O golpe da música do Latino e da banda Cine para promover a Chiclets

Caso você tenha lido o título, mas não esteja por dentro do assunto, faço um breve resumo. A banda Cine (uma daquelas coloridas) divulgou na Internet uma música nova e, pouco tempo depois, Latino lançou, também na web, a mesma música. Os fãs da banda acusaram o cantor de plágio, ele se defendeu, pelo Twitter e disse que a música era de autoria dele. “Quem plagiou foi a banda Cine!”. O assunto virou trendig topic na rede social, movimentou fóruns e foi pauta de uma série de veículos jornalísticos. Mas tudo não passava de uma jogada de marketing da Chiclets, que deixou o assunto quase ser esgotado para, finalmente, anunciar que a música era, na verdade, parte de sua nova campanha publicitária. Latino e a banda são os contratados como, hum, garotos-propaganda (?). Era tudo teatrinho.

O casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert já havia feito algo parecido algum tempo atrás. Eles protagonizaram um suposto vídeo íntimo que caiu na Internet, mas, na verdade, era uma estratégia comercial para divulgar uma marca de gel lubrificante. No momento, não lembro de nada mais nesse sentido.

Acho preocupante quando o mercado publicitário alimenta o jornalístico com notícias falsas só para se promover. Porque é falsa a informação de que o vídeo do casal de lindos era íntimo e tinha vazado, da mesma forma que é falsa (e esdrúxula) a acusação de plágio entre os artistas contratados pela marca de chicletes. É preocupante, primeiro, porque veículos que disseminam informação para as pessoas passam a noticiar mentiras em espaços que poderiam estar sendo ocupados por algo verdadeiro (não vou abrir a discussão de utilidade, por razões óbvias). Há perda de credibilidade, na minha opinião. “O jornal/site/rádio/a revista/televisão devia saber que é mentira”.

Segundo, porque, profissionalmente falando, os publicitários, que deveriam trabalhar de mãos dadas com os jornalistas, passam a enganá-los. Ou não? Os repórteres que deram a notícia das músicas iguais e do nítido plágio não fizeram de comum acordo com o marketing da Chiclets. Foram enganados. E não venha com o papo de “e cadê a apuração?”, porque duvido que uma boa apuração teria chegado à verdade. Tanto Latino quanto o Cine, seus assessores e empresários, neste caso, teriam alimentado o circo, cumprindo com seus devidos contratos assinados.

Terceiro, e os fãs? Como responsável pela editoria de música de um site, eu vi de perto as pessoas defenderem com unhas e dentes seus admirados (pois é…) e acusarem o rival. Por uma campanha publicitária, algo momentâneo, essas celebridades sujeitaram sem pena seus respectivos públicos ao ridículo. Discutiram e se desgastaram por algo que sequer existia e foi alimentado pelos seus ídolos. Patético.

Como estratégia de marketing, acho questionável. Evolution é o chiclete do plágio. Ou da mentirada.

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Como fui parar no show do Paul

Não é tarde demais para comentar né? Claro que não.

Não sei muito bem como que eu fui parar no show do Paul McCartney no Engenhão. Não tive pais que me faziam ouvir os Beatles nem nada parecido. Minha mãe ouvia Roxette e Madonna. E meu pai… Bem, não sei. Minha avó ouvia (e ainda é fã do) Kenny G. Certamente não foi uma influência familiar. Conheci os Beatles já tardiamente, na fase adulta de minha vida, por meio do meu atual namoro (que me trouxe uma série de outras influências) e não foi algo que me atraiu totalmente. Andei ouvindo, mas não me encantou (desculpa, gente!). Algumas músicas são ótimas, mas outras são muito bobas (segundo o meu LastFm, até o momento que escrevo este post, escutei a banda apenas 304 vezes).

