Eu, o apartamento e o lixo

Fico impressionado com a quantidade de lixo que coabita com a gente. Estou dizendo isso porque eu e minha mãe estamos de mudança, mais especificamente naquela fase de encaixotar e ensacar tudo, decidindo o que vai e o que fica [na lixeira]. A quantidade de sacões de lixo – daqueles pretos enormes – que já despachamos é chocante. Convivíamos harmoniosamente com detritos!

Quanto mais futucamos, mais poeira encontramos. É nojento! Também encontramos uns ovinhos de barata no meio daquela papelada antiga, que vai de contracheques a panfletos igualmente inúteis, mas guardados, porque “vai que um dia precisa”. Nunca foram necessários, obviamente.

Mas fora esse lixo óbvio, há aquelas fotos de pessoas que não queremos mais ver (nem em foto!); aquelas roupas que nem sabemos que existem; aquelas outras que estão com a gente há, no mínimo, cinco anos, embora não sejam usadas há quatro e meio; aqueles presentes que detestamos e escondemos de nós mesmos; aqueles exames antigos; aqueles zilhões de cabos USB, embora eu precise de apenas um; aqueles calçados usados uma única vez (porque prefiro usar o velho de guerra), enfim. É muita inutilidade. No fim, o que realmente vale a pena manter é pouquíssimo.

3 respostas para Eu, o apartamento e o lixo

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