já gostava nos musicais se aflorou como cantora. Você consegue ver a mudança que você causa nas pessoas através da música. Você canta, e vê todo mundo pulando, chorando com você. Poder tocar as pessoas é algo que não tem preço. É a melhor parte dessa profissão.

Ani parece a mais espontânea nos shows. Já pagou algum mico por causa disso?
Ani – No último show, paguei um micasso. Teve participação do Mika [Micael Borges, ex-Rebeldes] e, enquanto ele cantava com a Natascha, fiquei zoando com os fãs, dizendo ‘ui, vai pegar, vai pegar!’. Depois do show, vieram me falar que a mulher dele, grávida, estava do lado do palco. (risos) Minha cara foi no chão! (risos) Cara, não é nada de verdade, mas não sei se ela entende isso. Até eu fico rindo de mim agora.

Qual música que vocês mais gostam de cantar nos shows? Ou aquela que os fãs mais vibram…
Bruna – Os fãs se emocionam muito junto com a gente em “Acenda a Luz”, porque passa uma energia que é inacreditável. E eles tentam fazer várias surpresas. No último show, quando cantamos essa, todos ligaram as luzes dos celulares… É muito bonito ver isso. E tem também “Monkey See Monkey Do”, que todo mundo conhece e sabe a coreografia. Aliás, os fãs sabem todas as coreografias. Se você for no show, você vai ver todo mundo dançando junto com a gente. É muito engraçado.

Vocês sempre fazem questão de falar que cantam e dançam ao vivo nos shows. Como que é a rotina de preparo para ter resistência para as apresentações?
Jeniffer – Eu estava um pouco acostumada com isso por causa dos musicais. Nas peças, a gente tem que dançar, cantar e atuar ao mesmo tempo. Em “Hairspray”, que foi o mais difícil, a gente tinha que correr na esteira cantando. Era tudo assim. Então, eu estava preparada para o que ia vir com a girlband. Mas é cansativo, óbvio. Nos musicais, ensaiávamos de oito a dez horas por dia. Aqui, eram doze horas dedicadas a isso. Foi bem exaustivo, mas não conseguiríamos fazer metade do show que estamos fazendo se não tivéssemos passado por isso.
Bruna – Eu nunca dancei na minha vida. Comecei agora, e estou sofrendo bastante com isso. A gente ensaia com a Paulinha Peixoto, que é a nossa coreógrafa. Agora está bem mais tranquilo, porque já pegamos as coreografias, mas no início íamos para a academia e depois para o estúdio para ensaiar com a banda todo dia. Agora, só vamos à academia todos os dias e eu, no caso, estou de dieta, regulando a minha alimentação.
Academia todo dia?
Bruna – É, todo dia. Depois daqui, vou para o spinning. Chega de sedentarismo!
E você gosta ou é um sofrimento?
Bruna – É um sofrimento. Estou me acostumando, porque sempre fui muito sedentária. Está sendo difícil pra mim. Mas a Natascha, por já ter feito dieta e tudo mais, está me ajudando muito. Todo dia, ela monta um cronograma com tudo o que vou comer. Por exemplo, de manhã: iogurte com granola, só. Só que às vezes é muito difícil, porque no camarim tem um monte de coisa gostosa, e eu estou com minha janta guardada na bolsa. Eu falo ‘Meu Deus do céu! Como que não vou comer isso?’ É muito difícil, porque adoro junk food, mas estou me sentindo muito mais disposta e muito mais bonita depois de ter começado essa vida mais saudável.

Eu sei que vocês estão sempre no Twitter, no Facebook, no Instagram, e tem uma relação bem próxima com os fãs. Falem um pouquinho sobre isso.
Natascha – A coisa mais legal que aconteceu, pelo menos pra mim, é isso dos fãs. As pessoas assistiam ao programa, conheciam sua história, como você é, e iam se identificando e se apaixonando. Como a gente não tinha nem ganhado o programa ainda, criamos essa proximidade com eles. Eu entro no grupo “Fábrica de Estrelas” (no Facebook) e olho tudo! Quando gosto, curto os comentários. Quando não gosto, fico quieta e só leio. Os fãs são muito importantes, porque estou longe de casa, da minha família, dos meus amigos…

