Contra o tempo

Michelle Monaghan e Jake Gyllenhaal em cena

Contra o tempo (Source code no original) é uma ficção científica dirigida por Duncan Jones (o do comentado, porém não visto, Lunar) e escrita por Ben Ripley, a quem eu acho que se deve todo o mérito. Jake Gyllenhaal tem todo aquele charme, é verdade, e Michelle Monaghan é indiscutivelmente uma gracinha, mas o talento – escondido – deste filme é o roteirista.

A história é mais ou menos assim: um homem tem a capacidade de voltar ao passado, mais precisamente a um trem que explodiu naquela manhã, descobrir quem foi o responsável pelo atentado terrorista e, assim, evitar que um novo aconteça. Ele não pode, no entanto, mudar o que já aconteceu. Mas, depois de tantas viagens no tempo, ele se apaixona por uma das companheiras de vagão e quer salvá-la.

A grosso modo, é isso. Mas ao longo do filme novos detalhes e informações – no meu ver surpreendentes – vêm à tona, tornando a história cada vez mais surreal. A verossimilhança interna funciona bem e é isso que importa. É óbvio que ter escrito algo assim deve ter dado trabalho. É o tipo de coisa que crianças imaginam – e por isso ressalto o talento do roteirista, que consegue manter vivo esse tipo de criatividade – mas nunca vão verbalizar na folha de um papel. Não é um filmão, mas vale a uma hora e meia.

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