Maratona Oscar 2012: Os Miseráveis

Esse post faz parte da maratona contra o tempo para ver o máximo de filmes possíveis antes da cerimônia do Oscar 2013, marcada para o dia 24 de fevereiro (acompanhe o processo).

Indicações: Melhor Filme, Ator (Hugh Jackman), Atriz Coadjuvante (Anne Hathaway), Canção Original (“Suddenly”), Som, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem e Penteado.

Detesto musicais. Todos sabem disso. Minha disposição para assistir “Os Miseráveis” era até uma piada entre meus amigos, a maioria simpatizante do gênero. Eu não estava a fim. Mas tomei coragem e vi, porque todos meus planos para a noite de sábado saíram pela culatra. E olha… que filme!

Ouvi muita gente falar que “quem gosta de musicais tem que ver”, mas vou além. Acho que quem não gosta, como eu, também deveria assisti-lo. O filme, dirigido por Tom Hooper (que não conseguiu uma indicação por seu trabalho, curiosamente), quebra todos os preconceitos possíveis e já nasce clássico. O que é aquela cena da Anne Hathaway, a Fantine, cantando “I Dreamed a Dream”? O Oscar é dela. Talentosíssima.

Hugh Jackman, que é um ator de teatro musical, também fez um belo trabalho como Jean Valjean, mas, na minha opinião, foi ofuscado por todos que estiveram em cena com ele. Russell Crowe (Javert), Amanda Seyfried (Cosette), Eddie Redmayne (Marius), Helena Bonham Carter (Madame Thénardier) e até Sacha Baron Cohen (Thénardier) brilham mais. Mas isso não tira seu mérito – tanto é que foi seu solo que ganhou uma indicação à Canção Original.

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Aliás, o elenco inteiro deu conta da cantoria, como atores-cantores. Mas tem uma ilustre desconhecia, chamada Samantha Barks (Éponine), que fez toda a diferença, como cantora-atriz (e não o inverso). Quando ela abriu a boca em “On My Own”, percebi imediatamente sua formação de teatral musical, ao contrário dos rostos famosos. Que voz! Pesquisei e descobri que ela já atuou em uma montagem do musical em Londres. Ganhou meu coração essa mulher.

“Os Miseráveis” é tecnicamente perfeito – o que justifica as indicações à direção de arte, figurino, maquiagem e penteado, e som – mas o que eu mais gostei foi do roteiro (só conhecia a história por alto). Meu maior problema com os musicais é que os acho bobos e rasos, mas este não. Há questões políticas, morais e culturais abordadas e bem exploradas, como a Revolução Francesa de pano de fundo. Fiquei honestamente impressionado. Eu daria uma indicação a roteiro adaptado também.

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2 respostas para Maratona Oscar 2012: Os Miseráveis

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