Então, o que quero dizer é que não sou exatamente um grande fã de Paul ou qualquer outro (eu andei achando que gostava mais do John, mas descobri que não), mas, no ano passado, quando ele fez aqueles dois shows em São Paulo, eu fiquei com aquela sensação de “hmm, eu queria estar lá”. Eu sou assim. Há uma espécie de formiguinha que começa a me dar picadas quando eu acho que estou diante de oportunidades únicas e momentos históricas (a última turnê da Madonna, que passou pelo Maracanã, por exemplo). Minha maior frustração é não ter ido a um show do Michael Jackson.

Então, depois de ter feito algumas matérias sobre a volta de Paul ao Brasil e me envolvido com alguns personagens beatlemaníacos, a minha ida ao show, de repente, se tornou uma certeza. Por que eu ia? Não sei. Mas eu ia. O Nico passou algumas semanas dizendo que eu só queria “aparentar”, o que, obviamente, não é verdade. Comprei o meu ingresso (e só o meu, o que significava que eu estava me metendo nessa sozinho) na pré-venda para clientes de determinado cartão (que eu não tinha) e sócios do fã-clube (que eu não sou, mas mexi meus pausinhos). Fui um dos primeiros a comprar. O meu ingresso? O mais barato. Também não vamos exagerar.

No dia do show, fui lá eu para o Engenhão que, por sorte, é bem próximo da minha casa (e mesmo assim eu nunca havia ido). Cheguei uma hora antes do horário marcado para o início da apresentação, meio tímido, meio desconfortável por ter que passar tanto tempo sozinho olhando para ontem. E me deparei com uma fila enorme para entrar no meu setor. A hora passou e eu estava no mesmo lugar. Quando deu 9h15, as pessoas começaram a reclamar, alegando que “Paul é pontual”, e eu pensava “a minha sorte é que nem sou fã, senão estaria mais histérico com a possibilidade do show começar e eu estar do lado de fora”. Mas a organização do evento conseguiu acelarar o processo e todo mundo entrou a tempo. 9h30 eu estava dentro, admirado com o mar de gente (isso é algo que sempre me impressiona, mesmo depois de tantos shows) e barganhando um lugar para me sentar.

– Senhora, esse saco do Bob’s está marcando o lugar de alguém ou só ocupando espaço?
– Não, não tem ninguém não.
– Então obrigado. – jogando o saco para debaixo da cadeira.

E Paul entrou no palco, assim que acabou de tocar uma música qualquer. De repente, do nada, discretamente. Te juro: subiu um arrepio no meu corpo. E não é porque eu estava vendo o Paul McCartney, com todo o seu peso histórico. Porque, na verdade, o que eu via era um pontinho azul (do seu terno) no palco (eu só via Paul pelo telão). Acho que o arrepio foi por saber o que aquilo representava: um momento único (e eu sou fã dos momentos únicos). Ele começou com Hello, Goodbye. Eu sabia o refrão, ok?

O show foi todo lindo. Em alguns momentos, senti tédio e me sentei, não vou mentir. É típico de quem não conhece as músicas da setlist. Me senti poser quando via todo mundo cantando, mas não me importava. Havia algumas que eles também não sabiam, aparentemente (e eu, certamente). Achei Paul super animado, cheio de energia. Se não fosse aquele suspensório, não imaginaria que ele já tem o RioCard Senior. Ele é super brincalhão, parece um jovenzinho. E é a coisa mais fofa ele falando português (ele falou bastante!). Quando ele falava ‘valeu’, em vez de ‘obrigado’, eu achava super engraçado.

Fora que escutar ao vivo Le it be, Yesterday, Day tripper, All my loving e Hey Jude, que teve aquela homenagem dos fãs, é o tipo de coisas que dá graça à vida. A surpresa que o público preparou para Paul foi um dos pontos altos do show (o próprio cantor se rendeu em uma carta de agradecimento, que era desnecessária, porque sua felicidade no momento foi algo impagável). Já vi vários fãs tentarem se organizar para fazer surpresas assim, no meio de um show, mas sempre melou. Fiquei feliz e, confesso, emocionado quando tudo deu certo, mesmo sendo um estranho no ninho. Conclusão: não me arrependo de ter ido. Pelo contrário, fico satisfeito com minha própria iniciativa.