Mas os fãs, por quererem o melhor para vocês, também são muito críticos. Dão palpite na roupa, no cabelo, na maquiagem, em tudo. Já ficaram chateadas com algum comentário?
Jeniffer – Aquele grupo do Facebook é babado! No começo, eu ficava muito abalada com as coisas que lia. As pessoas falam que tive um certo destaque no programa, então me criticavam de graça. Eu ficava muito triste. Eu cheguei a adicionar várias pessoas para convencê-las de que eu não era chata! (risos) Juro por Deus! Eu era neurótica nesse ponto
Ani – Eles criticam muito! (risos) Vou ser bem sincera. Não leio mais as críticas. Leio alguns comentários do que acho construtivo – a questão da minha presença de palco, do meu jeito de falar, de agir… Mas quando é questão de cabelo, de roupa, de maquiagem, eu não levo em conta. Não é a gente que escolhe nada disso. Só fazemos nossa maquiagem quando é rádio. Então, não leio mais esse tipo de crítica porque magoa. A gente veste uma roupa e pensa ‘vou fazer o meu melhor’, mas no outro dia você lê ‘de que adianta estar dançando e cantando, mas com aquela roupa?’. É uma coisa que magoa, e não acho que vale a pena ler isso.
Jeniffer – Se eles soubessem o quanto dói algumas coisas que escrevem… A pessoa escreve e nunca mais vê, né? Mas a gente fica marcada.
Bruna – Eles têm mesmo que impor a opinião deles. Quem realmente se importa com a gente vai dizer o que está errado e o que está certo. Estamos aqui para melhorar cada vez mais, e satisfazer o gosto deles. O trabalho é voltado para eles. Mas também há pessoas maldosas, e tentamos diferenciar bem isso. Rolam algumas coisas que eu não gosto. Quando saiu o clipe de “Acenda a Luz”, ficaram me comparando com a Joelma. Nada contra ela, mas se eu for ligar para isso, eu vou chorar. Eles falam de um jeito pejorativo…
E em “Monkey See Monkey Do” te comparam com a Taylor Swift!
Bruna – Pra você ver como eles são! Em um sou a Taylor Swift e no outro a Joelma. (risos) Da Taylor Swift, eu gosto bastante. Estava legal até então… (risos)

O tempo de vocês é muito corrido! Vocês têm que dar atenção aos fãs, ensaiar, ir à academia, fazer show, ir a programas de TV e de rádio, dar entrevistas… Ufa! Quando rola folga, o que gostam de fazer?
Natascha – Nas folgas, eu durmo ou ligo o Skype para ver minha mãe, minha família, e conversar um pouco. De vez em quando, quase de vez em nunca, eu e a Bruna vamos para uma baladinha. O que a gente mais faz de lazer é encontrar os conhecidos, tocar violão…
Ani – Quando tenho uns três dias de folga vou para casa em Vitória, visitar minha mãe. Mas isso só aconteceu uma vez até agora (risos). Mas fiz uns amigos em São Paulo… às vezes encontro a Manu [Gavassi] e a gente faz alguma coisa. Não sou muito de balada. Sou mais de sair para comer, ir a algum lugar que toca música… Ou durmo. Quando dá, juntamos as cinco e vamos a algum lugar. Querendo ou não, somos uma família agora, então é legal passar um tempo juntas fazendo algo legal, sem pensar em trabalho. Assim, a gente se conhece melhor e o trabalho fui melhor também.
Carol – A primeira coisa que eu faço é ir ao Rio, para matar a saudade da família, dos amigos e do namorado. Mas a gente também vai ao Parque do Ibirapuera, marca de ir para o Hopi Hari, tem um monte de coisas meio assim.
Jeniffer – Sempre fui muito gandaieira, hiperativa. Não conseguia passar um dia inteiro em casa. Mas ultimamente ando tão cansada que trago o lazer até mim. Nas horas vagas, vou para casa e chamo meu namorado para lá, porque tenho que dividir as atenções entre os pais e o namorado. Minha prima, meus amigos vão todos lá para casa. Tento administrar para ver todo mundo.
Bruna – Eu também sempre volto pra casa. Minha mãe sente muito a minha falta, porque sempre morei com ela e com meu pai. Fico com as meninas aqui em São Paulo, porque não tem como voltar para casa todo dia, em Santo André, com esses horários muito loucos. E, quando não estou lá, é isso aí mesmo… Ibirapuera, e também shopping, porque moramos do lado de um.
Não fala o shopping, senão os fãs vão pra lá!
Bruna – Não vou falar! (risos) Mas já estão descobrindo… Toda vez que vamos ao shopping, pedem pra tirar uma foto. Ontem mesmo, eu estava sem maquiagem, de cabelo molhado, toda molambenta, e tinha que ir à farmácia, então coloquei o óculos. Mesmo assim, chegou alguém e disse ‘Você é a Bruna?’. Fiquei tão feliz que alguém me reconheceu no dia em que eu estava toda molambenta! (risos)

