Sábado à noite com Thriller Live e as senhorinhas

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Fui assistir sozinho ao espetáculo “Thriller Live” no Citibank Hall, aqui no Rio de Janeiro. Comprei o ingresso na hora e me informaram que meu assento era o último vago na mesa escolhida. Ok, sem problemas. Não imaginei mesmo que teria uma mesa de oito cadeiras só para mim.

Mesmo assim, tive uma surpresa quando encontrei meu lugar e descobri que passaria a noite com um grupo de senhorinhas. Pense em senhoras. Agora, pense em senhoras em um tributo ao Michael Jackson. Já mudou a imagem, né? E se eu disser que era sábado à noite? Mudou de novo, né? Não eram vovozinhas! Eram senhoras espertas, que saem em grupo de amigas, todas bem vestidas e maquiadas, e pedem bebidas alcóolicas aos garçons. Vida social melhor que a de muita gente que conheço. Percebi que eram diferentes assim que me sentei.

– Qual o seu nome? – me perguntaram quase em uníssono.
– Leonardo. – respondi e ouvi de volta o nome de cada uma delas. Todas legais, todas gente fina, todas amigáveis.
– Você é fãzão? – a mais saliente puxou minha camisa, procurando uma referência do Michael Jackson, que não existia – Ah, não… Pensei que estava com camisa do Michael.
– Não, não. Eu gostava muito, mas não mais que isso.
– Tem muitos jovens aqui. O Michael atraía muito a garotada, né? Acho que era pelas roupas, pelas coreografias – ela disse para a amiga, como se eu não estivesse ali. Ri.

O garçom traz a água com gás que uma pediu. Ela não bebe álcool, mas não é por problemas de saúde (como minha avó) ou caretice (como eu). É porque vai voltar para casa dirigindo. Lei Seca.
– Essas garrafas estão cada vez mais difíceis de serem abertas, não é?
– Ou nossos braços que estão molengas! – diz a do meu lado. Eu rio. – É verdade! Você vai ver quando chegar sua hora.

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O espetáculo ameaça começar, mas logo as luzem são acesas e a música interrompida. O apresentador explica que haverá um atraso por problemas técnicos.
– Problema técnico é dor de barriga! Deu piriri no Michael! – diz uma delas.

Com o show iniciado, todas cantam, dançam, batem palmas e se levantam quando o cantor solta o “todo mundo de pé!”. Nada de velhice. Nada de falar sobre remédios ou de médicos. Nada de fazer corpo mole. As garrafas devem mesmo estar cada vez mais difíceis de serem abertas.

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No fim, muitos elogios ao espetáculo e o debate sobre a novela.
– Eu entendo a mãe do Téo. Que mãe gostaria de ver o filho envolvido com uma pessoa sem estudo e sem modos?
Todas concordam.
– E a Vera Fisher?
– Meu Deus! Sem expressão nenhuma.
– No início da novela, estava pior…
– O botox está afrouxando.
– Acho que ela não está bem de saúde, sabia?
– Por quê?
– Passa a novela inteira sentada. Mal mexe os braços.

Fui embora. Rindo.

SERVIÇO
Tente encontrar suas senhorinhas também!

No Rio de Janeiro: em cartaz até 7 de abril no Citibank Hall.
Em Brasília: 26, 27 e 28 de abril no Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Em São Paulo: de 9 de maio a 23 de junho no Credicard Hall

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