Resenha: Sem choro, Mallu Magalhães enfrenta problemas de som, dessa vez, no MOLA

Mallu Magalhães está zicada. Os problemas de som sofridos no Planeta Terra, em São Paulo, no mês passado, se repetiram na Mostra Live de Artes (MOLA), no Rio de Janeiro, na sexta (3/11). Dessa vez, pelo menos houve uma explicação: a cantora estava com infecção urinária e não pôde passar o som antes do show.

A apresentação começou com o áudio baixíssimo e, na segunda música, ele simplesmente inexistiu. Mallu – é assim que todos se referem a ela agora, sem o sobrenome – parecia não notar o problema, ou não querer notar, e cantou a canção até o fim, ainda que ninguém escutasse uma palavra sequer. Era como se não saísse som da sua boca. Estranho.

Ironicamente, ela disse que já havia cantado no Circo Voador duas vezes e que estava feliz de voltar. Na primeira, segundo ela, era muito imatura e não sabia o que queria da vida, então estava travada. Na segunda, ainda de acordo com ela, houve uma tempestade e o show também não foi bom. Na terceira, ela queria redenção.

O público, disposto a ajudar, deu suporte à artista, cantando as músicas em alto e bom som e aplaudindo-a fora de hora. Ela, inabalável, distribuía sorrisos agradecidos. O áudio só deu esperança de melhora na quinta música, mas não engatou. Os problemas permaneceram durante todo o show, em diferentes graus de destruição. Mallu teve que incluir a primeira música no bis, quando o som estava melhorzinho.

Deixe-me falar sobre ela, aliás. Com os problemas de áudio, não pude avaliá-la como cantora com precisão. Foi o primeiro show dela que assisti, sem conhecer absolutamente nenhuma música. Mas gostei. Mallu toca violão e teclado, o que já dá muita credibilidade a ela como artista. Como performer, ela é um tanto desengonçada, mas isso tem seu charme. Amy Winehouse também era sem jeito no palco.

Quando canta “Velha e Louca”, incorpora um personagem – ou talvez deixe extravasar um lado seu reprimido – e rebola, dança, se descabela, tenta sensualizar. Como disse, a cantora é desengonçada, mas tem sua graça. Essa música é o ponto alto do show e deixa a impressão de que ela poderia ser desengonçadamente sensual o tempo todo. Seria divertido. Aposta nesta faceta, gata.

Aposta na passagem de som, também. A redenção não foi possível (nem quando Marcelo Camelo subiu no palco para a última música e todos imploraram por um dueto, que não veio). Quando você voltar para uma quarta apresentação, poderá dizer: na primeira vez, foi imaturidade; na segunda, chuva; e na terceira, áudio ruim. Boa sorte. Xô zica!

4 respostas para Resenha: Sem choro, Mallu Magalhães enfrenta problemas de som, dessa vez, no MOLA

    • Leonardo Torres – Autor

      Ela estava com uma roupa hippie-cristã, que não valorizava nada o corpo, então não dava para saber como estava por baixo dos panos largos.

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