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Vocês dão muitas entrevistas todos os dias. Qual a pergunta que não aguentam mais responder?
Jeniffer – “Como que vocês lidam com a comparação com o Rouge?” Essa é a mais frequente. A outra é “Como foi cantar pela primeira vez no Z Festival?”. A gente até já dividiu mais ou menos: ‘essa pergunta você responde, essa você fala…’

Antes de terminar, quero saber o que vocês pensam sobre alguns assuntos do mundo pop. O primeiro é Miley Cyrus, que está nessa reviravolta na carreira. O que vocês acham disso?
Ani – Eu ouvi o CD dela. A Manu comprou e eu ouvi com ela no carro. Ela está cantando muito mais, mostrando muito mais a voz, dando uns agudos que você nem sabia que ela tinha. Na minha opinião, o estilo de música continua o mesmo da carreira solo dela, sem ser aquilo da “Hannah Montana”. É a mesma vibe. A única coisa que mudou foi a apresentação dela. E o que eu acho disso? Acho que está muito vulgar para o que ela fazia. Mas se ela se sente bem assim, e não estão impondo isso a ela, que ela seja feliz. Eu não faria, mas se ela está feliz… amém, Deus a abençoe!
Bruna – Olha, é meio difícil saber o que achar da Miley Cyrus ultimamente. Do dia pra noite, ela decidiu mudar radicalmente. Eu sempre a amei, e assistia a todos os episódios de “Hannah Montana”. Eu era muito, muito fã! Agora, eu ainda gosto das músicas, mas não sei o que dizer… Parece que não é ela. Ou ela não foi ela todo esse tempo, ou ela agora não é mais ela e está meio doida. Quando ela cortou o cabelo, quase chorei. Ela tinha aquele cabelão lindo de “Party in the USA”, que eu queria pra mim, e cortou. ‘Meu Deus, cadê o cabelo da Miley?’ Mas ela falou que doou para crianças com câncer, algo assim, então foi uma atitude de bom coração. Só que no VMA… eu não acreditei! Ela já entrou com aquela linguona pra fora e aquele dedo de baseball… Meu Deus do céu! Eu realmente, para ser bem sincera, me decepcionei um pouco, mas ainda gosto muito das músicas e escuto muito. Ouvi o CD novo e gostei demais. Ela amadureceu muito musicalmente.
Carol – Na minha opinião, ela quer mudar mesmo, porque o público dela era muito infantil. Conforme ela cresceu, ela quis que o público fosse mais velho. Mas foi bem louca mesmo essa reviravolta, né? Eu vi a apresentação dela no VMA e ela estava bem loucona. Eu acho engraçado. No visual também, ela mudou pra caramba. Tem gente que diz que ela quer ser igual à Pink, mas eu respeito.
Natascha – Eu nunca fui muito fã da Miley Cyrus, para ser bem sincera. Não conhecia muito o trabalho dela. Eu acho que ela, de alguma forma, tenta exorcizar essa imagem infantil, conquistada no início da carreira na Disney. Ela quer atingir outros públicos e ser vista de outra forma. Para isso, optou pela maneira mais drástica, que é para não deixar dúvidas que não é mais a menininha fofinha da Disney. Eu não gosto muito dessa forma como ela se apresenta, principalmente aquela performance do VMA, mas gosto das músicas dela agora. Ela está fazendo umas músicas muito legais, mas não gosto dessa imagem. Só que é uma estratégia de marketing ótima, porque quem não conhecia dá um jeito de procurar o vídeo dela e de saber quem ela é. Ela tem horrores de visualizações na música nova! Então funciona. Se ela não se importa de ficar com essa imagem, eu acho que é válido. Ela deve estar vendendo bastante CDs.
Jeniffer – Eu gostava muito dela no começo. Adorava. Acho que agora ela está muito ousada, e assustou um pouco o público. Só que as pessoas tendem a rejeitar tudo que é novo, e depois se acostumam. Não sei de quem partiu essa ideia de ela mudar radicalmente – se foi da própria artista ou se foi da produção de marketing. Acho muito difícil julgar, agora que estou do outro lado. Do pouco que tenho visto, não sei dizer se é a Miley de sempre. Parece que não é ela, que não é a personalidade dela, e por isso as pessoas estranham tanto. Mas posso estar errada. Das músicas novas, gostei muito. Curto o timbre de voz dela. O que me assusta são as performances, com as danças proibidas para menores. O público dela era totalmente teen.

