Resenha: Hanson – The Anthem World Tour – Citibank Hall (+ 3 vídeos)

Pouco conhecia do Hanson quando fui assistir ao show da turnê “Anthem”, no sábado (20/7), no Citibank Hall, aqui no Rio de Janeiro. Como quase todo mundo que tem mais de 20 anos, cantei “MMMBop” nos anos 1990 e já tive “Save Me” como tema de um amor platônico. Lembro-me de ver pôsteres deles nas revistas, e de eles, ainda garotos, mandarem recado para o Disney Cruj direto da Disneylândia. E para por aí.

Natural, então, que eu me surpreenda com o show que vi. Não vou fingir que saí fã da apresentação, que durou quase duas horas, mas os caras são muito talentosos e me impressionaram positivamente. Eles têm uma energia muito boa e demonstram muito prazer em estar no palco. Sabem que o sucesso já passou, mas a turnê não soa como mera caça níqueis, como outras tantas que vemos por aí. Eles estão com um álbum novo – com uma proposta mais rock, lançado no mês passado – e estão excursionando com esse trabalho. Faz sentido.

Os irmãos contam com dois músicos extras para os shows: um tecladista e um baixista. Isaac se reveza entre violões e guitarras; Zac se dedica à bateria; e Taylor toma conta do piano – e do palco, de uma maneira geral. É o Hanson do meio que faz as vezes de animador, interagindo mais com o público, algo que parece fluir naturalmente. Quando o caçula tenta fazer o mesmo soa como um esforço. Carisma é dom, mas por que estou falando isso? Os três são talentosos.

No meio do show, há um momento em que cada um tem a chance de mostrar suas qualidades, sozinho no palco. Eles funcionam muito bem juntos, mas é legal ver que também conseguem conduzir a apresentação individualmente. Foi o solo do Taylor, justamente, que eu mais gostei. “Lost Without You” ficou muito bonita em voz e piano, ao vivo. É patético ter que dizer isso, mas atualmente vale: é tudo ao vivo, de verdade.

“Where Is the Love” e “In the City”, além de “MMMbop”, claro, são os momentos mais empolgantes. É inegável que o público está ali para ouvir as antigas, e eles sabem disso, o que não parece um problema. “Save Me” – a música que de fato me arrastou ao show – não entrou na setlist, mas eles a tocaram no fim da apresentação, a pedido do público. Diria que achei isso muito legal da parte deles, e de fato foi, mas o que eles pensaram quando decidiram deixar essa música de fora? Não faz o menor sentido. Que bom que voltaram atrás.

Não é difícil gostar deles, se você dá uma chance. Eles tocam bem, dominam os vocais, são simpáticos, generosos, e fazem um show com decência. Não é desagradável para quem não é fã. Havia muitos namorados de acompanhantes, e eles não pareciam estar entediados. Fiz questão de observar isso. Eu mesmo não fiquei entediado – só preocupado, quando terminaram o bis e não tinham cantado “Save Me”. Que bom que eles atenderam ao pedido do público. Espero que incluam a faixa na setlist dos próximos shows. Ainda é tempo.

OBS: Meu negócio é “Save Me”, assumidamente. Você tinha que ver a vontade com que cantei essa, a plenos pulmões.

Vídeos que gravei:



SETLIST – ANTHEM TOUR RIO DE JANEIRO

Fired Up

I’ve Got Soul

Where Is The Love

Scream and Be Free

Thinking Of You

And I Waited

Weird

Crazy Beautiful

Lost Without You

Deeper

Save Me From Myself

Juliet

Shout It Out

A Minute Without You

Thinking ‘Bout Somethin’

Penny and Me

Give a Little

Get The Girl Back

MMMbop

This Time Around

You Can’t Stop Us

In the City

Save Me

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