A aventura de assistir a um show do Aerosmith em Buenos Aires

Quando surgiu a ideia de assistir ao show da banda Aerosmith em Buenos Aires, enxerguei nisso uma aventura: viajar para outro país para ver um show (que passou pelo Brasil com uma apresentação em São Paulo). Nunca cheguei a tanto. Já cogitei, mas fazer… não.

Ingressos e passagens compradas, não pensei que poderiam haver maiores problemas. Mas a vida me surpreende – principalmente quando delego tarefas ao Nico (ele não é muito bom em planejamentos).

Missão: descobrir como chegar ao Estádio Único de La Plata, o local do show, que fica há 1h30 de Bs As (algo como Rio-Petrópolis). Meios: Internet. Resultado: dois números de ônibus; uma preferência.

E confiei totalmente no planejamento dele (erro meu!). Saímos de casa por volta das 7h15 (o show estava marcado para 9h30) e fomos para as proximidades de um terminal de ônibus, por onde passaria o nosso. Buscamos o ponto onde Nico achava que era e não encontramos.

De repente, o ônibus passou. Fiz sinal, mas não adiantou, porque lá os motoristas não param fora do ponto (nada de jeitinho brasileiro). Reparemos no caminho percorrido e o seguimos, buscando o ponto. Não achamos – de novo.

De repente, mais dois ônibus. Vimos de onde vinha. Corremos pra lá. Ponto? Nenhum. A hora tava passando. Já eram mais de 8h. Nico estava desesperado. Eu estava me resignando a assistir ao bis.

Decidimos tomar o outro ônibus, que saía de dentro do terminal e, nesse momento, me perguntei por que não havíamos feito isso antes. Compramos a passagem (mais cara que a outra), encaramos uma fila grande e viajamos com uma menina rindo e conversando, aos gritos, logo atrás. Tenso.

Mas como todo castigo para corno é pouco… houve um acidente de carro na estrada, que causou um super engarrafamento. A hora passava rapidamente e o cenário não mudava. Fiquei tenso. Dormi. Acordei. Nada. Dormi de novo. Acordei. 9h15. Longe ainda.

Chegamos em La Plata superatrasados, às 10h, torcendo para que a banda ainda não houvesse subido ao palco. Tomamos um táxi para o estádio e logo descobrimos que estávamos mais longe do que pensávamos.

E urubu, quando tá sem sorte, o de baixo caga no de cima. O taxista era lento e, para completar, ficamos parados do lado de cá dos trilhos para que o trem passasse. Bizarro. Quando chegamos ao estádio, já nos avisavam na entrada: o show começou.

Corremos. Corremos. Corremos. E nada. Fecharam várias ruas antes do estádio em si, então estávamos longe, mais uma vez. Nico queria que eu corresse mais, esquecendo que eu tenho problemas respiratórios. Caminhei bufante.

Entramos na terceira música, satisfeitos por termos chegado. Conseguimos um bom lugar e, quando começamos a nos divertir, caiu o toró. Choveu horrores até o fim do show – isso mesmo: quando acabou, a chuva cessou. Não era nosso dia.

Mas o show foi muito bom. Steven Tyler não parece um sexagenário e demonstrou mais energia do que eu – ele não deve ter carne no nariz (mas tinha um olho roxo e dentes postiços recém-colocados, além de uma voz bastante oscilante). De qualquer forma, valeu a pena a penação.

O melhor momento para mim foi “I Don’t Want to Miss a Thing”, porque era a única música que eu sabia cantar quase inteira. Nico, que sabia todas, discorda. Ele gostou mais de “What It Takes”, que é a – em suas palavras – “a melhor música do mundo… de Aerosmith”! Steven cantou essa com a bandeira da Argentina pendurada no pescoço.

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