‘Maria Gadú é um fenômeno de popularidade instantânea’, diz Caetano Veloso

Uma rasgação de seda. Assim foi a coletiva de imprensa do lançamento do DVD “Multishow Ao Vivo Caetano e Maria Gadú” nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. A dupla de cantores trocou elogios em todas as oportunidades que tiveram. “O abraço dele é muito bom. Essa proximidade com ele é esquisita para mim. A ficha não cai”, diz a paulista. “Ela é um fenômeno de popularidade instantânea”, devolve o baiano.

É por causa desse status atribuído à novata que Caetano escolheu as suas músicas de maior sucesso para esse projeto com ela. “Era inevitável, por exemplo, cantar ‘Sozinho’, do Peninha, que é a minha música de maior sucesso popular”, diz. Já ‘O quereres’ foi um pedido dela. “É a minha música preferida. Não dele. Mas de todas as músicas que conheço”, diz encantada.

Assim foi feita a setlist do show que rodou Salvador, Bauru, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro, onde ocorreu a gravação do DVD, no ano passado. Eles mesclaram as músicas do CD de estreia de Maria Gadú, os sucessos de Caetano e os pedidos pessoais dela. A exceção foi ‘Shimbalaiê’, que ela não queria cantar. “Notei que ela não cantava essa e resolvi fazer uma surpresa. A cada show, cantei um pedacinho. Cada vez um pedaço maior. E ela sempre chorava”, relembra.

Maria Gadú ri e diz que é verdade. Ela escreveu “Shimbalaiê” quando tinha apenas 10 anos de idade e sempre achou que era uma música boba. “Quando ele cantou, lembrei da minha infância. Na hora eu não consegui pensar no que eu estava sentindo. Fiquei emocionada. Emoção não se explica”, fala.

 

Encontro de gerações

Mais emoção está prevista para este ano. Além do lançamento do DVD, marcado para o fim do mês, eles pretendem voltar aos palcos com esse show. “A gente ainda não tem datas fechadas, mas vamos fazer mais shows para celebrar este lançamento. Quero voltar à Salvador”, revela Caetano, conhecido pela convivência com artistas mais novos. “Eu gosto quando dizem que eu os vampirizo. Vendo os artistas jovens, me lembro da minha juventude”, diz.

Segundo o cantor, quando ele tinha a idade de Maria Gadú, estava escrevendo “Alegria, alegria”, que, assim como o “Shimbalaiê” dela, não é uma música que ele goste muito. “Tenho carinho, porque as pessoas gostam muito. E eu gosto que as pessozs gostem”, revela. No show, uma canção segue a outra.

Quem não sabe se vai seguir os passos de Caetano e continuar trabalhando aos 68 anos é Maria Gadú. A cantora diz que não pensa muito no futuro e que ainda falta “um bocado de tempo” para que ela chegue à idade dele (o comentário causa a gargalhada do cantor). “Vivo o hoje, o amanhã e a semana que vem, porque já tem compromisso. Depois disso, não penso. Não vou falar que quero estar cantando, porque vai que não acontece”, diz. E vai que acontece? O público agradece.

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/130961+%E2%80%98maria+gadu+e+um+fenomeno+de+popularidade+instantanea%E2%80%99+diz+caetano+veloso

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