Foz do Iguaçú dorme cedo

Bem, fui para Foz do Iguaçú nas férias. Sou uma pessoa que só embarca com os mínimos detalhes de uma viagem acertados, mas dessa vez não tive tempo para nada. Escolhi um hotel pelo preço/benefício e, nas vésperas, dei uma olhada no Google Maps para ver o que tinha por perto. Descobri um shopping – com boliche – e fiquei contente. “No restinho do primeiro dia, podemos jogar um pouco”.

Nico e eu chegamos à cidade sedentos pelos pinos e logo descobrimos como chegar ao local. Deixadas as malas no hotel, fomos ao shopping. Na entrada, havia um enorme pino bastante representativo. “Vamos tirar uma foto!” Tiramos e entramos. Rolou uma certa decepção: o lugar era meio caído. Pequeno demais, vazio demais, escuro demais. Tão demais que era de menos. Achei estranho.

Embaixo, notei que todas as lojas estavam fechadas, com cara de falência antiga. O único lugar aberto era um restaurantezinho pouco atraente. Subimos. Ali, um cinema no estilo 80s, que me passava a impressão de ter cheiro de mofo dentro, e nada mais. Não havia sinal de boliche – a não ser o pino na entrada. Fui enganado. Desagradável. “Mas o site era tão bonitinho…”

Bolei. Ainda eram 18h, então continuamos caminhando a Avenida Cataratas (tudo lá se chama assim: padaria, pet-shop, shop, bar, lan house… tudo é “Cataratas”) em busca de algo para se fazer. Não aparecia nada. Nada. E nada. Comecei a desconfiar que se tratava de uma cidade fantasma.

Mas aí eu vi um Mc Donald’s – um lugar com o qual tenho um vínculo afetivo. Quando há um Mc Donald’s na cidade, nem tudo está perdido. Costumo me sentir seguro e abrigado ao vê-lo. Com mais esperanças, perguntei a um militar que estava de bobeira em uma esquina (?):

– Sabe onde tem umas lojas?

– Que loja?

– Qualquer loja. Algum lugar comercial.

– Ah, desce essa rua aí.

Desci. E não é que ele estava certo? Havia um montão de lojas no fim da rua. Eu gosto de gente de cidade pequena por isso: eles dão coordenadas corretas. Não são como os paulistanos, que dizem direções erradas para te sacanear, nem como os portenhos, que fogem de você sem te dar uma resposta.

Feliz, notei que algumas lojas estavam fechando. Entrei em uma Pernambucas – numa vibe de “fazer hora” – e senti os olhares de “sai daqui agora” dos vendedores, doidos para terminar o expediente. “Acho que tudo fecha cedo aqui”. E fechava mesmo. Foz do Iguaçú é que nem vovó: dorme antes da novela.

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