Na corda bamba

Mais uma vez me disseram “não, obrigado”. Mas quem agradeceu aos céus fui eu, por não ter tempo para pensar nessa situação. Se tivesse… isso me desestabilizaria. Como sempre. Odeio a minha fragilidade ao ser mal avaliado.

Às vezes, acredito que não suporto ser colocado à prova, mas isso é mentira. Desde pequeno, sempre gostei de ser avaliado. A semana de provas me dava uma adrenalina incrível – coisa de nerd. Eu não gostava de estudar, mas uma vez que já tinha estudado… a prova era como uma competição minha contra o professor.

Quando caminho na rua, tento andar em linha reta, na beirada da calçada, me equilibrando naquele retângulo cimentado. Eu tenho toda a calçada para caminhar, até mesmo toda a rua, mas gosto de me sentir na corda bamba. É curioso isso. Eu meio que não cresci nesse aspecto – levantando a perna e esticando os braços em público para evitar a queda.

Mas me equilibrar e fazer provas escolares ou acadêmicas são atividades que eu sei que sou capaz de desempenhar bem. Gosto quando comprovo isso, quando confirmo. Mas se caio, rola uma decepção profunda comigo mesmo. É mais ou menos o que anda acontecendo.

A questão não é me submeter à avaliação, é ser reprovado. Não sei lidar com isso, ainda hoje. Imaturidade talvez. Imagino que ninguém goste de se sentir desqualificado, é claro. Mas eu vou além. Eu me sinto o coco do cavalo do bandido. Me diga qual é o perfil que você quer, que eu me encaixarei.

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