Jamie Cullum: ele vem e eu não vou

Jamie Cullum está com passagem comprada para trazer a turnê do último álbum, The pursuit, ao Brasil. Se suas últimas vindas ao país foram bastante generosas (em 2006, ele fez shows em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), desta vez ele só vai se apresentar na capital paulista (no dia 21 de maio). O cantor faz parte do line-up do Festival Natura Nós, que inclui ainda Jack Johnson, G.Love, Laura Marling, BiD, Sizzla Kalonji, I-Wayne e Jesse Royal, além das brasileiras Roberta Sá e Maria Gadú (Ingressos a R$180 a pista e R$450 a pista vip).

O inglês entrou para o time – nada seleto – de artistas que vêm ao Brasil, mas passa longe do Rio de Janeiro. Foi assim com a recente turnê do U2, no Morumbi, com Paul McCartney no ano passado (mas ele se arrependeu e aterrissa na Cidade Maravilhosa no próximo mês) e Shakira no início deste ano (esta também vai se desculpar com uma apresentação no Rock in Rio, em setembro). Diz Jared Leto, do 30 Seconds to Mars, que também tentaram convencê-lo a passar longe daqui, mas ele bateu o pé.

Lamentável o Rio de Janeiro estar fora do circuito cultural ultimamente. O fechamento do Maracanã para obras não pode ser usado como desculpa (embora frequentemente seja), primeiro porque há artistas que jamais lotariam aquele estádio enorme e segundo porque o que não falta na cidade são casas de shows, estádios, arenas e teatros. O que tenho notado é que o carioca está com uma má fama no show business. É um público que “não vale a pena” (no sentido comercial de não lotar os shows). Também pudera: os ingressos estão cada vez mais caros.

Voltando ao Jamie, pensei em ir a São Paulo para assisti-lo, mas desisti logo depois de fazer algumas contas. Não que não fosse valer a pena – porque valeria MUITO, ele simplesmente é o artista que eu mais ouvi no ano passado – mas eu não tenho dinheiro mesmo. Não é uma questão de opção, é falta de. E ainda tem Paul McCartney no Engenhão, que é um show imperdível, e o McFly, que eu estou considerando muito dar uma conferida para ver se eles estão levando pro show, em termos de produção, isso de se tornarem comerciais. Dinheiro não nasce em árvore. E Jamie não colabora evitando uma ponte-aérea boba. Não é dessa vez que vou vê-lo dançando em cima do piano.

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