Reflexão sobre a entrada de Britney Spears no time de jurados do “X-Factor”

O canal Fox anunciou nesta segunda (14/5) o que muitos já sabiam: Britney Spears foi contratada – por um cachê milionário – para ser uma das juradas do “X-Factor”. A piada já vem pronta: uma artista conhecida pelo playback assumido vai julgar uma competição musical. Sim, é irônico mesmo. Mas a questão não se resume a isso.

Comenta-se que ela receberá US$ 15 milhões (R$ 30 milhões, de acordo com a nova cotação) para participar do programa, o que já é um indício de sua importância. Boa cantora ou não, o fato é que ela já emplacou 6 álbuns no topo da lista dos mais vendidos; teve uma das 10 turnês femininas mais lucrativas da história (“Circus”); e já ganhou um Grammy (por “Toxic”). Britney Spears movimenta a indústria e é isso que importa no mundo contemporâneo, onde a arte está intimamente associada ao capital.

Além do mais, a proposta do programa não é encontrar a melhor voz – essa é a do “The Voice” – mas identificar o “fator x”, ou seja, aquele quê de estrela nos candidatos. Basicamente, é uma busca pelo talento mais carismático. Nisso, Britney se enquadra perfeitamente, porque sua carreira de 13 anos (considerando o lançamento do 1º CD) não teria outra maneira de se sustentar a não ser no seu carisma, que ainda move multidões de fieis.

“Britney Spears já fez de tudo, é o maior ícone pop. Estou muito feliz que ela tenha concordado em participar do ‘X-Factor’. Ninguém encarna melhor a proposta do programa do que Britney. Ela mostrou ao mundo o que significa, como fazê-lo e como sustentá-lo”, explicou a produtora executiva Cecile Frot-Coutaz, também responsável pelos “American Idol” e “America’s Got Talent”.

Fora sua importância para o mercado, a popstar também agrega valor ao programa, ao assumir o lugar que antes era de Paula Abdul e da ex-Pussycat Doll Nicole Scherzinger. Até para os mais chatos, é perceptível a elevada no nível. Nenhuma das duas artistas anteriores tem uma carreira tão consagrada, bem sucedida, quanto a de Britney. Fato inegável e incontestável.

Para completar, sua entrada no programa a coloca novamente em rivalidade com Christina Aguilera, uma das mentoras do “The Voice”, do canal NBC. As duas cantoras, que disputavam o mercado pop no início da década passada, se confrontarão pela maior audiência a partir de setembro. A competição alimentará a mídia especializada em celebridades, proporcionando publicidade gratuita para a 2ª temporada do “X-Factor”. Gerar todo tipo de interesse e saciar diferentes segmentos também é importante para o sucesso de um programa. “Fiquei encantado ao saber que o ‘The Voice’ decidiu competir conosco e lhes desejo a mais sincera sorte. Mas ficar em segundo na audiência não é legal”, alfinetou Simon Cowell, mostrando como se faz.

Ele e a Fox acertaram muito ao trazer Britney Spears para o formato. A própria discussão sobre a capacidade da cantora para exercer a função de jurada é válida para o programa, porque já cria burburinho antes mesmo da estreia, gerando expectativa. A única pessoa que tem a perder com a parceria é a Britney, que tenderá a ser desmitificada neste cargo. Mas isso só o tempo dirá se, de fato, ocorrerá. Por hora, ponto para o “X-Factor”.

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