A difícil escolha de uma música que me represente (e que tenha sido composta por alguém que não me conhece!)

Eu queria vir aqui escrever a minha opinião sobre os filmes “A Informante” e “Planeta dos Macacos: A Origem”, que assisti nos últimos dias, mas isso será, mais uma vez, postergado. Como se você se interessasse. .. Me limito a dizer que ambos os longas são indicáveis e que o primeiro é bastante perturbador. Hoje, falarei de outro tema.

Recebi um e-mail da comissão de formatura solicitando uma música e duas fotos minhas (uma atual, outra da infância) para a colação. Eu ainda não tinha parado para pensar em nada disso. Na verdade, eu nem sabia que teria que enviar uma foto minha da época de criança. Isso me cheirou a apelação para o emocional. Mas eu gosto de eventos emocionantes, de qualquer forma.

Tentei me lembrar de alguma foto da minha infância, na qual eu já dava sinais de que seria jornalista. Uma foto brincando com a máquina de escrever da minha mãe, com o microfone que minha vizinha me deu, com o gravador que ganhei posteriormente… mas não. Não tenho. Minha mãe nunca foi fã de fotos. A maioria é de passeios ou eventos específicos – vale lembrar que, na época, ela tinha que pagar pelo filme e pela revelação, o que devia ser desestimulante.

Minha mãe não é apegada a recordações também. Eu sou. Sou apegado ao passado, digamos assim. Não sou do time que diz que está vivendo a melhor época da vida. Para mim, a melhor época sempre já foi vivida, há muitos e muitos anos – o que é bastante deprimente, é verdade. Mas é interessante também saber que, algum dia, olharei para trás e direi que o atual momento – eu, prestes a fazer 22 anos – foi uma ótima época. “Ah, meus 22 anos…”.

Sem decidir qual foto entregarei (não sei nem qual será a foto atual! Há algum conceito específico? Foto de corpo, de rosto, de algo marcante?), resolvi pensar na música. Comecei a passar as faixas no Windows Media Player, buscando por algo representativo de mim. Extravasa? Não. Baby One More Time? Não. Vâmo Pulá? Não. Percebi que a tática não estava dando certo.

Resolvi pensar em nomes que eu poderia ou deveria homenagear. Sandy, Amy Winehouse, Jamie Cullum, Lulu Santos, Caetano Veloso, Fito Páez e me limitei às músicas dessa gente, mas também não obtive um bom resultado. Eu estava forçando. A música tinha que ser algo MUITO representativo, sabe? Vai ser a última vez que eu verei a maioria daquelas pessoas e, quando se lembrarem de mim, essa memória terá uma trilha sonora… não pode ser qualquer coisa. Não é como escolher uma música para tocar no carro. É mais profundo.

Fui no meu Last.Fm ver as faixas que eu sinalizei como “favoritas”. Don’t You Remember? Não. Eso Que Llevas Ahí? Talvez, mas a parte que eu gosto é muito curtinha. Misery Business? Não. Sampa? Não… E aí cheguei à Vienna, de Billy Joel. Me lembrei que eu costumava achar que a música era cantada especificamente para mim. Ouvi de novo. E continua sendo cantada para mim, o que é bastante preocupante. Será essa a minha música. Decidido. A foto eu penso depois.

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