Outro assunto polêmico é a residência de 100 shows da Britney Spears em Las Vegas. Em 2014 e 2015, quem quiser ver a Britney vai que ir até lá e, para atrair a galera, ela está dizendo que vai cantar tudo ao vivo. Depois de tantos anos associada ao playback, será possível?
Ani – Ui! Não estava sabendo dessa temporada de shows. Vamos?
Jeniffer – Gente, que bafônica! Muito tempo! Quase um musical.
Carol – Primeiro, acho uma loucura ficar dois anos lá, porque ela tem fãs no mundo inteiro. E ao vivo? Se ela está dizendo, vamos ver. Ela tem essa questão complicada com o playback, mas eu vou pagar pra ver.
Bruna – Eu não sei. Se ela for dançar e cantar igual sempre faz, eu pago pra ver.
O empresário dela disse que o máximo que ela usaria seria uma base pré-gravada nas músicas em que dança muito.
Bruna – Ahhh, entendi. Espero realmente que ela consiga. Vai ser muito legal. Ela vai superar o preconceito que as pessoas têm com ela. As pessoas maldosas que não gostam do trabalho dela sempre partem logo para isso: ‘Ah, Britney Spears é playback!’ Os fãs dela, eu sei, ficam bravos. Espero que ela consiga. Todo mundo que se esforça e tem um foco na vida pode conseguir. Ela tem tudo para conseguir: dinheiro, toda uma estrutura em volta dela…
Natascha – (risos) Possível é. Só que é mais difícil dizer que vai ser afinado, que vai ser perfeito, ou que ela vai dançar com a mesma qualidade que dançava antigamente. Não sou fã da Britney Spears, mas não tenho nada contra. Gosto de algumas músicas, mas não acho que ela tem uma qualidade vocal. Ela vence em outros quesitos: dança pra caramba, tem um show incrível, uma superapresentação. Eu acho que cada artista dá certo por um motivo. Se ela pretende fazer o show dela ao vivo, ela provavelmente vai diminuir um pouco as coreografias. Mas vai ser incrível! Se ela cantar desafinado, não vai perder nenhum por causar disso. Vai ser legal Britney cantando ao vivo. Eu quero ver!
Jeniffer – (risos) Eu tenho um pouco de dúvidas, tenho que falar a verdade. Tomara que ela consiga, porque acho que a maior tristeza de um fã é chegar em um show e ver seu ídolo dublando. A maior decepção da minha vida foi o show da Jeniffer Lopez, que ela dançava incrivelmente, mas dava para ver que tudo era playback. Fiquei muito triste! Eu falava “ela faz vários filmes, canta legal, dança demais…” No show, pensei “ok, vamos tirar um item…”. No caso da Britney, ela faz umas danças que não são muito adaptadas para conciliar com o canto. Pelo menos, nos últimos shows. A Beyoncé dança e canta pra caramba, mas nas horas que ela mais dança não está cantando – geralmente é o momento do instrumental. A Britney não é tanto assim. A não ser que ela dê uma adaptada nas coreografias… Acho que é isso que ela vai fazer: dar uma seguradinha na dança, colocar vários bailarinos e tentar cantar.
Ani – Amém, finalmente. Glória a Deus. Com tantos anos de carreira e tanta preparação, a Britney Spears tem tudo para fazer um show que vale a pena, cantando. Eu que nunca trabalhei com isso faço um show inteiro cantando. Pensa bem. (risos) Ela tem tudo pra isso. É só ela querer e se esforçar. Claro que ninguém é perfeito. Eu desafio em show, todo mundo desafina… Não estou dizendo que meu show está zoado! (risos) Está lindo, maravilhoso! Mas ela tem tudo para fazer um show ao vivo maravilhoso, cantando, dançando, porque ela tem esse condicionamento. Espero do fundo do meu coração que fique muito bom, porque agora estou superafim de ir! Vou levar meu amigo, que é apaixonado.

