American Music Awards 2012: em ano de musicais descartáveis, assista aos 5 melhores

Há pouco terminei a cobertura do American Music Awards para o POPLine, o site para o qual trabalho, e não posso esconder meu pesar. Dos vencedores deste ano às apresentações supostamente ao vivo, o que se viu foi um amontoado de músicas e “artistas” descartáveis. Pouco ou nada do que foi mostrado ficará para a história – justo no ano em que o evento comemora 40 anos. A premiação foi um verdadeiro culto à efemeridade.

De verdade, lamentei a visibilidade que alguns produtos de baixa qualidade conquistaram, sem merecimento, graças à força das companhias musicais. Costumo dizer que, se a pessoa faz tanto sucesso, é porque há um mínimo de talento. Mas o fato é que produtos massificados pela indústria ocupam todo o espaço e impedem que artistas geniais brilhem. Foi isso o que pensei: enquanto essa sujeita de peruca faz playback em uma premiação DE MÚSICA, onde estarão os verdadeiros cantores? Que injustiça.

Ao receber o prêmio de Artista Masculino Pop/Rock, Justin Bieber, também eleito o Artista do Ano, fez um discurso que me fez pensar mais um pouco. “Quero dizer isso a todos os haters que falaram que eu duraria só um ou dois anos: sinto que estarei aqui por muito tempo”. Eu realmente acho que ele evoluiu bastante desde seu início e que tem seus méritos, antes que questionem o contrário. Mas a questão não é quanto tempo ele(s) consegue(m) permanecer em evidência, mas se sua música perdurará.

O culto à celebridade torna o artista mais importante que sua obra e isso é um dos maiores riscos para um compositor e/ou intérprete vaidoso. Carly Rae Jepsen, The Wanted, Nicki Minaj, Ke$ha, Pitbull, etc., podem permanecer, a trancos e barrancos, por 50 anos ou mais na indústria, mas qual o valor do que produzem? O grande feito do Michael Jackson, mais dos que as décadas de carreira, foi ter tornado suas músicas eternas. O mesmo com Whitney Houston, The Beatles, Rolling Stones e, para citar alguém mais recente, Amy Winehouse. As atrações do American Music Awards foram pelo caminho contrário: apostaram em trabalhos descartáveis para manter sua imagem vendável viva. Não foram todos assim, mas a maioria. Duvido que aquelas músicas serão lembradas no futuro.

Poderia fazer um ranking aqui das 10 piores apresentações, mas estou disposto a ser um cara positivo e listarei as cinco melhores da noite, na minha opinião:

01) Stevie Wonder – You Can Feel it All Over e My Cherie Amour (Tributo ao Dick Clark)

02) Pink – Try

03) Taylor Swift – I Knew You Were Trouble

04) Linkin Park – Burn It Down

05) Kelly Clarkson – Miss Independent; Since U Been Gone; Stronger (What Doesn’t Kill You); e Catch My Breath

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