Kid Abelha faz show no Rio: ‘Público praticamente exigiu a volta da banda’

Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato são, mais uma vez, Kid Abelha. A banda se reuniu e voltou a ensaiar depois de hiato de cinco anos, que serviu para que eles tocassem projetos paralelos. O resultado é a turnê “Glitter de principiante”, que tem apresentação marcada para Citibank Hall, no Rio de Janeiro, neste sábado. “O público estava praticamente exigindo a nossa volta. Era o tempo todo ‘Quando o Kid vai voltar?'”, conta Bruno Fortunato em entrevista exclusiva ao SRZD.

Segundo ele, a volta aos palcos pode virar, inclusive, um DVD. Seria um presente para os fãs que, durante o intervalo do grupo, continuaram comprando o “Acústico MTV”, lançado em 2002, e fez dele o DVD mais vendido em 2009. Paula Toller garante que esta pausa era necessária e que agora os três vão poder voltar e cantar em tom de celebração. O repertório promete canções “Seu espião”, “Alice”, “Garotos”, “Dizer não é dizer sim”, “Todo meu ouro”, além dos maiores hits da banda.

Para Bruno Fortunato, é um prazer tocar novamente em sua cidade natal, da qual ele garante ter as melhores lembranças com os shows do Kid Abelha. O músico foi o único que não tocou projetos solo durante a pausa da banda (George Israel e Paula Toller gravaram e fizeram turnês sozinhos). “Foi um ótimo período para me afastar um pouco da rotina de viagens constantes e horários de trabalho totalmente inusitados”, explica Bruno. Para ele, a banda sempre possibilitou que ele realizasse tudo o que queria.

Diferentemente de George Israel, que não parou um minuto durante os últimos anos. Não é algo fora do comum encontrá-lo tocando na noite tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo. “Sou totalmente viciado em tocar ao vivo. Eu adorei tocar em lugares menores”, fala. Ele, aliás, está escalado para o Leblon Jazz Festival, que será no mesmo dia do show no Citibank Hall, horas antes. Mas essa já é outra história.

SRZD – De que forma o trabalho solo de vocês influencia no som da banda nesse retorno?
GEORGE ISRAEL – Não dá para medir, mas a carreira solo nos deixa mais afiados.
BRUNO FORTUNATO – Acredito que o trabalho solo e qualquer outra atividade que propicie um distanciamento colabora muito para um melhor desempenho e criatividade da banda. Apesar de não ter realizado um projeto solo, apenas participações esporádicas em trabalhos e CDs de amigos, pude perceber uma sensível evolução em todos os integrantes da banda.

SRZD – Há 16 shows fechados na agenda divulgada no site oficial. O público estava mesmo pedindo a volta da banda?
GEORGE ISRAEL – Foi a nossa maior motivação.
BRUNO FORTUNATO – O público estava praticamente exigindo a volta da banda. Durante o tempo em que estivemos em recesso, ouvia o tempo todo “Quando o Kid vai voltar?”. É muito legal e gratificante perceber como as pessoas gostam dessa banda.

SRZD – Por que então demoraram tanto a voltar a trabalhar juntos?
BRUNO FORTUNATO – Provavelmente, por conta de compromissos assumidos neste período.
GEORGE ISRAEL – Passou muito rápido. Foi o tempo orgânico do ciclo dos CDs solo somado à demanda grande de pessoas querendo os shows do Kid.

SRZD – Qual a expectativa para esse reencontro no show do Rio de Janeiro especificamente?
GEORGE ISRAEL – Depois de passarmos por Curitiba, onde o show aconteceu de uma maneira surpreendente e calorosa, estou ansioso para tocar na nossa cidade. O bicho vai pegar!
BRUNO FORTUNATO – Já há muito tempo, o Rio vem nos recebendo com uma empolgação e um carinho fora de série. Nossa lembrança é de um público extremamente caloroso, que canta praticamente todas as músicas do repertório conosco. As passagens por nossa cidade natal são repletas das melhores lembranças: do Citibank Hall ao Rock in Rio.