Dulce Maria inicia turnê solo no Brasil: ‘Agora, a responsabilidade é maior’

A mexicana Dulce Maria chega ao Brasil esta semana com a turnê “Extranjera On Tour”, apresentando as músicas do seu primeiro CD solo e os sucessos da banda RBD. Do extinto grupo, ela é a que, mais tardiamente, se apresenta no Brasil (Alfonso Herrera abandonou a carreira musical). Os fãs não a veem no palco desde 2008, quando o RBD fez seu último show no Brasil. Anahí, Christian, Christopher e Maite vieram ao país fazer pocket shows antes mesmo de lançarem discos novos. “Eu queria fazer algo especial, com meu show mesmo. Por isso, agora começo a turnê do meu disco no Brasil”, explica Dulce em uma entrevista exclusiva ao SRZD.

Ela respondeu as perguntas do site direto do seu blackberry, antes mesmo de desembarcar aqui. A cantora é super antenada com a Internet. Por meio de seu Twitter, ela mantém contato com os fãs de todo o mundo, que conquistou na época do grupo surgido na novela “Rebelde”. Quando ela chegou ao país, na terça-feira, imediatamente tuitou: “Vocês não sabem a vontade que eu tenho de cantar logo para vocês. Obrigado por tanto amor”.

Os fãs, no entanto, para se aproximar dela (um desejo de Dulce, que diz que na época do RBD quase não tinha contato com o público), vão ter que desembolsar mil reais para encontra-la no hotel, um evento chamado de “convivência”, organizado pela Rafael Reisman Produções. Quando perguntada se não acredita que o valor é muito alto, a cantora responde colocando o emoticon de uma carinha triste. “Não depende de mim… :(“.

SRZD – Você escreveu duas das músicas do seu CD de estreia. Como é o seu processo de composição?
DULCE MARIA – Bem, foram cinco músicas. Geralmente, escrevo a letra e depois me junto com alguém para que ponha a música. Escrevo sobre o que sinto.

SRZD – Você continua trabalhando com Carlos Lara, que escrevia as músicas do RBD, no seu CD solo. Não teve medo de seguir com o mesmo som do grupo?
DULCE MARIA – Ele é um produtor muito bom e já produziu muitos outros artistas. E eu tenho outros três produtores nesse CD, Sebastian Chris, Axl Dupeyron e Aurio Baqueiro.

SRZD – Quais as maiores diferenças do seu trabalho com e sem o RBD?
DULCE MARIA – Agora a responsabilidade que eu tenho com o público é muito maior. Agora, canto o que realmente sinto, o que componho sobre minhas experiências e estou a par sobre cada coisa da minha carreira.

SRZD – Mas você sente falta do trabalho em grupo? Ou é melhor sozinha?
DULCE MARIA – Mesmo sendo solista, continuo trabalhando em grupo. Meus músicos são muito bons, sempre ensaiamos e são meus amigos. Claro que sinto saudade do que vivi com o RBD, porque foi uma grande experiência.


SRZD – Maite, Christopher, Anahí e Christian já fizeram shows, em alguns casos, vários, no Brasil. Por que você demorou tanto em fazer show aqui?
DULCE MARIA – Porque o Brasil é muito importante para mim. Eu queria ir fazer algo especial, com meu show mesmo, por isso agora começo a turnê do meu disco no Brasil. Amo os brasileiros.

SRZD – Você já veio muitas vezes ao país e creio que teve a oportunidade de conhecer vários lugares e pessoas. O que você mais gosta no Brasil?
DULCE MARIA – Das pessoas! A comida, a música, a paixão com que fazem tudo. O Brasil me encanta.

