Assalto ao Banco Central é um bom filme sim

Eu apoio totalmente o cinema nacional, então fiquei bastante feliz quando minha mãe me convidou para assistir a “Assalto ao Banco Central”. Primeiro, pela razão óbvia de ver o filme. Segundo, porque ela costuma ser bastante preconceituosa com a produção cinematográfica brasileira, então foi uma feliz surpresa essa iniciativa dela.

Mas, na verdade, eu estava com um pé atrás com relação a esse filme desde que vi uma entrevista da Giulia Gam (“Chico Xavier”) e Antonia Fontenelle (“Malhação”) no “Programa do Jô”. Antonia é mulher do diretor Marcos Paulo (ele a dirigiu em “Malhação”), que estreia no cinema com esse longa. É informação demais para mim. Mas resumindo a situação, fica assim: o cara coloca sua mulher para trabalhar no seu primeiro filme. Hum, patotinha demais. Sei não.

Assisti. Gostei. Para meu conforto, Antonia não faz mais do que uma única e medíocre cena (por que ela estava divulgando o filme no Jô hein?).  O filme conta a história real do roubo de R$ 164,7 milhões do Banco Central do Brasil, em Fortaleza, em 2005. Eu não conhecia a história (aos 15 anos, eu não era chegado no noticiário), que é interessantíssima. Até hoje, não conseguiram capturar o mandante do crime – nem o dinheiro (apenas R$ 20 milhões foram intencionalmente deixados para trás, como tática de ganhar tempo).

O elenco conta com Lima Duarte (“2 Filhos de Francisco”), sempre ótimo, no papel de um delegado e; Eriberto Leão (“Um Homem Qulquer”) como um bandido malandro (muito mais carismático que o banana do Pedro de “Insensato Coração”). Giulia Gam é uma policial lésbica, com ótima química com Lima.

Apesar de ser um filme de ação, ainda é uma produção nacional: há doses significativas de erotismo – desnecessárias no meu ponto de vista (a menos que você queira ver Eriberto Leção em ação) – e de humor. Mas as tiradas cômicas são ótimas e divertem bastante. Não chegam a confundir o gênero.

Nesse sentido, o destaque é para o ator Vinícius de Oliveira (“Central do Brasil”), na pele do religioso Devanildo. Ele se envolve no crime acidentalmente. No fim do roubo, ganha R$ 2 milhões pelo seu “trabalho” e se sente culpado por isso. Se consulta com o pastor da igreja (Milton Gonçalves, de “Quincas Berro D’Água”) e este diz para que ele doe tudo a Deus. Contrariado – e contaminado pelo pecado – ele dá apenas uma parcela à igreja e fica com o resto. Essas cenas são ingenuamente engraçadas.

Marcos Paulo mandou bem na direção. Ao contrário do esperado, o filme não lembra um capítulo de novela estendido. Antonia Fontenelle já tinha dito isso naquela entrevista – eu devia ter acreditado.

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2 respostas para Assalto ao Banco Central é um bom filme sim

  1. João

    Meu caro, acho que ninguem melhor do que a Antonia pra divulgar o filme que ela assinou o argumento, assinou o casting e ainda incentivou o marido dela a ir pro cinema, o que menos conta é participação que ela fez acredito eu de brincadeira,sem falar que ela está linda em cena, ja chega chegando, aifnal se ela assinou o casting e o argumento, ela poderia ter feito qualquer papel não acha? talvez por isso ela estava no Jô Soares e se você prestou atenção na entrevista dela e da Giulia Gam você deve ter visto que isso foi falado. Seu comentário é cheio de contradições. Muita gente metida a saber tudo nessa internet, é osso. Te aconselho a ver os creditos dos filmes, sempre que você entrar numa de comentar o que você viu.

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