Bastidores do Festival do Rio, o lugar onde encontro Caê e sou gongado por Alessandra Negrini

Minha vida está uma loucura com a cobertura do Festival do Rio. A impressão que eu tenho é que só não estou trabalhando quando deito para dormir. Impressão? Vá lá…

Mas eu não reclamo. Não há um lugar que eu goste mais de estar do que os corredores do Cine Odeon, mesmo quando o cinema está lotado e tenho que sentar nas escadarias, apertadinho, abrindo espaço para que as pessoas passem.

Por causa do trabalho, não posso ver a maioria dos filmes que eu tinha listado para assistir no festival. Estou vendo outros, que não estavam na minha programação inicial, e tendo felizes surpresas.

Gostei, mas não muito, de “A Pele Que Habito”, do Almodóvar; adorei os curtas “Assim Como Ela”, com Deborah Secco, e “A Tela”, com Luis Miranda; o brasileiro “A Novela das 8”, com Claudia Ohana; e o documentário “Anderson Silva: Como Água”. Mas não estou com tempo hábil para comentar todas as minhas impressões sobre os filmes.

Esse post é para falar sobre os bastidores do festival. Vou usar tópicos para ser mais rápido.

1) A Avenida Rio Branco não é – ou não está – perigosa à noite. Caminho diariamente do Odeon até a Presidente Vargas, por volta de meia noite, e só encontro paz.

2) “Fiz as pazes” com Rodrigo Santoro. Sempre o admirei, mas ao conhecê-lo na festa da MTV no ano passado (ou esse ano?), me decepcionei. Agora, no festival, tive uma longa conversa com ele. Fui entrevistá-lo rapidinho e a parada se estendeu. Eu desligava o gravador e ele voltava a falar. Eu não conseguia colocar fim na entrevista. Fiquei encantado de novo. Educadíssimo.

3) Outra pessoa que me encantou é Camila Pitanga. Assisti a uma entrevista coletiva dela, fiz algumas perguntas, e ela parece uma pessoa tão sensível. Camila passa muita verdade ao falar e até se emocionou na frente de todo mundo. Achei fofa.

4) Fiquei tocado com a história do Movimento Arapiuns (taca no Google), apresentada pelo filme “Eu Receberia as Piores Notícais dos Seus Lindos Lábios”. Quase chorei com os índios ameaçados de morte por defenderam a natureza e lutaram contra o desmatamento.

5) Uma experiência menos feliz foi com Alessandra Negrini. Tentei falar com ela, que estava à toa, diversas vezes e ela fazia cara de paisagem. Uma assessora vinha até mim e dizia para eu entrevistá-la depois. Isso aconteceu umas três vezes… até que Negrini sentiu alguma espécie de compaixão, virou para mim, agarrou meu braço e disse: “Eu vou falar com você”. Assim, decidida, possuída. A assessora nos deu 2 minutos, que não duraram mais de 20 segundos. Alessandra não tava afim…

6) Cheguei ao lançamento do documentário do Anderson Silva tarde demais. A sessão já iria começar e ele já tinha atendido a imprensa. Deixei para entrevistá-lo no fim, mas não rolou. Tentei e ele disse que falaria comigo depois de atender os fãs. Claro que cagou para mim. Mas achei fofo, porque ele tirou foto com todo mundo que estava lá. Eu mesmo só não pedi porque não gosto dessa vibe (mas o achei interessante, depois do filme).

7) Estou assistindo mais os filmes brasileiros, da Premiére Brasil. Nenhum entrou na minha lista de favoritos, mas o contato que estou tendo com os atores, diretores e produtores faz com que eu admire demais o trabalho deles. É muito difícil fazer cinema aqui no país. Lançar um filme no Festival do Rio já é uma vitória e o sentimento é de compartir essa felicidade.

8 ) Caetano Veloso foi duas vezes ao Odeon na última semana. Ainda fico nervoso ao vê-lo. É bizarro. No segundo dia, tive que pedir licença pro Caê, porque ele estava impedindo a minha passagem. Foi o mais próximo que cheguei dele.

Acho que eram essas as situações curiosas. Se lembrar de algo mais, volto para contar.

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