SRZD – E que lembranças você tem daqui?
DULCE MARIA – Tenho lembranças maravilhosas. O Brasil é onde chorei e ri. O maior show da minha vida foi aí. Tenho muitas lembranças…

SRZD – Vai aproveitar a turnê para ir a boates e festas nas cidades pelas quais vai passar?
DULCE MARIA – Adoraria, mas não terei tempo. Estarei em cidades diferentes a cada dia.

SRZD – Todos dizem que os fãs brasileiros são muito empolgados. Qual a maior loucura que já fizeram por você aqui?
DULCE MARIA – São um máximo! (risos) Já se esconderam nos nossos quartos de hotéis.

SRZD – Dessa vez, para estar com você, eles terão que pagar mil reais. Não acha que é muito caro?
DULCE MARIA – Isso não depende de mim… 😦

SRZD – E o que as pessoas podem esperar do seu show?
DULCE MARIA – Será um show totalmente ao vivo, com banda. Cantarei músicas da primeira parte do meu disco e da segunda parte exclusivamente para o Brasil. E vamos relembrar a fase do RBD, com muitas surpresas. Será algo muito especial e muito íntimo.

SRZD – Você já conquistou muito sucesso com a sua carreira com o RBD e agora com a carreira solo. Ainda tem algum sonho a ser alcançado?
DULCE MARIA – Claro! Ainda tenho muitos sonhos a serem realizados, mas o maior agora é começar minha turnê. Obrigado a todos os brasileiros por estarem fazendo este sonho uma realidade.

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/132245+dulce+maria+inicia+turne+solo+no+brasil+agora+a+responsabilidade+e+maior

Rock in Rio vai reunir veteranos e novatos no festival

A próxima edição do Rock in Rio no Brasil, marcada para daqui a exatamente quatro meses, vai reunir veteranos e novatos no festival. George Israel, Martinho da Vila, Tiê e Skank já tem experiência, por exemplo. Já Detonautas e Glória vão fazer a sua grande estreia este ano. “Aos 14 anos, na porta do Maracanã, indo assistir ao Guns N’ Roses, eu disse a mim mesmo inocentemente que um dia tocaria nesse festival. É a realização de um sonho de adolescente”, diz Tico Santa Cruz em entrevista exclusiva ao SRZD.

Já George Israel esteve na primeira edição do Rock in Rio, em 85, com o Kid Abelha. Desta vez, ele vai se apresentar na Rock Street com o trio de sax Os Roncadores. “É bom não estar de fora do festival. Vai ser o meu terceiro”, conta ele, que já fez show no palco principal do evento, mas desta vez estará em um espaço mais singelo. Segundo ele, isto não é um problema. “Como o grupo é som de rua, estamos no local mais do que apropriado”, justifica.

Tiê e Martinho da Vila vão estar no Palco Sunset, o mesmo que eles se apresentaram na edição portuguesa do Rock in Rio, no ano passado. “Os portugueses nos receberam muito bem. Foi demais. Uma emoção. No Rio, vai ser outra emoção. Tem aquilo de ser o maior festival do Brasil e de volta à cidade”, diz Tiê, que vai fazer um show junto com o uruguaio Jorge Drexler.

Já o sambista Martinho da Vila vai se apresentar junto com o rapper Emicida e a banda Cidade Negra. “O segredo da juventude é conviver com ela. Mas são os jovens que se aproximam de mim”, brinca o cantor. Segundo ele, o festival representa bem essa mistura comum no meio musical hoje em dia. Ele não vê problemas em tocar para um público que não é só seu. “Se tem público, não tem problema, mesmo que não conheça o meu trabalho, o que é difícil”.

O novato no festival Tico Santa Cruz concorda. “Não consigo enxergar pontos negativos na programação. Há espaços para muitos artistas, desde o palco Sunset até a Rock Street, que permitirá que muita gente possa mostrar trabalhos legais”, opina.

