Vale a pena pagar o ingresso para ver O Homem do Futuro

Para ler ouvindo: Tempo Perdido – Alinne Moraes e Wagner Moura

Um crítico do Pipoca Moderna escreveu que “O Homem do Futuro” é o melhor filme brasileiro do ano. Li isso antes de assisti-lo e me pareceu uma declaração ousada demais. Eu, pelo menos, evito ser tão definitivo assim quando escrevo.

Mas pensando nos lançamentos desse ano – “Malu de Bicicleta”, “Bruna Surfistinha”, “Cilada.com”, enfim – não há muito sobre o que se questionar, é verdade. O longa de Claudio Torres (“A Mulher Invisível”) ganha disparado.

O filme conta a história de um cientista (Wagner Moura, de “Tropa de Elite 2”) que cria, sem querer, uma máquina do tempo. De volta à época da faculdade, ele quer aproveitar a oportunidade para concertar a própria vida e reconquistar a mulher de sua vida (Alinne Moraes, de “Os Normais 2”).

O argumento é bobo. Hollywood já fez dúzias de filmes assim nos anos 1970 e 1980 (todos reprisados incessantemente na Sessão da Tarde). Mas o Brasil não. Para a história do cinema brasileiro, “O Homem do Futuro” é bastante ousado – como a declaração do crítico – e corajoso.

Assistindo ao longa, é fácil perceber a linha tênue que o separa do trash. Os efeitos especiais eram algo que me preocupavam particularmente (imaginei grotescos), mas a produção tirou isso de letra. Há cenas com até três Wagner Mouras e elas são tecnicamente perfeitas. A trilha sonora, também, é um show à parte.

O roteiro, como todo filme de ficção científica, tem as suas falhas e “licenças poéticas”, mas conseguiu não ser confuso e, pelo contrário, é bastante envolvente. E contam com dois dos melhores atores da atualidade para dar veracidade à história. Wagner Moura convence totalmente como um cara de 20 anos de idade, nerd e gago. E Alinne… impossível não se hipnotizar. Quando ela está cantando, olhando para a câmera, chamando o Zero (Wagner) para subir ao palco, a vontade que dá é de atender ao seu pedido – como se fôssemos o personagem.

Infelizmente, as salas de cinema não estão cheias como deveriam – talvez porque as pessoas não tivessem recebido o salário ainda quando o filme estreou, no fim de semana passado – mas eu espero que esse quadro mude. Merece. “O Homem do Futuro” vale o ingresso.

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