Além da Britney, tem outros artistas que vão lançar álbuns até o fim do ano. Katy Perry, Lady Gaga, Avril Lavigne, Eminem, One Direction… Qual que vocês estão mais ansiosas para ouvir?
Jeniffer – E Beyoncé? Eu quero de Natal!
Foi adiado. Só 2014.
Jeniffer – Ai, mentira. Sério? Como assim? Ouvi na rádio que sairia no fim do ano. Vou ligar para reclamar. Gente, a mulher passa o intervalo entre as Copas do Mundo gravando o CD. Ela é maravilhosa! Então, se não tem ela, estou curiosa pela Lady Gaga. Ela é mega ousada. A acho muito freak, mas gosto muito. Ela é louca, mas segura a loucura dela. Faz altas coisas polêmicas, mas banca tudo. Quero muito ouvir.
Carol – Eu fico mais interessada pela Lady Gaga.
Bruna – Só pode escolher um? Eu quero Katy Perry, One Direction e Avril Lavigne. Eu e a Natascha ficamos dançando One Direction no carro. (risos) Gosto muito deles! Gosto mesmo.
Natascha – One Direction! Eu amo o One Direction. Acho-os incríveis. Eu me identifico porque eles também saíram de um reality show, apesar de não terem vencido. Eles são meninos que correram atrás do sonho exatamente como eu corri, e não se conheciam antes. Foram “formados” por um produtor, então me identifico muito. Gosto das músicas, amo os clipes, e acho que são muito audaciosos em tudo que fazem. Usam o humor, o charme, são bonitinhos, fazem dancinhas… Eu sou muito teen! Amo “Litte Things”. É a minha música preferida do último álbum.
Ani – Eu quero do Eminem! O acho maravilhoso. Amo a Lady Gaga, mas o Eminem… ele me impressiona. Não sei cantar nenhuma música, mas sabe quando você ouve a voz e sabe que é ele? Eu adoro o cara. Quando morava nos EUA [ela fez intercâmbio de um ano], só ouvia Eminem. Tive um namoradinho que era fã, por isso aprendi a gostar.

Meninas, e o shows que vão acontecer no Brasil, hein? Justin Bieber, Lana Del Rey, Laura Pausini, One Direction e Demi Lovato. Qual que vocês querem ver?
Ani – Hmmm, não tem da P!nk? Já estou ficando nervosa com ela! Eu adoro, adoro a presença de palco da Demi Lovato, muito, muito, muito. Mas o que eu devo ir é o da Lana Del Rey, porque minha prima e meu melhor amigo são apaixonados. Quero dar isso de presente para eles. Nunca dei nada, porque nunca tive dinheiro, então agora que vai entrar um dinheirinho…
Bruna – Demi Lovato! Ai, mas tem o Justin Bieber e o One Direction também… Fico dividida entre eles! (risos) Vou responder One Direction, mas penso bastante quando coloca para escolher entre eles e o Justin Bieber.
Natascha – Queria muito ir ao show do One Direction, mas esgotaram os ingressos! Também gostaria de ver a Lana Del Rey, porque curto algumas músicas dela e queria ver como é o show. Mas ah… e o Justin Bieber! Fico com One Direction e Justin Bieber. Tá bom. Vou na Lana Dey só se ganhar o ingresso… (risos)
Carol – Eu estou curiosa para ver um show do Justin.
Jeniffer – Eu gosto da Demi, e acho que é por quem estou mais ansiosa. Minha prima ama a Demi Lovato e acabou me fazendo gostar da mulher. Fora que ela canta muito. Aqueles agudos… Estou ansiosa para ver ao vivo, sim.