Henrique Portugal, do Skank, também é só elogios ao festival. “É muito maravilhoso. Fui em todos. No de 1985, lembro muito do AC/DC. No Maracanã, lembro do Sepultura e, em 2001, foi muito bacana ter tocado na Tenda Brasil. Estava lotada”, conta o tecladista, que também participou da edição europeia do Rock in Rio.

Por tocar ao lado de pessoas com tanta experiência e com nomes de peso do mercado fonográfico internacional, o vocalista da banda Glória, Mi, está totalmente ansioso. “Vai ser de passar mal, né? Quero muito encontrar o Corey Taylor do Slipknot, minha maior influência! Ver o Metallica de perto vai ser surreal também”, imagina.

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/132016+rock+in+rio+vai+reunir+veteranos+e+novatos+no+festival

Rock in Rio: Gloria fala sobre expectativa para tocar no festival

O dia 20 de abril foi especialmente importante para a banda paulista Gloria. Foi a data em que a produção do Rock in Rio anunciou que Mi, Elliot, Peres, João e Fil vão tocar no festival no mesmo palco e na mesma noite de Coheed and Cambria, Motörhead, Slipknot e Metallica. No dia, o vocalista, Mi, tuitou: “Nossa, tô muito feliz! Tocar no Rock in Rio! Meu Deus! Ainda tô desacreditando que anunciaram isso”.

Segundo  ele, o show será especial, pois terá repertório novo, com as músicas do novo álbum. No mesmo dia, ele voltou a escrever. “Posso dizer com toda certeza que o novo CD  está BEM PESADO! Um novo Gloria!”, tuitou. É a responsabilidade de tocar na noite do metal, uma das mais esperadas do festival. Em entrevista exclusiva ao SRZD, ele falou mais sobre a expectativa para o evento.

SRZD – Vocês imaginavam algum dia tocar no Rock in Rio?
MI – Pra falar a verdade, quando apareceu na mídia que ia rolar o Rock in Rio de novo, eu pirei, achei demais! E para ser mais realista ainda, sempre tive muita fé que esse evento ia rolar pro Gloria! Acho que foi por isso que rolou. Acreditei tanto, mesmo não estando confirmado pra mim, já estava, pois a fé era maior que o mundo.

SRZD – Imagino que estão todos muito felizes. Já pensaram como será o show?
MI – Ainda estamos pensando tudo com muita responsabilidade. Por tocar no dia do metal, estamos preparando um grande show. E claro, o novo CD vai estar muito mais pesado que o anterior.

SRZD – O Rick Bonadio falou no Twitter que o Metallica aprovou a apresentação do Gloria no mesmo dia deles. Isso dá uma inflada no ego?
MI – É uma sensação incrível! Nunca podemos nos achar mais do que nos somos. E nem menos! Sempre temos que estar no meio termo, com os pés no chão. Isso nos mantém sempre equilibrados. Mas, com certeza, é algo único ter aprovação do maior nome do metal no mundo.

SRZD – Provavelmente vocês devem encontrar a banda nos bastidores. Já pensaram nisso?
MI – Já pensamos! (risos) Vai ser de passar mal, né? Quero muito encontrar o Corey Taylor, do Slipknot. É minha maior influência! Ver o Metallica de perto vai ser surreal também! Lemmy  (Kilmister), do Motörhead, e também Claudio, do Coheed and Cambria!

SRZD – O Rock in Rio não é apenas o maior festival do Rio, mas também do Brasil. Como paulistas, qual a relação de vocês com o evento?
MI – Acho demais tocar nesse evento. O Rock in Rio é um evento mundial. Vêm pessoas do mundo inteiro. É muito bom ver que o Brasil tem um festival desse tamanho! Lembro como hoje do Rock in Rio 2. Eu estava no Rio de Janeiro, era muito novo e fiz minha mãe comprar uma camiseta do evento. E lembro também do último Rock in Rio (em 2001). Esperei demais para ver o Deftones tocar. Foi único!