 

SRZD – Há planos para um novo CD e DVD?
GEORGE ISRAEL – Provavelmente uma gravação da turnê, mas ainda não tem nada definido.

SRZD – E como ficam as carreiras solos a partir de agora?
GEORGE ISRAEL – Em stand by, mas acho que vai dar para manter alguma atividade esporádica nos dias de semana no Rio e, nas brechas, algumas escapadas para fazer o som que tenho tocado com DJs e com DJ Meme, o projeto Sollar.
BRUNO FORTUNATO – Foi bom perceber que o trabalho da banda não inviabiliza os projetos solos e, sendo assim, a qualquer momento, poderão acontecer novos projetos.

SRZD – Aliás, durante a pausa da banda, você foi o único que não desenvolveu um trabalho solo. Por quê?
BRUNO FORTUNATO – Aproveitei este período para pôr a vida em dia. Foi uma ótima oportunidade para me afastar um pouco da rotina de viagens constantes e horários de trabalho totalmente inusitados. É engraçado, mas o sonho de consumo de quem atua numa área de trabalho como a nossa pode ser também estar disponível para uma rotina comum à maioria das pessoas.

SRZD – Você, então, queria férias?
BRUNO FORTUNATO – Na verdade, não tinha ideia de que fôssemos ficar tanto tempo afastados. Olhando para trás, vejo que foi importante e nos impulsionou a um forte e agradável envolvimento neste retorno.

SRZD – Mas você tem vontade de fazer algo mais autoral?
BRUNO FORTUNATO – Tenho sim. Não por achar que deva seguir os mesmos passos de meus colegas ou por uma questão de vaidade. O Kid Abelha sempre me propiciou a oportunidade de me expressar de várias maneiras diferentes e instigantes. Talvez por este motivo não tenha sentido a urgência e a necessidade de me envolver em um projeto solo. Acho importantíssimo ter alguma coisa realmente relevante para acrescentar nestes tempos de excesso de informação e exposição. Se este momento chegar, vou me entregar de corpo e alma como sempre fiz no nosso trabalho em grupo.

SRZD – Já George Israel não parou um minuto durante a pausa da banda…
GEORGE ISRAEL – Sou totalmente viciado em tocar ao vivo. Mas como tenho exercido isso bastante, me permito desconectar quando estou com a família ou viajando de onda. Hoje, consigo até não tocar por alguns dias. (risos)

SRZD – Você passeia por diferentes gêneros musicais. O que você mais ouve atualmente e, de certa forma, influencia no seu trabalho?
GEORGE ISRAEL – Ouço black music, música brasileira e, por osmose, através dos meus filhos, os clássicos do rock e do reggae. Também pesquiso muito no Youtube, que é uma delícia. Tenho estudado violão clássico e tocado muito sax junto com DJs.

SRZD – O Kid Abelha se apresenta em grandes casas de shows. Solo, seus shows são em lugares menores. Como você encara isso?
GEORGE ISRAEL – Um dos grandes baratos foi esse contraste, pois eu adorei tocar em lugares menores e conduzir o clima de uma noite com o show e a banda. Desenvolvi um lado de entertainer que não sabia que tinha. Fui descobrindo e é complementar com o que vivo no Kid. Fiz também alguns shows grandes onde essa experiência foi aproveitada. Mas a química do Kid ficou intacta. É só subirmos juntos no palco que tudo acontece. É muito bom.

SRZD – Até quando dura o Kid Abelha?
BRUNO FORTUNATO – É difícil responder esta pergunta. Enquanto existir a vontade de realizar um trabalho juntos, haverá sempre a possibilidade de permanência da banda.

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/130689+kid+abelha+faz+show+no+rio+publico+praticamente+exigiu+a+volta+da+banda

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