Resenha: Vanessa da Mata – Nivea Viva Tom Jobim – Praia de Ipanema

vanessa

O projeto “Nivea Viva Tom Jobim”, apresentado pela cantora Vanessa da Mata, chegou ao fim com uma apresentação na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, no sábado (9/6). Para quem não sabe, consistiu em shows gratuitos em seis capitais, com repertório do compositor que fez história no Brasil e no mundo. A apresentação do Rio, para fechar a turnê com chave de ouro, ganhou transmissão ao vivo pelo canal Multishow.

Certamente por causa da exibição na TV, o show começou pontualmente, o que é raro em solo nacional. Dessa vez, fui eu quem me atrasei e perdi a primeira meia hora do evento. Mas, com o que vi, que foi a maior parte, tive a impressão de que Vanessa da Mata foi decente em suas interpretações, deixando que sua voz servisse de escada para as composições, que eram a verdadeira atração daquele fim de tarde. Foi satisfatória.

Só que eu esperava algo mais que satisfatório. Para cultuar Tom Jobim, o show não deveria ser, no mínimo, brilhante? É claro que deveria. E não culpo Vanessa por minha decepção. Mas acredito que, apesar de toda sua competência, a missão era maior do que ela – ou do que qualquer um. Quando Caetano Veloso subiu no palco para participar de “Chega de Saudade” e cantar “Se Todos Fossem Iguais a Você”, tive a impressão do que a Nivea poderia ter feito diferente.

Talvez seria mais enriquecedor se, em vez de uma grande cantora, o show houvesse reunido vários artistas – de preferência, aqueles que conviveram com um dos principais ícones da bossa nova. Imagina que beleza seria se aquele palco tivesse recebido Miúcha, Gal Costa, João Gilberto, João Donato, Toquinho? Line-up dos sonhos, eu sei. Chega a ser utópica.

Obviamente, o custo seria muito mais alto e possivelmente inviabilizaria o projeto. Mas, mesmo assim, a organização poderia ter convocado outros artistas contemporâneos ao poeta, como é o caso da Vanessa da Mata. Caê, que já gravou muitos sucessos do Tom Jobim, poderia cumprir o papel da memória afetiva. Mas fiquei com essa impressão: era responsabilidade demais para uma cantora só o encabeçamento desse show. Faltou mais gente. Ela certamente fez o que podia, lindinha, mas a sensação de que estava faltando algo foi inevitável. Fica a dica para a próxima vez.

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Embora o show do Rio tenha sido oficialmente o último da mini turnê, Vanessa da Mata deixou no ar seu desejo de continuar cantando Tom Jobim por aí. Em entrevista ao “De Frente com Gabi”, ela não descartou a possibilidade de agendar mais shows. Então, para quem gosta, vale ficar ligado.

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