[Dica da semana] Não trollem suas namoradas! Ninguém é obrigado.

Luane Dias – aquela que apontou “as vergonhas do Facebook” – deve estar chateada com o que viu no Youtube nesta semana. Dois casais diferentes viraram webhit, com um intervalo de 24 horas entre eles, ao compartilharem vídeos de barracos que deveriam ser íntimos. Cadê a suavidade? Não tem. Não aprenderam nada.

O primeiro era de um garoto disposto a se vingar da namorada, gravando a transa deles para postar na Internet. “Vou postar na rede para ela se ferrar, mesmo que eu vá preso”, introduz. No entanto, o vídeo toma outro rumo: a garota descobre a câmera e começa a bater nele, que termina chorando. Daí o título: “Foi trollar a namorada e se fudeu! Babaca.” É engraçado? É. Mas sua autenticidade foi colocada em cheque, porque o namorado vingativo em questão é um ator chamado Reynold Romão. Mesmo assim, o vídeo é um sucesso: 123 mil acessos em dois dias.

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O segundo é um boom ainda maior: “Trollando a namorada (terminando namoro) vídeo completo” teve 1,6 milhão de visualizações em um dia. Neste, um carioca chamado Ian Cury tenta terminar seu namoro e, ciente do temperamento da namorada, também grava tudo. O que se vê é uma cena de descontrole, também violenta e engraçada pelo absurdo. “Ou você vai ser meu namorado ou eu vou mandar te matar, entendeu?”, esbraveja a garota. Depois de vários socos e pontapés, ele revela que tudo não passava de brincadeira. “Manda um beijinho pro Youtube”.

Ambos os casais já foram convidados por programas de TV, como o “Pânico na Band” e o “Programa da Eliana”, para falarem sobre o sucesso dos seus vídeos e, possivelmente, lavar a roupa suja em rede nacional. Ficaram famosos e ganharam milhares de seguidores nas redes sociais, só por divulgarem suas intimidades. O que os vídeos têm em comum: homens querendo trollar a namorada; homens apanhando delas; iniciativas sem noção; consequências inesperadas.

A maioria de nós gosta de assistir aos barracos alheios, daí o sucesso dos reality shows, dos programas sensacionalistas e até de “Avenida Brasil”. Mas, nesses, nós somos previamente apresentados aos personagens envolvidos. Nos dois virais recentes, não. Não sabemos quem são, de onde vêm e para onde vão. Ninguém conhece Reynold Romão e Ian Cury e ninguém se importa com isso. O que vale é a baixaria.

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A Internet proporciona isso: você não precisa mais enviar uma fita para o “Big Brother Brasil”, passar três meses preso em uma casa e brigar com os concorrentes ao prêmio para ficar conhecido. Agora, você envia o vídeo diretamente para as pessoas, viraliza. A Internet, aliás, possibilita várias coisas. Mas há necessidade de usufruir todas? Na minha opinião, ela deve ser usada com bom senso.

Como diria minha querida Luane Dias, “tá fazendo vergonha, tá rachando a cara, tá escrota” e “ninguém é obrigado”. Reynold, Ian e suas namoradas deveriam se dar ao direito à dignidade, a discutir seus relacionamentos em privado. Mas, pelo contrário, eles já iniciam o diálogo gravando-os para posterior upload. Para quê? Para auto-desmoralização. A menina do segundo vídeo, por exemplo, ganhou fama online, sim, mas fama de desequilibrada. Seu namorado, por sua vez, de saco de pancada. Todos agora sabem que ele apanha dela. Precisava disso? Não precisava. Repito Luane: “Chora em casa. Não fica botando no Facebook”. Se é diário, vamos botar um cadeado nisso. Dica da semana: não trollem as namoradas (ou namorados!). Pelo menos, não para o mundo inteiro.

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