Resenha: American Pie – O Reencontro

Assisti a “American Pie: O Reencontro” (American Reunion) de coração aberto. Adorava a franquia na minha adolescência – incluindo os spin-offs – e achei ótima a ideia de reunir o elenco original 13 anos depois. Mas a proposta não se sustenta por muito tempo. A continuação prova que “American Pie” não tem mais fôlego e se apoia em clichês e piadas fartamente exploradas nos longas anteriores.

A trama acompanha o casal Jim (Jason Biggs) e Michelle (Alyson Hannigan), que agora têm um filho para criar. Se antes o grilo era a virgindade, agora é o desgaste da vida sexual de um casamento. O foco, claro, é o sexo. Na primeira meia hora, “American Pie” entrega a incapacidade de se renovar e apela para um nu frontal de Jim e uma série de topless do elenco de apoio – elementos pouco atrativos em 2012, de tão banalizados. Soa gratuito.

O apetite sexual dos personagens continua o mesmo – com destaque para Stifller (Seann William Scott), que costumava ser engraçado – mas eles não parecem ter amadurecido. Só mudou a carcaça. Ao se reencontrarem, as antigas atrações e paixões vêm à tona com a mesma força e eles não pensam muito antes de mergulhar no passado. A única exceção é Jim, que faz de tudo para se manter fiel à Michelle.

Um ponto alto do filme é o confronto de gerações que ocorre em uma festa. Jim e sua turma se desentendem com alguns adolescentes e percebem o quanto eram idiotas antigamente (não admitem, no entanto, o quanto ainda são). Isso proporciona um afastamento do filme do público teen – algo reforçado pelas constantes referências ao longa original (algo que para o atual público de 15/16 anos não fará sentido e soará como piada interna).

Regado a bebidas e drogas, o roteiro tenta humanizar mais os personagens, explorando a passagem de tempo na vida deles, mas não convence (o mais engraçado é o pai de Jim, interpretado por Eugene Levy, que atuou na franquia inteira). São as mesmas confusões e trapalhadas bobocas de sempre, só que agora com menos graça. Afinal, são 8 filmes “American Pie” ao todo. Chega, né? O pior é que a história ainda levanta a deixa para um 9º.

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