Felicidade é utopia

Você às vezes não tem a impressão de que a felicidade é uma utopia? De vez em quando, eu desconfio, pelo menos, de que ela é reservada apenas às crianças, sempre tão ingênuas e despreocupadas seja qual for o caos em que vivam. Agora, os adultos… a gente está sempre correndo atrás da felicidade. Ela é um objetivo nunca alcançado. Tô certo ou tô errado?

As pessoas vivem para perseguir a felicidade, cometendo erros e acertos com a única intenção de serem felizes. Mas morrem antes de conseguir, parece. Claro: temos momentos felizes. Mas a felicidade como uma constante… não acontece. A gente conquista algo, fica feliz e logo nos vêm novas preocupações e, de novo, estamos correndo atrás daquela boa sensação. É quase um vício (ou, talvez, uma obrigação). É mais fácil estar do que ser feliz. Repare bem.

Pensa comigo: o que você mais quer na vida? Pensou? Agora, me diga: e depois que você conseguir isso? Como vai ser? Pois é. Sempre falta alguma coisa para a nossa felicidade ser completa. O que a gente mais quer não é SÓ o que a gente quer. Os desejos são múltiplos e, ao se alcançar o primeiro, passa-se a correr atrás da concretização do segundo e assim sucessivamente. Nunca acaba, porque, durante o processo, surgem novas metas. Carreira, sucesso, casamento, filho, caridade, não importa.

Já as crianças… Elas vivem dia após dia, aproveitando cada um sem se importar com o amanhã. Elas não correm atrás de felicidade alguma. Elas sonham e, assim, são felizes. Elas não se preocupam em torná-los realidade, porque, para elas, seus sonhos já são bastante reais. Sonhar é real. Isso basta, de certa forma.

Sou fruto de uma geração que cresceu sob a ideologia de Xuxa: “querer, poder, conseguir”. E isso dava força às minhas fantasias. Cresci e comecei a torná-las reais. Mas elas passam. Você quer comprar um carro, por exemplo. Você compra, realiza seu sonho, você fica em êxtase, mas depois de um mês aquilo já é banal. Não dá para viver olhando para trás. A gente olha para frente. O que vem por aí?

Ainda com relação à Xuxa, ela sempre foi um bom retrato da felicidade. Mulher sempre sorridente, bonita, rica, com sucesso, uma carreira estável, uma legião fiel de fãs, uma filha bonita e saudável, um affair aqui, outro acolá. Então, a gente imagina: ela chegou “lá”. Mas aí a mãe é internada com pneumonia, sofre de Mal de Parkinson e diabete. O irmão também andou doente, que eu li.

E o que aconteceu? Xuxa virou capa de revista ao dizer, durante a comemoração de 25 anos de casa na Globo, que estava triste (“Hoje, eu não sou feliz”). E – tratando-se do segmento que cuida de celebridades – a declaração merecia mesmo a manchete. Xuxa, mulher sempre sorridente (…) outro acolá… triste? É de se chocar. É questão de se questionar: se até ela fica triste, como pode a felicidade constante existir? Não existe. E eu deveria ter desconfiado quando ela se separou de Marlene Matos… porque não era feliz com ela.

2 respostas para Felicidade é utopia

  1. Jose

    Felicidade mesmo só morando na Europa ou nos Estados Unidos da América, ou recendo uma herança boa ao nascer. Trabalhador brasileiro comum! Esquece. Só toma no r#@%…

  2. Emilly

    sinceramente não tenho nem palavras, apenas posso te dizer uma coisa vc tem toda razão no que disse.
    abraços

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s