Quarentonas, traição e fofoca

Papo de duas quarentonas ao telefone:

– Mas não dê ouvidos à sua filha. Ela não sabe nada da vida. Tá revoltada.
– Eu sei, mas me sinto escolhendo entre ela e o pai.
– Que nada. Depois ela esquece.
– Mas e eu?
– Aí você tem que pensar. A decisão é sua. Mas se eu fosse você, passava por cima.
– Ele sempre foi um bom marido…
– Pois é. Não é de sair com os amigos, beber, nada. Foi um deslize.
– Mas que deslize, né?
– Verdade. Mas foi só na viagem. Isso é até melhor pra você, porque ele não vai ficar encontrando-a por aí. Não tem chance de ter recaída.
– Mas e o chip?
– Que chip?
– Não te contei? Ele comprou um chip com o DDD de lá e fica escondendo na carteira.
– Ah, sim. Mas isso você não pode reclamar, senão terá que admitir que mexeu nas coisas dele.

Fofoca de duas quarentonas ao telefone:

– A situação dela está complicada. Jamais imaginei que ele fosse traí-la.
– Isso estava na cara desde o início. Não pode deixar homem viajar sozinho não. Ela pediu.
– Mas ele foi visitar o irmão doente. Que horror. Como pôde ter tempo para arrumar alguém?
– Homem é homem. Sempre arruma. Não prestam.
– Falei para ela que talvez seja uma enfermeira que ele conheceu e está mantendo contato.
– Será?
– Não acredito. Mas ia falar o quê? Eu já tinha me separado no lugar dela.
– Eu também.
– Mas falei para ela passar por cima.
– Claro. Depois eles ficam bem e você sai como a venenosa.

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