Encerramento das Olimpíadas de Londres, com Spice Girls e Queen, louva o passado da música britânica

A cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Londres, no domingo (12/8), teve John Lennon no telão, um genérico de holograma do Freddie Mercury, parceria do Queen e da Jessie J, os remanescentes do Take That, rendição do Liam Gallagher ao Oasis, interpretação de George Michael para “Freedom” e, claro, a super reunião das Spice Girls. O show, que tinha tudo para ser interpretado como uma declaração nacional da crise artística contemporânea, agradou e foi o que deveria ser: uma grande festa.

Claro que o evento também contou com atrações da nova geração. Adele, grávida, não apareceu (e acredito que ela dificilmente teria roubado a cena dessa vez, apesar do gogó incrível), mas Ed Sheeran, Emeli Sandé, Tinie Tempah, One Direction e a já citada Jessie J representaram a nova leva. Emeli e Jessie J, aliás, cantaram mais de uma vez. Apesar disso, nenhum desses artistas rendeu tantos comentários quanto os astros do passado.

A performance das Spice Girls, que não se reuniam cenicamente desde a turnê de 2008, e a apresentação dos membros restantes do Queen foram os pontos altos da cerimônia. O mundo – não apenas a plateia do estádio olímpico, mas todos que assistiram pela TV – se rendeu às músicas “Spice Up Your Life” e “We Will Rock You”. O show não foi apenas a celebração da arte britânica, mas também um louvor nostálgico, uma ode ao passado.

Eu, que não vivi os tempos áureos do Queen, mas presenciei o sucesso das Spice Girls, agora tento entender o porquê desse frisson tanto tempo depois. Na minha opinião, o que mobiliza tanta gente em torno de ícones extintos não é apenas a admiração por eles, mas também seu significado. As Spice Girls, o Queen, o Take That e o Oasis representam para cada um de nós, de diferentes maneiras e graus de intensidade, uma época que não volta mais. Revê-los é, na verdade, rever-nos e, com isso, o êxtase é inevitável.

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