2012: o ano que mais recebi “parabéns” em toda minha vida

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No fim do ano, gosto mais de olhar para trás e ver como percorri os 365 dias do que fazer resoluções para os meses que virão – o que com certeza revela muito de mim. Então, quero falar de 2012, muito mais do que fazer planos para 2013 (isso eu deixo para depois do Carnaval). Sem sombra de dúvidas, vivi um ano muito, muito, muito especial, de crescimento, realizações e superações.

Nunca ouvi tantos “parabéns” quanto em 2012. Geralmente, só me parabenizam no meu aniversário (hahaha!). Mas dessa vez tive minha formatura da graduação em abril e o lançamento do meu livro em junho, com a indicação do Faustão no “Domingão”. Recebi muito carinho e isso me fez muito bem. Senti-me abraçado em momentos em que precisava justamente disso.

“Condenáveis – Uma História de Filho e Pai”, aliás, merece um parágrafo exclusivo. Esse foi meu grande, repentino e exitoso projeto do ano. Em pensar que eu tive dúvidas sobre lançá-lo ou não (obrigado, Laura Albert, por me incentivar mesmo sem saber!). Não digo que o livro não tenha sido algo pelo qual batalhei, mas também foi um presente do destino para mim. Descobri, ou melhor, tomei consciência de algo que gosto de fazer e que me dá um prazer profundo. A resposta e o carinho dos leitores, a identificação deles e as emoções compartilhadas são algo que eu não alcançaria apenas como jornalista.

Profissionalmente, comecei o ano com um pedido de demissão, o que foi um necessário salto no escuro, mas tive uma rápida admissão em outro site. Ainda não me realizei como profissional, mas tive um ano bastante cômodo e agradável, que era justamente o que eu precisava depois de um período de estresse. Mas, mais do que isso, 2012 foi um período de investimento, com o início da minha pós-graduação em Jornalismo Cultural – uma meta estabelecida ainda no Ensino Médio. Fico contente de poder realizar o que planejei para mim. Satisfeito não, porque satisfação não é uma palavra compatível com minha personalidade, mas contente.

Mudando de assunto, pude fazer mais uma viagem a Buenos Aires (e comprovar o sucesso de “Ai Se Eu Te Pego” no verão de lá…) no início do ano e voltar a São Paulo depois de tanto tempo – para ver o show do argentino Fito Páez. Em SP, pude reencontrar amigos de quem tinha muita saudade da presença física e me divertir muito. Já estou planejando outros voos para abraçar outros queridos…

Ainda no âmbito pessoal, tive o desfecho de um relacionamento no qual eu acreditava e apostava. Mas, ao invés de focar no lado dramático disso, prefiro entender que amei e fui amado em 16% dos dias de 2012. Ou seja, fui pleno: tive avanços e descobertas profissionais, realizações, viagens, e amor. Não faltou nada. Ainda fiz novos amigos, que espero ter sabedoria para mantê-los ao meu lado 😉

Na verdade, é muito curioso chegar a essa conclusão, porque 2012 não foi um ano intenso e eufórico. Não o senti assim. Enquanto o vivi, não tive noção do quanto ele era proveitoso. Os acontecimentos se sucederam naturalmente e agora, que chego ao fim e olho para trás, percebo o quanto tudo foi… bom. Não estou dizendo que foi um ano perfeito. Não foi. Nenhum nunca será. Houve momentos de sofrimento, de perdas, de desorientação e de solidão, que impedem ilustrá-lo com fogos de artíficio. Mas tudo se torna muito pequeno comparado às conquistas e às novas perspectivas. É a questão de olhar a metade cheia do copo.

Para 2013, desejo que o copo se encha mais. O ano que chega ao fim hoje fez muito sentido para mim, e acredito que o próximo será uma fase de transição, igualmente lógica, mas estou sempre aberto às surpresas. Que os ventos tragam – para mim e para quem me lê – momentos divertidos, pessoas encantadoras, boas oportunidades e mais autoconhecimento. Que consigamos alcançar nossas metas, mas também aproveitar o inesperado. Felicidades!

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