Resenha: Z Festival – Rio de Janeiro, com McFly e The Wanted

Eu gosto do McFly. Mas esse texto não é sobre isso. Nem tem nada a ver com isso. Eu juro.

O Z Festival – um festival voltado para a “geração Z”, seja lá o que isso signifique – ocorreu neste fim de semana, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Eu fui ao primeiro dia da edição carioca, na sexta (28/9), para assistir ao show do McFly (ok, esse texto pode ter um pouco a ver com isso), uma das atrações da line-up. A programação deste dia trazia ainda Hot Chelle Rae, Yellowcard e The Wanted.

O headliner – a atração principal, que fechou a noite – foi o The Wanted. E é sobre isso que eu quero falar. Para quem não sabe, trata-se de uma boyband britânica, que está fazendo relativo sucesso internacional após um cover do single “Glad You Came” (você certamente já escutou nas rádios) feito pela série “Glee”. Sempre achei os rapazes simpáticos, mas fiquei surpreso com a escalação para headliner. Primeiro, porque eles não são tão populares assim (fato comprovado pela HSBC Arena às moscas), apesar do bom momento da carreira. Segundo, porque havia o McFly no mesmo evento, com mais anos de estrada, mais timing, mais feeling e muito mais energia.

Foi isso que eu vi. O McFly foi a penúltima apresentação da noite, logo após o Yellowcard, e botou fogo no local. Essa foi a quarta vez que a banda veio ao Brasil e eles sabem o que fazer para agradar esse público. Além de muito carismáticos e contagiantes, são extremamente talentosos, tocam muito bem, e inteligentes. A banda montou uma setlist esperta, só com sucessos, deixando de lado o último CD – ruim. Fez o que os fãs queriam.

Já o The Wanted… Os meninos têm muito a aprender e não conseguiram cumprir com sucesso a responsabilidade de fechar a noite. Eles entraram no palco com “Invincible”, uma música morna, e só conseguiram ferver nos hits “Glad You Came”, que fecha o show, e “Chasing The Sun”, que acontece também na reta final. A setlist foi relativamente pequena (13 músicas), mas pareceu longa, ainda mais com os três covers (eu disse três!) do Coldplay. As versões ficaram legais, mas sem dúvida exageraram no número. Brinquei que se tratava de uma banda cover.

O The Wanted, aliás, é o quê? Não pode ser considerado uma banda, porque os caras não tocam (eles até entram com violões e guitarras em um momento do show, mas os instrumentos ficam pendurados a maior parte do tempo, como acessórios do figurino: estilo). Mas também não são uma boyband, porque não dançam, como os Backstreet Boys ou o N’Sync. Complicado. Esse ser ou não ser se reflete no palco, porque quem nada é, no fundo, é nada. A apresentação é cansativa, sem muito o que apreciar além da beleza do Max ou do Siva.

Eu poderia falar de uma suspeita de playback quando cantaram o refrão do single “I Found You”, com timbres muito diferentes dos escutados no resto do show, mas não vou fazer isso. Vou considerar isso um mérito. Outra coisa que o quinteto faz bem é acenar, piscar o olho e mandar beijinhos para a galera do gargarejo. Talvez o The Wanted seja uma espécie de Miss. Tá aí. É isso. Mas headliner, definitivamente, não. Quem sabe da próxima vez.

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Uma resposta para Resenha: Z Festival – Rio de Janeiro, com McFly e The Wanted

  1. Você não sabe da maior: os lindinhos(exc. Nathan) ganharam um reality show na TV e estão nos EUA gravando o programa deles, que a gente aqui só vai ver no fim do ano.

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