O pop de sempre

Eu me impressiono com essa performance a cada vez que eu a vejo:

Ok, eu tenho sido bastante mal humorado com relação à música pop. Desde que passei a ter novas experiências sonoras, me desliguei bastante desse mundo e passei a integrar o time dos chatos alternativos que dizem que “tudo que faz muito sucesso é ruim”. Uma besteira, claro. Mas eu entrei nessa. Estar reconhecendo essa implicância infundada não quer dizer que eu vá colocar Lady Gaga para tocar agora mesmo. Não. Definitivamente, eu não gosto disso. Mas por quê?

Especificamente sobre ela, eu realmente não a acho boa. As suas músicas de maior sucesso – e falo delas, porque são as únicas que conheço – nunca me impressionaram. Seu álbum mais recente, Born this way, que eu ainda quero baixar para dar uma olhada, tampouco pareceu trazer algo novo, pelos singles que eu escutei. Esse é o problema. Depois de tantos anos mergulhado no pop, eu cansei dessa fórmula certa para estourar nas rádios e esgotar ingressos. Eu quero algo novo.

E Lady Gaga, me desculpe, não apresenta isso. Vale lembrar aqui as acusações de plágio que ela sofreu ao lançar a faixa que dá nome ao CD (disseram que sua música era cópia de um hit antigo da Madonna). E, no caso de Beyoncé, a performance impressionante que ela fez no Billboard Award (vídeo acima) foi, na verdade, inspirada em uma apresentação da italiana Lorella Cuccarini no ano anterior (o que não tira os méritos da mulher de Jay Z que, sem dúvidas, deu show). A impressão que eu tenho é que o mercado está olhando para trás e repetindo os acertos quando, atualmente, eu quero é correr riscos.

Nesse sentido, Britney se diferenciou com Femme fatale. O seu álbum sim trouxe algo diferente, embora não tenha se arriscado totalmente, como eu já comentei aqui anteriormente. O problema é que, na minha opinião, nem assim ela acertou (mas Britney é um caso à parte, que eu acho que deveria tirar meio século sabático). Lady Gaga tem tido mais acertos em apostar em mais do mesmo.

Mas eu não odeio a Gaga (nome roubado de uma música do Queen). Ela me impressiona no que ela propõe, mas não musicalmente. O figurino conceitual, as declarações e atitudes surreais (tirando aquele episódio grotesco do vestido de carne, que foi de muito mau gosto) e o engajamento na causa homossexual me agradam. Ela propõe uma nova realidade, pirada e paralela, que é, no mínimo, interessante. Mas, nisso tudo, a música fica em escanteio. O pop tem sido assim: grandes performances, repetindo o passado e a música em último plano. Assim eu não quero não.

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