Olha o passarinho!

Achei que estava arrasando. Sabe quando você passa a roleta do ônibus e percebe os olhares? E eu nem estava nos meus melhores dias. Lembrei que tinha uma superespinha na parte superior direita do rosto. Tentei escondê-la para que todas aquelas pessoas que resolveram me paquerar não percebessem que eu não valia a pena. Não estou precisando corresponder aos olhares, mas também não vamos jogar um balde de água fria com um vulcão facial.

Escolhi onde queria sentar e caminhei até lá, fingindo não perceber os olhares de ninguém. Me sentei e percebi que algumas pessoas ainda me encaravam. Achei que já estava ficando desagradável. Não gosto quando insistem tanto. Foquei na janela, olhando a paisagem e, às vezes, fechando os olhos (consequências de um ataque de rinite e uns comprimidos pra dentro). Só desviei meu olhar na hora de descer. Quando fui tirar a chave do bolso, percebi: o zíper da minha calça estava to-tal-men-te aberto. Então era isso. Ninguém reparou na espinha.

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