Pop nacional em inglês: Bernardo Falcone, Jullie e Filipe Guerra discutem a prática de gravar em outro idioma

Gravar em inglês é uma tendência cada vez mais forte para os artistas brasileiros, dispostos a conquistar o mercado internacional. Mas o assunto ainda é polêmico, principalmente no que se refere à música pop. Trabalhos como os da Wanessa, da Lorena Simpson e do P9, na língua inglesa, ainda podem ser chamados de “pop nacional”? Para responder essa questão, o POPLine conversou com o DJ e produtor Filipe Guerra, a cantora Jullie e o cantor e ator Bernardo Falcone.

Com o recém-lançado EP “Follow You” totalmente em inglês, Filipe Guerra defende a prática. “Isso é uma coisa que existe no mercado há 20 anos. Não é nem de agora. Todo mundo que faz música eletrônica sempre fez em inglês”, explicou. “Os italianos que fazem ‘dance music’, os romenos que fazem ‘dance music’, todos fazem em inglês, porque é uma linguagem mundial”.

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Bernardo Falcone concorda e também gravou seu primeiro álbum, ainda inédito, inteiramente em inglês. Para ele, é uma questão “estética”. Soa melhor aos seus ouvidos. “Combina com o pop, principalmente o eletrônico. Eu quero ouvir essas músicas nas pistas. Quero que todo mundo dance na noite”, explica. No single “Secret Place”, ele e Jullie fazem um dueto neste idioma. “Todo mundo fala ‘ai, pop em inglês, então não é pop nacional’. Mas todos os envolvidos são brasileiros, desde mim, que escrevo as letras, até o produtor. É cantado em inglês, mas é nacional. Tenho orgulho de ser brasileiro”, afirmou.

A parceira Jullie, no entanto, prefere gravar em português e foi o que fez no seu EP novo, chamado “Gasolina”. Mesmo assim, ela admite que às vezes as músicas soam melhores em inglês. “Para dançar na noite, ainda acho que existe um certo, não digo preconceito, mas uma resistência para a música em português. Mas isso está mudando. Se você chegar com um trabalho legal, acho que pode rolar também. Tanto em português quanto em inglês”, opinou.

Guerra também nota uma mudança no cenário musical. Para ele, as pessoas se atentam ao fato de brasileiros gravando em inglês justamente por causa da valorização internacional do país. O Brasil, afinal, está na moda. O português, por sua vez, já ganhou o mundo com Michel Teló e Gusttavo Lima. “E tem a Anitta agora. Meus amigos da Itália e de Nova York já conhecem suas músicas. Acredito que agora vai haver uma mudança”, apostou. “É que sempre tem que ter a primeira pessoa para dar a cara à tapa”.

Apesar disso, ele, assim como Falcone, não acha que as músicas são menos brasileiras por serem cantadas em inglês. O DJ garante que sempre insere elementos de sua nacionalidade em todos seus trabalhos. E não se privaria de fazer algo em português, como Jullie. Falcone também não. “As ideias vêm em inglês. Se viessem em português, abraçaria a oportunidade”, concluiu.

Por Leonardo Torres
Foto: Álvaro Velasquez
Postado no Portal POPLine
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