SRZD – Pretendem aproveitar a viagem e assistir a outros dias de show?
MI – Com certeza, queria ver todos os dias! Quero muito ver o Stone Sour, sem palavras.

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/132009+rock+in+rio+gloria+fala+sobre+expectativa+para+tocar+no+festival

McFly faz show bem humorado no Rio e promete voltar em breve

A banda McFly fez um show divertido e bem humorado para um HSBC Arena metade cheio (ou metade vazio, dependendo da sua boa vontade) neste sábado. “É muito bom estar no Rio de novo. Vocês tem uma cidade muito, muito, muito bonita”, declarou o guitarrista Tom Fletcher entre gritinhos dos fãs (a maioria garotas, embora haja uns meninos moderninhos também).

A “Above The Noise Tour” começa com um vídeo no telão convidando o público a fazer parte de uma espécie de comunidade virtual deles, a “Super City”. Quem é cadastrado tem direito a ir ao camarim. Mas eles não precisavam fazer essa propaganda. A maioria da plateia já é registrada. Segundo um segurança do local, eles atenderam mais de 700 fãs no camarim antes do show (divididas em grupos de dez). A maioria com blusas personalizadas que variavam entre os dizeres “McFly” e “I love McFly”

Essa aproximação era impensável em 2009, na última vinda do grupo. Na época, eles eram menos acessíveis e moviam multidões em portas de hotéis e aeroportos. Mas se o grau febril diminuiu dessa vez, a animação não. Os garotos continuam transformando o palco em playground. Eles se divertem como toda banda deveria se divertir em um show. Totalmente à vontade, os ingleses brincam entre si e com a plateia. O vocalista Danny Jones tenta falar português. “Obrigado! E aí? Tudo bem? Tudo bom? Eu te amo!”, arranha.

O baixista Dougie Poynter vai além, coloca uma calcinha jogada no palco na cabeça, um sutiã pendurado no microfone, e diz que o que mais ama no Brasil são as mulheres. “Nós amamos as brasileiras!”, grita. O baterista Harry Judd, o que menos fala no show (mas por quem as meninas mais gritam), concorda. Eles não são bobos não.

Mas as brincadeiras não param por aí. Tom abaixa as calças e mostra a cueca; Dougie e Danny ameaçam se beijar; Danny passa uma toalha dentro das calças e joga para o público; Tom coloca um óculos e não consegue começar uma música de tanto que ri. É Smile, cujos versos viram “you just got to be Brazilian” (em vez de “happy”). O mesmo acontece com Falling in Love. Eles transformam a letra para “wishing I could be in Rio de Janeiro” (em vez de “California”).

Tudo é válido para dizer o quanto eles gostam do Brasil e da cidade especificamente. Danny diz que as temporadas no Rio são sempre muito boas. Para Harry, é ótimo poder olhar para qualquer lado e ver meninas tendo faniquitos (ele não diz com essas palavras, claro, mas é isso que quer falar). “Vocês são os melhores”, grita Tom, que depois de enrolar bastante para deixar o palco (como se não quisesse fazê-lo), avisa: “Nós prometemos que vamos voltar em breve!” Mas antes ainda há shows em São Paulo e Porto Alegre, para depois seguir com a turnê pela América do Sul. A maratona está só começando.

SETLIST

  1.     Party Girl
  2.     Nowhere Left to Run
  3.     If U C Kate
  4.     That’s The Truth
  5.     Transylvania
  6.     Lies
  7.     Corrupted
  8.     Falling in Love
  9.     All About You / Obviously
  10.     I Need a Woman
  11.     End of the World
  12.     Point Of View
  13.     Smile
  14.     Star Girl
  15.     5 Colours in Her Hair
  16.     The Last Song
  17.     One for the Radio
  18.     The Heart Never Lies
  19.     Shine a Light

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/131882+mcfly+faz+show+bem+humorado+no+rio+e+promete+voltar+em+breve

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