A última pergunta: o que ninguém imagina, mas vocês adoram ouvir?
Ani – O Eminem foi uma. Ninguém imaginaria, né? Gosto muito do cara, da história, da cara de pau.
Bruna – Eu adoro ouvir Beatles! E tem um cantor inglês chamado Jake Bugg, que tem um som mais orgânico que eu gosto muito. Talvez as pessoas até imaginem porque amo o John Mayer, e Jake Bugg lembra um pouquinho. Muito pouco… na verdade.
Carol – Não sei se as pessoas não imaginam, mas eu gosto muito de samba. Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Xande, Mumuzinho… Bem carioca!
Natascha – Ninguém olha pra mim e imagina que gosto de rap. Mas sou apaixonada por rap nacional. Amo Felipe Ret, Projota, e gosto muito também do Start, que tem uma música chamada “Jamais Serão”, com participação do Felipe Ret. De internacional, tem o Jay Z! Gosto muito das participações que ele faz. Ele mistura muita coisa, o pop com o hip-hop, e gosto muito.
Jeniffer – Música clássica. Musical tem muito de música clássica. Já fiz canto lírico e prestei vestibular para canto lírico, só que eram cinco vagas e fiquei em 12º lugar. Desde pequena, meu pai me fazia dormir com isso. Ele ama um pianista chamado Yanni, e cresci ouvindo esse cara. Sou apaixonada por ele. Ele fez show aqui no ano passado e fui assistir. Sempre que quero um minuto de paz na minha vida coloco o CD dele para tocar. Tenho todos.

Publicado no Portal POPLine
http://portalpopline.com.br/entrevista-exclusiva-girls-contam-tudo-sobre-os-primeiros-passos-da-girlband-e-revelam-sua-opiniao-sobre-miley-cyrus-e-britney-spears/

[Dica da semana] No Dia das Crianças, tente resgatar sua essência

A nossa personalidade é moldada, esculpida e aperfeiçoada ao longo da vida, mas nossa essência vem da infância. Ou a minha, ao menos. Tenho mania de falar por “nós” quando deveria falar por mim, apenas. Há algo que conecta este adulto que vos fala à criança de outrora – e não é só a carcaça, que sofreu vários danos no decorrer do trajeto. É algo lá dentro, que eu chamo de essência. É o Leonardo Torres em seu radical. Como todo mundo, adicionei prefixos e sufixos, os retirei, coloquei outros no lugar… me moldei, e também fui moldado. Mas há uma raiz, de onde brotou todo esse caule, algumas folhas, quiçá flores e, algum dia, virão frutos.

Só que a folha se distancia de sua raiz conforme o tronco aumenta, cresce. Ela ainda está ligada à sua origem, de algum jeito, porque é de lá que vem sua alimentação (a água e os sais minerais para a fotossíntese, lembra da aula de Biologia?), mas está… distante. E isso não me parece bom. Não dá para achar que se é mais sufixo do que radical, embora a gente acredite nisso volta e meia (estou falando por nós novamente…). Veja bem, não digo sobre esquecer-se de onde se veio, e sim sobre esquecer-se de quem você realmente é.

O Dia das Crianças é amanhã, e esse tema me veio à cabeça. Chiquititas, como você deve saber, foi um ícone fundamental da minha infância, e trago comigo até hoje muitos dos valores pregados pela trama. Havia uma música que dizia mais ou menos assim: “se encontrar sua chiquitita, não a deixe ir, porque é sua melhor partezinha para entender como se deve viver”. Chiquitita, para quem não sabe, é pequenina em espanhol. Em resumo, os versos dizem para que não nos esqueçamos da criança que fomos, porque ela nos ajuda a entender como encarar a vida. É o que venho tentando explicar há três parágrafos.

Não é sobre ser ingênuo ou infantilizado. Eu diria que é mais sobre não se permitir ser corrompido. Talvez corromper seja uma palavra de cunho muito negativo, mas está bem aplicada mesmo assim. Não me refiro apenas a questões éticas ou morais, mas não permitir que os outros, as circunstâncias, as derrotas e os problemas corrompam sua essência, ou seja, te afastem da sua raiz. Folha é o que aparece para os outros, mas é a última etapa de nossa formação. Se não estamos bem com nossa raiz, não adianta nada: as folhas murcham. E estamos na primavera, então vamos cuidar da planta que nos cabe.

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